Às 8 da manhã do dia 21 de Junho de 1942, as tropas britânicas sitiadas na fortaleza de Tobruk, no norte de África, rendiam-se às divisões comandadas por Erwin Rommel, após terem sofrido baixas consideráveis. No seu quartel-general da Alemanha, Hitler rejubilou, entregando a Rommel o bastão de marechal. Ao receber a má noticia em Washington, onde conferenciava com o presidente Roosevelt, Churchill desabafou: “A derrota é uma coisa, a vergonha é outra.” Os britânicos tinham sido derrotados mas não deviam envergonhar-se. Tinham-se batido até ao limite das suas forças. Um ano mais tarde, recuperariam Tobruk.
A que propósito me lembrei deste emblemático episódio da II Guerra Mundial? É que ele constitui uma exemplar lição de vida. A desonra é perder sem sequer dar luta. Vale para todas as épocas e para as mais variadas circunstâncias – e também na política, que é a continuação da guerra por outros meios.


“O campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer “
A. Lincoln
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Bom fim-de-semana Caro Pedro na meia-certeza (e sou eu que sou uma crente ..!) que partiram o molde quando fizeram alguns dos génios da nossa Humanidade.
Penso o mesmo, Catarina. E obrigado por trazer aqui essa sábia frase do grande Lincoln.
É que Tobruk era um símbolo importantíssimo, resistira sitiada no ano anterior durante meses a fio e então, em poucos dias, no Verão de 1942, caiu sem dar luta. Por isso é que Churchill estava tão ferido. Seja como for, na sequência de tudo isso foram logo enviados 200 tanques de fabrico norte-americano para o Suez e, no final do ano, em El-Alamein, esses “monstros” blindados desempenhariam um papel significativo.
Tobruk foi um símbolo da vontade de resistência britânica na II Guerra Mundial. A não esquecer.
Estamos a falar de Santana Lopes – ou fui eu que percebi mal?
A bom entendedor…
Muito oportuno, compadre. Muito.
As lições da História vêm sempre a propósito…
nem mais.