A democracia é “o melhor dos sistemas”, e tal.


vidabreve,

 

Desde que não seja na Grécia: na Grécia o que se quer são campónios suplicantes de chapéu nas mãos. Parece que os líderes europeus estão muito angustiados. Já não era sem tempo.

8 comentários em “A democracia é “o melhor dos sistemas”, e tal.”

  1. Oh Paulinho, estamos a ficar preocupados?
    Ainda bem.
    Só espero que não façam 50 referendos até os Gregos dizerem “sim”.

    Já viste, Paulo, a chatice que se tinha poupado se tivessem perguntado ao cidadãos europeus se queriam seguir por este caminho?
    Imaginas qual seria a resposta dos europeus a esta União Europeia se lhes tivessem explicado qual é a vossa ideia?
    Claro que imaginas, Paulo. Tu e os teus colegas políticos. Por saberem que, nomeadamente os portugueses, seriam contra perder tudo aquilo que vocês teriam de tirar para a vossa mesquinha ideia de projecto europeu é que nunca nos perguntaram se queríamos entrar para a CEE, aderir ao Euro, assinar o Tratado de Lisboa…

    Desejo ardentemente que os Gregos digam não e que tu, os teus colegas de Governo e os teus amigos europeus, fiquem com as calças na mão, borradinhos de medo. Que caia o Euro, a Merkel, o Sarkozy, o Passos, tu e todos os outros como vós.

    Sim, as dificuldades que passaríamos e o catano…
    Deixa lá isso. Dificuldades é sermos roubados por vocês.

    Olha, já que estás na Venezuela, manda um abraço ao Hugo da minha parte está bem?
    Faz boa viagem de regresso.

  2. Queda generalizada das bolsas, depreciação dos bancos (incluindo os portugueses, com interesses na Grécia), subida dos juros dos empréstimos financeiros internacionais, movimentações da tropa nos quartéis, fracturas no próprio partido do Governo: tudo isto gerado pela irresponsabilidade do primeiro-ministro grego em poucas horas.
    O maior défice na Europa, de facto, é um défice de liderança.

  3. A minha interpretação é esta: se as instituições Europeias tivessem, desde o início da crise, revelado alguma liderança, não era um primeiro-ministro Grego que a conseguia tirar do sério.

    O problema foi que enquanto os “sacrifícios” eram só para a Grécia andaram todos a assobiar para o ar. A última “cimeira histórica”, segundo o Economist, só dava folga para uns meses. Agora afligem-se?

    Azarinho.

  4. A decisão é ingrata, mas é muito corajosa e pode ser acertada. Poderiam(ão) ser enormes os efeitos de uma perda de soberania não subscrita pelos cidadãos sobre a identidade nacional grega. Assim, qualquer que seja a escolha, esta será clara.

  5. Agora a Europa tem mais uma ajuda: a nossa Presidente Dilma Rousseff. Temos uma ampla experiencia em “chapéu na mão”, ou como diz aqui no Brasil: “Pires na mão”. A intenção do Brasil é de ajudar os europeus indiretamente (com o “pires na mão”), colocando na pauta de discussões entre Dilma e o presidente chinês Ju Hintao.
    E viva o nosso “know-how” de pedinte!

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