
O primeiro número do Expresso, saído em Janeiro de 1973, informava que 63% dos portugueses nunca tinham votado. Era a demonstração cabal de como os portugueses encaravam a farsa que eram as eleições no Estado Novo. Agora, nas vésperas de uma eleição para o Parlamento Europeu, o Expresso informa que 69% dos portugueses não sabem o nome de nenhum eurodeputado. É a demonstração cabal de como os nossos eurodeputados andam afastados dos eleitores. Na verdade, a esmagadora maioria limita-se a fazer campanha aqui no burgo de cinco em cinco anos, para depois rumarem a Bruxelas para um longo mandato, durante o qual não se ouve falar deles. Deve ser por isso que nesta campanha só se falou de política nacional. A política europeia está longe e, se ninguém sequer conhece as personagens, como é que pode perceber o enredo da história? Depois admirem-se com a abstenção.


“Agora, nas vésperas de uma eleição para o Parlamento Europeu, o Expresso informa que 69% dos portugueses não sabem o nome de nenhum eurodeputado”
Acho estranho esses resultados, como acho estranho como são realizadas as sondagens. Em 42 anos nunca fui ouvido para nenhuma. Talvez os critérios para a selecção de amostra sejam enviesados.
Pois é. Poderá isto significar que o conceito é de que esta Europa se tornou em uma farsa e que Portugal nas mãos de Costa é outra farsa.
Traduzo: com a denominada crise do subprime não faltaram as tradicionais prelecções contra os povos e os seus pseudo-gastos exagerados. Digo pseudo, na medida em que os gastos foram ao longo de décadas incentivados sob o pseudónimo de liberalismo e crescimento económico.
Não admira, portanto, que na referida crise, e a título de exemplo, o concelho em Bruxelas nada mais fosse que uma máscara de procuradores cujos verdadeiros interessados se mantiveram no anonimato. Pretendo com isto dizer que a taxa dos que participaram em tais eleições ao longo do tempo também não sabiam em quem votavam, pelo que votavam e por quem votavam. Assim, em matéria de saber e/ou conhecer, poderei afirmar com toda a fiabilidade que a taxa de abstenção ao conhecimento foi e é de 100%.
Vai daí, a recente chantagem de Costa sobre os partidos e o Presidente da República, numa jogada palaciana que só demonstra que a democracia se transformou em um bem de interesses político-partidários, veio confirmar que a soberania da nação está cativa de um complexo emaranhado de interesses designado por Pacto de Estabilidade e Contenção Orçamental.
Porém tal estabilidade é um pacto para o Poder ou os poderosos manterem através de máscaras os títeres que executam as ordens de tal Poder, em troco da vaidade de se dizerem governantes. Não obstante, a Contenção Orçamental transforma-se, assim, no paliativo oferecido às nações para se poder dizer que existe governança sem se dar a conhecer o rosto dos que se governam com tal Contenção que outros fazem.
Vai daí, concluir-se-á que o rosto do eleitor são os 100% de um povo que foi eleito para se subjugar aos sem rosto que optaram por enviar mascarados. É natural que neste quadro a maioria opte por não votar contra si mesmo.
Contudo, perante a grave intentona dos contra-revolucionários, reaccionários, antidemocráticos e ultra-ortodoxos feministas lgbtístas do PS e do BE, urge votar nas forças revolucionárias, democráticas e vanguardistas do Aliança e do PCP por forma a elegerem deputados para mudar a Europa por dento, e nas próximas eleições Portugal, trazer Seguro ao palco para se reinstalar a democracia de Abril e deixar o CDS e o PSD em banho-maria até que cresçam e compreendam que ninguém com uma pneumonia adquirida por viver ao ar livre, devido a leis de tendas, pode alguma vez votar se não tiver condições para se abrigar condignamente. Este é um ponto, mas há mais.
Viva Portugal e a Revolução Cultural Portuguesa! Um Viva às mulheres femininas e maravilhosas desta nação! Viva o macho Lusitano! Abaixo a machofobia!
Também muito boa gente não deve conhecer qualquer ministro, para lá do Centeno.
E aqui está um dos maiores problemas no sistema político Ocidental.
A impossibilidade de reduzir a Política no Ocidente mesmo que não seja necessário tanta Política.
Note-se aliás como o pensamento do autor está logo formatado para nos dizer que essas pessoas só não os conhecem por falha dos políticos não porque não é preciso mais leis, mais regras, mais taxas ….
Comparemos:
os orçamentos militares baixam após uma guerra, muitos drasticamente.
Mas a política não se reduz mesmo que as pessoas precisem cada vez menos da política para viverem bem.
A culpa como é óbvio começa no jornalismo que existe para fazer proselitismo da Político. Vender Política como solução de todos os males, Política que até tem poder dizem-nos para controlar o Clima tal qual Padres a pregarem uma religião extremista.
Por isso tem de se inventar “aquecimentos globais” , “pecados”, “crimes” para justificar a politização cada vez mais totalitária das nossas sociedades.
lucklucky