Fui hoje ver a exposição sobre a carreira profissional de Nuno Portas. E fiquei emocionada, porque são cinquenta anos de um caminho pessoal muito valioso. Caminho que ele divide por sete etapas. Que começam na Arquitectura e terminam no Urbanismo.
Estas etapas correspondem, decerto, a caminhos e aprendizagens próprias. E quando o visitante olha, percorre ele também, cinco décadas da sua vida.
Sentei-me, a dada altura, a ouvir, num vídeo, o homenageado a explicar o que se pensava serem as casas da década de sessenta/setenta e aquilo que se pensa serem as casas de hoje. É uma narrativa de uma tocante singeleza, que todos podem compreender, mesmo que não sejam profissionais daquela área. Porque, afinal, todos somos seres que vivem na urbe – por isso seres urbanos – e as casas, as ruas, os sítios, condicionam a forma como vivemos.
Nem todos se dão conta, no seu quotidiano, da importância que a Arquitectura tem na vida de todos nós. Fiquei, por isso, muito contente – alguma vez havia de ser -, quando ouvi o actual Secretário de Estado da Cultura referir que este ano de 2013 seria dedicado aquela área.
Não gosto do cartaz que publicita a referida exposição. Tem muito grafismo, o que o torna, a meu ver, pouco apelativo. Mas a exposição merece uma visita atenta e é uma homenagem merecida a Nuno Portas.


Onde é a exposição, Drª Helena ?
Caro Daniel
É CCB – Centro Cultural de Belem – na garagem sul. Vá com tempo porque, a meu ver, o circuito da exposição não é muito claro.
Primeiro dei uma volta inteira. Depois ouvi as explicações que Nuno Portas dá, num dos vídeos, em que explica como evoluiu o conceito de casa. Por fim dei nova volta e fui-me detendo naquilo que mais chamou a minha atenção.
Não deixe de ler o painel que está antes da saída em que ele explica as sete fases por que passou até chegar ao ensino do urbanismo.
Assim farei, Drª Helena. Muito grato.
🙂
É a capacidade, que refere, de falar, para todos, de coisas que nem sempre vemos, mesmo estando ali à nossa frente, que admiro em Nuno Portas. Para além, claro, do seu trabalho. Fui sua aluna no mestrado de sociologia urbana no ISCTE e também gostei de o ter como professor. 🙂 Não perderei a exposição!
Nem sempre é fácil ousar falar objectivamente do que é próximo. Mas quando se consegue, fica duplamente bem a homenagem.