De forma consciente ou inconsciente (provavelmente de ambas, dependendo de quem o faz) encontra-se em marcha uma tentativa para recuperar a imagem de José Sócrates, pretendendo que Passos Coelho está a revelar-se ainda pior. Eu, que escrevi isto em Abril (não, não tenho t-shirts com fotografias de Passos Coelho ou de Vítor Gaspar gravadas na zona do peito), acho que existe uma diferença fundamental: Sócrates teve oportunidade para mudar de rota mas escolheu ignorar todos os alertas; mais corte na despesa, menos aumento de impostos, Passos Coelho, manietado pelos objectivos do memorando, não dispõe de verdadeiras alternativas – como a retórica vazia de António José Seguro bem demonstra. No fundo, fãs de Sócrates e socialistas em geral podem agradecer Passos Coelho ao próprio Sócrates.
A diferença
escafandro,

A única diferença é que o Governo Sócrates pediu 20 mil milhões de Euros de nova dívida* no seu último ano e este Governo pediu 13 mil milhões de nova dívida neste.
*Aos 20 mil milhões devemos adicionar a contabilidade criativa de passar dívida para empresas publicas coisa que o Governo Sócrates era muito adepto e que este governo supervisionado pela troika não tem tanta liberdade para fazer, aliás teve de incluir no défice algumas empresas publicas que já têm dívida alta.
Os 7 mil milhões que este governo cortou no défice foi na maioria para impostos ou seja mais Estado.
A diferença não é relevante para o resultado final: O desastre económico com a destruição da economia livre e a cada vez mais importância da economia política e social: a pobreza e a escassez.
sim, existe diferença. basta olhar para a islândia e brasil, países que rejeitaram a “ajuda” do FMI. mas nisso não convém falar, pois os amigos deixavam de encher os bolsos à nossa conta, dos pobres. quanto ao resto, são iguais, mentirosos e ladrões.
Islândia? Meu caro, saiamos do euro.
e será que não irão correr connosco? veremos…
É possível. Mas não devia ser preciso. Para implementarmos um programa similar ao da Islândia (cujos resultados se prendem muito com a desvalorização da moeda), saiamos já. O que acho estranho é falar-se da Islândia sem assumir tudo o que é necessário fazer (e continuando alegremente a receber o dinheiro da troika).
sim, passaram por enormes dificuldades, perderam empregos, casas, poder de compra, mas o país está a crescer há dois anos, as pessoas recuperaram as casas e os empregos. o país voltou a sorrir. nós continuamos a cair, a pique, no poço passista. e, quando aquilo estiver estável, pagarão a dívida. não roubaram aos pobres para encher os bolsos dos bancos, deixaram-nos falir e resultou. ou não leu a reportagem do expresso? bem sei que foi por uma simpatizande comuna, mas está bem fundamentado. certamente que o sr. Alexandre Silveira saberá melhor…
Há casos para todos os gostos: nos anos 90, a Finlândia salvou os bancos e também recomeçou a crescer rapidamente. O ponto fulcral é a desvalorização da moeda – com a perda brutal de poder de compra que acarreta mas também o ganho de competitividade. Mas é preciso ter em conta que, dentro ou fora do euro, um país só consegue enriquecer se mantiver as contas públicas sob controlo (desvalorizações constantes engolem o crescimento) e que, se o corte dos salários é muito visível dentro da moeda única, a perda de poder de compra seria maior sem ela e a quebra do PIB também. Ou seja: teríamos uma queda muito mais dura e uma recuperação mais rápida. O que é melhor? Não consigo dizer. Mas há um ano e meio havia islandeses que achavam ser melhor para nós estarmos no euro: dia-defende-investigacao-ao-governo-port ugues_117513.html
http://economico.sapo.pt/noticias/islan
Não leio o Expresso para aí há vinte anos. E agora, com o Acordo Ortográfico, não vou recomeçar de certeza.
Sr anónimo, explique lá o que é que se passou na Islandia. Estará por acaso a referir-se a um recessão de 11%, e desemprego acima dos 20% durante práticamente três anos? Quanto ao Brasil não se entusiasme muito, porque há um ano que a economia não cresce, e vários estados estão na falencia. Aqui estamos de acordo: práticamente que não se fala disso em Portugal.
O sr anónimo, provavelmente será pobre e não é concerteza mentiroso nem ladrão, mas é seguramente ignorante!
Ora bem. É pior que isso, é alguém que não sabe fazer contas, não percebe a diferença entre o caso Islandia: Bancos e Portugal: Estado
É alguém que não conhece o seu próprio país.
Se o anónimo não quer a troika – e para que fique claro acho muito bem para nos ensinar a viver com o que produzimos- então que explique onde vai buscar mais de 13 mil milhões de Euros para pagar os últimos 2 meses de 2012 e assim manter salários do estado, pensões e gastos de todos os ministérios…o anónimo quer cortar 4 salários aos funcionários públicos em vez de 2?
De forma consciente ou inconsciente (provavelmente de ambas, dependendo de quem o faz) encontra-se em marcha uma tentativa para se apagar as responsabilidades do PCP e do Bloco de Esquerda no derrube do anterior governo e consequente eleição deste governo em funções. As coisas estão a correr tão mal que sentem necessidade de sacudir as responsabilidades do capote. No fundo é o efeito «Fernando Nogueira» num campo mais alargado; fez tanta porcaria no anterior governo por causa de uma avaliação, que somente limitava o acesso de todos ao lugar de topo, para agora ver milhares de professores a aviar caminho e pouco mais fazer do que uma estátua… Eu sei que o Sócrates é o vosso monstro de armário, aquele que mais temeis e que tudo fazeis para enterrar… Não vos preocupeis, ele não deve estar interessado em voltar tão cedo, vão ter muito tempo para brincar com o príncipe Pedro. Sempre podeis ocupar o tempo a fazer reles tentativas de culpabilizar o anterior governo pelo memorando quando foi Sócrates que lutou até ao fim contra a vinda do FMI a todo o custo, daí o PEC4, que todos recusaram, mesmo estando apadrinhado pela União Europeia. Essa estratégia do quanto pior melhor já é muito batida, e pelo que se viu na década de 30 só serve para colocar a extrema direita no poder, é que nem nem nos bons momentos ou no maus as pessoas querem esquerdas radicais a mandar. Não acreditam? Vamos ver na Grécia, mesmo que saia da zona euro não o poder não vai cair na mão dos partidos de esquerda. Eu sei que é complicado viver com essa amargura de se sentir um poucochinho responsável pela situação actual devido ao voto nas anteriores eleições. Eu também passei por isso pois votei sempre no PS, mesmo estando farto de muita M E R D A que ele fez ou fazia e sentia-me com responsabilidades na situação, mas não me deixei iludir com a cantiga deste Pedro nem com os novos amanhãs do Jerónimo e do Louçã. Acreditem que até me senti aliviado por ter ganho o Passos, não votei nele…votei no Sócrates e como não é ele que governa…
PEC 4? A sério? Seria algum efeito cabalístico do número 4?
Sócrates lutou para evitar a vinda do FMI? Nas políticas não se percebeu.
O meu voto nas últimas eleições não me incomoda nada. Já sabia que o país estava na M E R D A e não ia votar em que o lá meteu. Outros gostam de ilusões.
Este omaudafita é mesmo um caso perdido. Votou no Socrates? ainda bem, tambem há quem goste de comer merda.
Ora bem!
Embora discorde quase em absoluto com as novas medidas de austeridade apresentadas por Passos Coelho, percebo que a margem é muito estreita. Haveria outra forma de fazer as coisas? Admito que sim, numa margem muito pequena.
Mas, como qualquer família, é mais fácil ao Estado (e não este governo em particular) lançar mão das poupanças (neste caso, o bolso do contribuinte) do que reduzir realmente as despesas onde doem.
Até agora o Primeiro-ministro tinha o benefício da dúvida até daqueles que discordavam dele. A partir da passada sexta-feira, ultrapassou uma linha que não devia ter ultrapassado.
Ideologicamente continuo a situar-me à direita. E isto significa um Estado pequeno. Não um Estado que come metade da riqueza produzida pelos cidadãos (sejam eles pobres ou ricos). A propriedade é uma condição para a liberdade.
GONIO: percebo e não discordamos assim tanto; siga o link no post e confirme.
Posso assinar por baixo? Não mudaria uma vírgula.
À vontade. Mas cuidado que isso pode trazer problemas. 😉
Nos últimos 100 anos todas as catastrofes que assolaram Portugal são culpa do Sócrates. Todas.
Assim faz sentido dizer que a culpa de Passos Coelho existir é de Sócrates. è apenas a última catástrofe.
Nah, pessoas como Afonso Costa, Sidónio Pais e António Salazar também têm alguma responsabilidade. Menor, claro, mas alguma.
Bem…António Salazar foi, recentemente, eleito o maior português de todos os tempos.
Essa comparação quer dizer que o mesmo pode vir a acontecer com Sócrates?
Parece-me uma distinção um pouco exagerada…mas quem sou eu.
miguel
Sabe-se lá. Excepto aprendermos que a via para o enriquecimento colectivo passa por elementos como competitividade e sustentabilidade, tudo é possível neste país.
Nos ultimos 100 anos não direi, mas de 2005 para cá é concerteza.
Há neste momento em Portugal uma tentativa de branquear os governos do Socrates, liderada pelo Expresso e pela SIC, de que vimos hoje um exemplo na conferencia de imprensa do ministro das finanças, quando Nicolau Santos atribuiu os males que nos afligem à austeridade imposta por este governo. Vitor Gaspar respondeu-lhe à letra, e se houvesse um buraco naquela sala, o homem do laço tinha-se metido lá dentro.
Socrates empobreceu este país por vinte ou trinta anos. O sr Miguel acha que não não é suficiente?
Calma! O Coelho é fracote, mas em termos de costumes está na média dos politiqueiros medíocres (creio, aliás, que é soberanamente mandado pelo Relvas e pelos interesses que este representa. Não sei mesmo se não melhor considerá-lo um mero títere.
O Sócrates, embora um zero, está para além dessa medida comum de não ser nada: afinal, há PPP assinadas a dias das eleições. É outra dimensão.
Ora nem mais. A Quinta Dimensão ou, no original, The Twilight Zone.
Pois claro, Passos foi obrigado ao pontapé pelos seguranças de Sócrates a chumbar o PEC IV e o seu coração sangrou de dor quando viu com pasmo os juros da dívida dispararem a seguir, um desfecho que nunca imaginara e cuja possibildade Sócrates perfidamente lhe ocultou, explorando com cinismo a sua ingenuidade. A turba socrática depois espancou-o e à família para o fazer assinar o memorando da Troika que agora tão cruelmente o ‘’manieta” e o impede de levar a cabo a política social compassiva que aprendeu com os empresários do Compromisso Portugal. Consta que só prometeu ir além da dita Troika porque o Sócrates lhe raptou as filhas. De quem é que acham que é a culpa de ele escrever agora mensagens chorosas no Facebook ainda mais pirosas que as canções do Paulo de Carvalho? Do Sócrates, evidentemente. Tudo o que o Passos faz é culpa do que o Sócrates não fez. E tudo o que o Passos não faz é culpa do que o Sócrates fez. Só não vê quem não quer.
Outra vez o PEC 4? Mas alguém ainda acredita que aquilo teria resolvido alguma coisa? Se até a Espanha já mal se consegue financiar…
De qualquer modo, andre, acho que devia mandar este texto para a TVI: dava uma novela catita. Eu quase soltei uma lágrima.
Caro jaa, elogios não valem. Acha mesmo que consegui ser mais lacrimejante que o Passos no Facebook, que já garantiu de certeza a novela da TVI? Eu bem tentei…
Abraço
“Outra vez o PEC 4? Mas alguém ainda acredita que aquilo teria resolvido alguma coisa?”
Por favor, DECIDA-SE! Não pode querer ter sol na eira e chuva no naval… das duas uma, ou o PEC4 resolvia, na medida do possível, o problema da dívida e já não era necessária a TROIKA, ou então o PEC4 não resolvia nada e eram necessárias estas medidas tomadas pelo Pedro.
???? Acho que estamos em comprimentos de onda diferentes. O PEC 4 não teria resolvido o que quer que fosse; medidas deste género (ainda que pudessem – e devessem – ser mais do lado da despesa) seriam sempre necessárias. Onde é que deixei entender o contrário?
“ainda que pudessem – e devessem – ser mais do lado da despesa”, Que frases tão rebuscadas para dizer mais professores, polícias, enfermeiros, funcionários de diversos serviços do estado para o desemprego, etc. Porque é que não come uma lata de espinafres e diz sem medo, sem rodeios o que pensa? Esta doeu porque atingiu todos os trabalhadores e sabe como é…a austeridade só é boa no bolso dos outros.
Se faz questão. Embora começasse por pessoal de institutos, de fundações, de gabinetes disto e daquilo, e de empresas públicas. Mas olhe que deve ser o único leitor do Delito para quem isso não estava claro.
(Acho até curioso haver pessoas – até no PS – que defendem os cortes na despesa ou, pelo menos, acusam o governo de não os estar a fazer, recusando simultaneamente admitir que isso implica desemprego para muita gente – veja-se a questão da colocação de professores.)
A P.U.T.A que os p.r.u a todos, é que já não devia ter nascido.
Que me perdoem os mais conservadores, mas já estou com o saco cheio de demagogia.
Este governo vai fazer o mesmo que os anteriores: NADA x NADA : a nada.
Venha a Troika, venha a Europa e que tomem conta disto o mais depressa possível, tenho filhos para criar e vida para viver.
portuguesacoriano: a Europa não quer tomar conta de nós – a Alemanha já teve problemas mais do que suficientes com a reunificação alemã; a Finlândia, a Suécia e (em menor grau) a Dinamarca têm memória recente do que é uma crise deste tipo; em nenhum desses países se acredita que nós percebamos o que é necessário fazer – agora e depois da crise. Aliás, uns e outros implementaram medidas (ligadas à idade da reforma e à legislação laboral, por exemplo) que nós ainda recusamos – o que acabou por se revelar determinante no facto de, ganhando salários mais baixos, termos perdido competitividade para eles. E, a menos que nos oferecessem dinheiro sem exigir contrapartidas, cortes seriam inevitáveis. Mas o objectivo do meu post é apenas salientar que Sócrates e o PS tiveram oportunidade para mudar de políticas; Passos, podendo – e devendo – ser criticado por algumas escolhas, não a tem.
A Alemanha é o país que mais tem ganho com a Europa, se deram meia mão, receberam mão cheia.
A Dinamarca venceu a crise porque por lá não anda a comunada instalada em tudo o que são sectores estratégicos economicos.
è sabido que a nossa lei está cheia de “alçapões”. Se os tem a permitir a porcaria de sector publico que temos, por certo também existem “brechas” nos contratos das PPP’s e outros, por onde se possa pegar e terminar com essa corja de exploradores.
Ou o Governo só toma medidas inconticionais com o Zé povinho? Se toma com a maioria, porque não toma com a minoria, tem o rabo preso? Quem não deve não teme.
Se o governo quer realmente mudar, acabando com a comunada , que seja claro e objectivo. Não é atacando os mais fracos, aqueles que nunca governaram, aqueles que nunca comeram dos grandes bolos, esses de que eu falo, vivem um bocado marginalizados, esses de que eu falo ainda são a maioria. Se isto continua neste sentido, vão acabar por despertar essa gente.
O maior capital de uma economia é o capital humano.
Neste momento não precisamos de políticos esquisitos, com politicas de tapa buracos. Precisamos de um líder, alguém que fale sem receios, alguém que una esta gente e que meta este país a funcionar, coisa que não acontece desde Salazar.
“A Alemanha é o país que mais tem ganho com a Europa, se deram meia mão, receberam mão cheia.”
Por incompetência dos outros. A Alemanha limitou-se a manter-se competitiva, em parte porque teve de fazer o esforço da reunificação. E viu muito dinheiro vir para cá quando cá ele rendia mais; só que o aplicámos em áreas que não nos aumentaram a competitividade (imobiliário, serviços, obras públicas, crédito pessoal e para habitação, etc.) e, assim, ela conseguiu recuperar parte dele através de venda de produtos e recupera agora outra parte porque lá está mais seguro.
Quanto ao resto, há pontos com que concordo, pontos de que discordo, mas de forma nenhuma posso concordar com o desejo que parece estar implícito na sua última frase.
Não percebi.
Que parte do mau trabalho do Sócrates justifica o comportamento robin-hood-ao-contrário deste governo?
Esta crise é o sonho desta gente, a desculpa perfeita para aplicar estas medidas. A crise está para o Passos como o 11/9 para o Bush, com a diferença que os enforcados somos nós.
Rui: leia, por exemplo, uma descrição da crise finlandesa de há vinte anos e das medidas que eles implementaram. Eu não gosto destas medidas – alguém gosta de perder salários? – mas, embora ache que há outras coisas que o governo devia fazer (muitas das quais, note-se, também representariam dificuldades para muitas pessoas, porque diminuir a despesa de forma significativa significa desemprego), sei que, na situação em que estamos, um ajustamento é inevitável. E também sei que, por muitos defeitos que tenha, não foi Passos Coelho que nos trouxe a esta situação.
(Já agora, a discussão que talvez fosse conveniente estarmos a ter era se devíamos sair do euro para, perdendo poder de compra no curto prazo – e muito -, ganharmos competitividade. Mas, com ou sem euro, nunca seremos um país rico se não aprendermos que a chave está no crescimento sustentável, baseado numa economia dinâmica e exportadora, e não em obras públicas, Magalhães e num Estado pesado e ineficiente.)
O sonho desta gente? Ser criticado por todos, do Arménio Carlos ao Belmiro de Azevedo?
A diferença é que Sócrates é um mentiroso do tipo descarado.
Era muito apreciado pelos barões, que se sentiam totalmente seguros pela forma desabrida como ele enfrentava o touro. Os jotinhas?, esses iam ao delírio com as suas verónicas e chicuelinas de arrepiar. Um verdadeiro artista!
Não era perigoso porque, no fundo, todos sabíamos que mais dia menos dia acabaria por levar uma cornada que o afastaria da arena!
Já Passos Coelho é um mentiroso do tipo dissimulado.
Um valentão nos treinos e ferras, frente a vacas e bezerros, mas na arena prefere as pegas de cernelha e não arrisca mais do que ser rabejador. É cabo do grupo de forcados, mas quem realmente comanda são os barões, themselves. Os jotinhas?, principalmente os chamados betinhos, andam delirantes. Sempre adoraram a arte de rabejar!
Este tipo de mentiroso é muito perigoso porque, como é mutante, pode-se perpetuar!
Sócrates não era perigoso?! É impressão minha ou estamos falidos?
(Muitos dos ditadores mais perigosos da História eram mentirosos do tipo descarado. E, com frequência, o povo gostou. Tanto que até elegeu alguns.)
Digo que os descarados não são perigosos no sentido em que sabemos ao que andamos! Quem corre por gosto não cansa.
Honra ao povo português que poderá ser pacóvio, mas racista ou xenófobo não é, pelo que não me metem medo os fantasmas desses ditadores perigosos a que se refere. O nosso nacionalismo há muito que se resume ao futebol!
E a sopas, em pré-falência, andamos nós há séculos! O Professor Doutor Economista, que lançou as sementes para esta (nossa) nova crise, até já era o detentor da cartolina vermelha que podia mostrar a Sócrates, assim o achasse pertinente. Fê-lo? Como eu disse, os dissimulados, esses sim são perigosos… mutantes… e tendem a perpetuar-se!
É mesmo, disfarçado lá vai ajeitando um dinheirinho no BPN umas negociatas na SLN um pavilhãozito para o genro… com aquela cara de chorão mamão, lá se vai safando.
Claro: a culpa do FP-2 é do… FP-1.
Haja paciência!
Que remédio.