Existe uma faixa da população, daqueles que se podem designar como “os sem voz” que por inerência da designação não têm como ascenderem aos cinco minutos de fama que o Andy Warhol profetizou. É certo que não são poucas as azeiteiras que nos dias de hoje tentam rentabilizar as respectivas amolgadelas perante uma horda de seguidores no Instagram. Não sendo isso mais do que a confirmação da visão da estrela maior da pop art, ainda assim os “sem voz” continuam a existir fora do clarão dos holofotes e continuarão a andar por aí a espernear.
Quis o destino que numa paragem entre duas estafadelas, passasse uns minutos ao lado de um contentor disfarçado de refeitório de uma obra, estacionado sob o abrasador sol de Julho.
Um dos trolhas mais novos que, por entre os demais, por ali espairecia, exibia o incrível super-poder de conseguir abrir garrafas de cerveja com os dentes. Aquilo é uma coisa bonita de se ver. As tampas das garrafas pareciam feitas de folha de alumínio, daquela que uso no forno para resguardar a carne de borrego. É inegável que aquela capacidade lhe garante uma incrível popularidade por entre os iguais. O brilho nos olhos dos seus pares, quase emocionados, só fazia lembrar aquele sketch do Herman em que alguém dizia “este homem é do nuorte, carago!”
Apesar do efeito estético no instante imediato, todos sabemos que aquelas habilidades vão desembocar num tipo, com mau hálito, e de boca aberta a fazer um molde para uma prótese dentária. Mas isso agora não interessa para nada. Hoje é hoje e a mensagem de força que se transmite é que conta.
Quando abandonei aquelas belas companhias, lembrei-me do episódio do anúncio do ex-futuro novo aeroporto pelo ministro Pedro Nuno Santos e achei que aquele miúdo de dentes aparentemente poderosos era o PNS dos trolhas. Os dois confundem a força de vontade com a capacidade.
Vamos ver qual dos dois vai ser o primeiro a ficar sem a cremalheira bocal.

Visto que há 50 anos não aparece ninguém com capacidade de dizer onde construir a porcaria do aeroporto, ao menos haja alguém com força de vontade de o fazrt, já é qualquer coisa.
Já gente com vontade e capacidade de adiar tudo para mais um estudozinho, não parece haver falta nenhuma. Seguidamente vem a contestação ao estudozinho e os nossos decisores políticos perdem a força de vontade de desagradar a algumas clientelas e emcomendam mais um estudozinho.
Confirma então que realmente o voluntarismo imponderado causa boa impressão. Eu gostei foi de ouvir o PNS a penitenciar-se de orelhas quebradas.
Sobre o sua insatisfação perante a incapacidade dos nossos governantes em tomarem decisões, estamos de acordo.
Qualquer coisa causa mais boa impressão do que ver os responsáveis políticos a adiar as decisões durante 50 anos por não terem tomates de as enfrentarem.
Detecto algum machismo e até misogenia nesse comentário. Cuidado que a esquerda censória anda por aí.
Temos de perceber que um novo aeroporto é uma utopia , mais vale fazer remodelar dentro do possível o actual e aproveitar o de Beja .
Os custos de tal obra não justificam os proventos pois em breve a aviação comercial estará decadente e só os muito ricos poderão usufruir da mesma.
O futuro para mim é a ferrovia e o transporte marítimo.
Os pareceres sobre o aeroporto estão a valer bons milhões. Envie também o seu para o Ministério do PNS. Ou melhor, envie-o antes para o AC, pois agora sempre que o PNS decide tem sempre de lhe perguntar se pode decidir ou não, o que é uma abordagem criativa sobre o que é decidir.
Já foram pagos tantos pareceres sobre o aeroporto, que lhe hão-de arranjar lá nem que seja uma cervejinha e um pires de tremoços.
Um olho negro já tem….
O futuro mais ou menos negro de PNS, coincidirá exactamente com o contrário para o nosso país.
Ainda bem que é o Montenegro dos trolhas a dar a solução.
Como é que ninguém percebeu em cinquenta anos que o problema do aeroporto se resolvia com umas obrinhas? Isto sim é que é capacidade, de certeza que tem a cremalheira toda.
Grande trolha! Há tantos anos no poder e depois de não decidir nada além de … nada, ainda se atreve a dizer que alguma coisa além de nada é demasiado.