
(Festa do Avante, 2020: ninguém para lhe dizer “ó camarada!, toma lá uma T-shirt que não parece bem estares assim vestido …”)
O comentador Pacheco Pereira, conhecido do “grande público” pela participação num programa televisivo de comentário político reinstalado após pressão do secretário-geral do PS, no qual agora ombreia com a adjunta deste, apresentado numa estação propriedade de um conjunto de empresas portuguesas (e de figuras gradas dos espectáculos populares, como Cristina Ferreira, Pedro Abrunhosa e Tony Carreira), publicou em 5.9.2020, no “Público”, jornal propriedade do grupo SONAE, este naco: “Mas a fúria actual com a Festa do Avante! é tudo menos inocente. Tem uma clara motivação política, longe de qualquer preocupação com a pandemia ( …)
No recinto [da Festa] são comuns formas de reconhecimento tribal entre “camaradas”, quer através das bancas de comida, objectos, artesanato local, quer inclusive com as delegações estrangeiras de outros partidos comunistas e movimentos revolucionários. A Festa é ao mesmo tempo provinciana e cosmopolita, e transmite aos que a visitam esse sentimento de que fazem parte de uma comunidade nacional e de um movimento internacional, com amigos e inimigos. (…)
[A raiva contra a Festa do Avante] insere-se numa clara deslocação para um radicalismo de direita que se tem vindo a acentuar em várias áreas da sociedade portuguesa, e de que o Chega é apenas a ala populista mais visível, e as redes sociais o viveiro do ódio, mas que encontra expressão numa elite que está órfã do poder, apoiada em think tanks, subsidiados por grupos empresariais, com um peso crescente na comunicação social. Repetirei de novo que uma parte importante desta deriva vem da impotência, mas com o tempo essa impotência transforma-se em raiva. A vida política portuguesa vai ser crescentemente perigosa, num caminho que encontra em Trump um inspirador não nomeado por vergonha, mas real. ( …)”.
Há três décadas o comentador foi meu professor, e muito bom nisso. Há uma dúzia de anos esteve em Maputo, onde, gratuitamente e apenas por respeito, fiz o possível por ajudar a organização que ali o levara a enquadrá-lo o melhor possível. Espero agora nunca mais me cruzar com o traste que lhe ocupou o corpo. E a mente.
Adenda: há meses um holigão fez a saudação fascista num comício do prof. Ventura (sobre isso escrevi isto). Mas não apreciar os javardos que se passeiam com o Estaline na pança já é ser adepto do Trump, jpp dixit …

Conheço um tipo que trabalhava numa carpintaria aqui da zona que tem uma suástica tatuada no bícepe do braço direito. A tatuagem é de péssima qualidade. Daquelas que devem ter sido feitas com picadelas repetidas de uma agulha de costura e tinta da china como a que usa?(ava) na escola. Pela errância do traço tudo aponta para que tenha sido feita num momento de divagação cerebral, por exemplo a toque de álcool, mas nunca se sabe qual terá sido o combustível. E refiro-me a divagação cerebral do ex-carpinteiro e do autodenominado (um termo da moda) tatuador. Bastava que um dos dois tivesse sóbrio para que não houvesse ali nenhuma tatuagem, ou havendo, que fosse algo menos deprimente. No fundo aquela tatuagem será o mais decrépito espasmo do nazismo no bícepe de um tipo que além de desconhecer o seu significado, só não frequentou o ensino especial porque não havia no seu tempo, mas se houvesse não teria encontrado a porta da escola, nem tinha, coitado, ninguém que o guia-se até lá.
Lembrando-me dele, o tipo da foto, em mudando a t-shirt, até tem um enorme potencial para parecer alguém normal.
O mesmo se aplica ao Pacheco Pereira, mas para ele bastava estar calado e não publicar o que pensa.
Paulo, tendo na II GG, e no nazismo, em particular, grande interesse histórico, é-me cada vez mais difícil encontrar certos documentários, e canais, anteriormente disponibilizados no YouTube. De há uns tempos para cá tem havido uma razia em tudo o que soe a conteúdos de extrema direita (até em conteúdos dedicados ao Neo Paganismo, em virtude de o nazismo ter usado as runas na sua imagética). Ao contrário, sobre Estaline, comunismo, etc, eles, os
, saltitam, vibram e abundam.
PS: Sobre a censura, cega, e tendenciosa, refiro que há uns tempos queria tatuar o Schwarze Sonne. Fiquei a saber que com tal tatuagem não entraria na Alemanha. Porém, tenho a certeza que com uma t shirt do Homem de Ferro tal problema não se poria.
Os Comunistas, tal como os fascistas, salvo raras excepções, são uns estroinas. Em matéria de fé não há discussão que valha.
Sobre Pacheco Pereira, só lhe faltou, à semelhança do deputado Miguel Tiago, dizer que o Avante é o local, em Portugal, mais seguro quanto ao Covid-19.
https://www.google.com/amp/s/eco.sapo.p t/2020/09/04/avante-e-o-espaco-mais-segu ro-do-pais-durante-estes-tres-dias-defen de-miguel-tiago/amp/
JPP, mais um subsidiado pelo estado e seu polvo bem como pelos grandes grupos económicos que mamam do estado.
Quer lá saber da miséria em que vive o povo nos países socialistas que aplicam o que defende, só olha para os que lhe dão mais meios. £££
A figura por trás dele é um terrorista das farc, dá para ver à légua com aquela mochila vermelha.
De tanto estudar o PCP, o Pacheco Pereira deixou-se tomar pelo síndrome de Estocolmo…
E t-shirts com as faces inspiradoras, lado a lado, de Ribentropp e Molotov ?
Para execranda memória futura.
Se você discutir com um louco, é extremamente provável que leve a pior; pois sob muitos aspectos a mente dele se move muito mais rápido por não se atrapalhar com coisas que costumam acompanhar o bom juízo. Ele não é embaraçado pelo senso de humor ou pela caridade, ou pelas tolas certezas da experiência. Ele é muito mais lógico por perder certos afetos da sanidade. De fato, a explicação comum para a insanidade nesse respeito é enganadora. O louco não é um homem que perdeu a razão. O louco é um homem que perdeu tudo exceto a razão. A explicação oferecida por um louco é sempre exaustiva e muitas vezes, num sentido puramente racional, é satisfatória. Ou, para falar com mais rigor, a explicação insana, se não for conclusiva, é pelo menos incontestável. […] Se um homem disser, por exemplo, que os homens estão conspirando contra ele, você não pode discutir esse ponto, a não ser dizendo que todos os homens negam que são conspiradores; o que é exatamente o que os conspiradores fariam. Apesar de tudo, ele está errado […] Talvez a maneira de nos aproximarmos ao máximo dessa descrição é dizer o seguinte: que a mente dele se move num círculo perfeito, porém reduzido (G. K. Chesterton, Ortodoxia).
Simplista, seja ele quem for: do ateu ao fundamentalista evangélico, aquele tipo estereotipado, apologético, que segue com lógica inflexível e fatal uma idéia que, obviamente, se não é falsa, é unilateral. Não que seja sempre inconveniente a lógica inflexível; mas é que ela é como a beleza: pode-se ser belo e mau. Ou feio e bom.
Sabedoria é reconhecer quando um argumento é lógico mas falso, e quando é construtivamente feio mas verdadeiro. Feio na forma, na formulação, na fôrma discursiva. Torto, desengonçado, balbuciado – mas verdadeiro, e daí?
Sim, para ser justo, preciso reconhecer que a verdade também é feia, às vezes.
A posta tem tecido para várias temáticas.
A world wide web permitiu a democratização da informação. Há quem a abomine, em particular aqueles e aquelas que cultuavam e ainda cultuam a imagem pessoal do pensamento absoluto e do poder absoluto. Ela também permitiu a transferência de poderes, permitindo que se constituíssem parlamentos paralelos que serão cada vez mais poderosos diante dos parlamentos que se tornaram estruturas autocráticas, que na realidade não representam o todo, e outras estruturas políticas, públicas e privadas que também não são flor que se cheire.
Ao ler as movimentações em torno do reordenamento da media dita tradicional ou mainstream (onde ela já vai), dou comigo a pensar quão débeis são tais movimentos.
A media mainstream é um composto de subsidiados por 2 vias: os estados e os particulares, estas últimas denominadas por empresas ou grupos empresariais.
No caso português, sabendo-se que possuímos um tecido empresarial maioritariamente paroquial, bacoco e provinciano, permite adivinhar que a estratégia será exactamente procurar enxugar os demais para poder oferecer tais características. A médio prazo será uma ruína e não se sustentará.
Em Stalin, ou man of steel, que é o que seu nome designa, podemos encontrar em sua história as duas características que o formaram: o herói e o carniceiro.
Herói, na medida em que em um momento absolutamente devastador encontrou força interior para permanecer em Moscovo e contrariar os alemães que aí se encontravam. Herói ainda, na medida em que soube ser perfeitamente perspicaz para delegar o comando a seus generais, particularmente em Zhukov, que lançando uma ousada ofensiva e criando ousadas linhas de abastecimento conseguiram rechaçar os alemães em stalinegrado e contrariar o cerco a Leninegrado.
Herói ainda, porque contrariou, derrotando, os japoneses na Manchúria e também abriu caminho à vitória aliada no pacífico.
E não menos herói, porque suas acções salvaram a Inglaterra. Ainda que estes estadistas dependessem um do outro (Stalin e Churchill).
Carniceiro, pela forma como se desenvencilhava dos que considerava incómodos, incluindo os de sua família.
Para concluir agora o comentário a este post, que é a questão substantiva: Stalin, que era um homem brilhante em jogadas mentais, também tinha a capacidade de autocrítica. E essa capacidade revelou-a, a propósito de Hitler e pela jogada impensável de atacar a URSS, abrindo uma segunda frente, ao afirmar “Um homem jamais pode medir seu adversário por seus próprios pensamentos” – isto levou-o a saber delegar futuramente a confiança em alguns de seus generais.
Stalin tinha razão, pois do outro lado, Hitler, encontrava-se um megalomaníaco que ele não soube equacionar em suas brilhantes equações mentais. Um megalómano age sempre de forma imprudente e ruinosa.
Não conheci Pacheco Pereira como professor mas, desde que comecei a ouvi-lo como entrevistado ou como comentador, que o considero um intelectual de extrema-esquerda infiltrado no PSD.
Não me choca a realização da Festa do Avante. Quando olho para as estatísticas de óbitos desagregadas por faixas etárias e por patolologias antecendentes, quaisquer que sejam os países, ou estados no caso dos EUA, verifico sempre os mesmos factos: não são as pessoas jovens e as pessoas saudáveis que morrem em consequência da COVID-19. A doença apenas se mostra fatal para aqueles com uma ou várias comorbilidades, independentemente da idade, e para os idosos, que geralmente apresentam várias, em associação com carências graves de vitamina D.
As percentagens de óbitos registadas em lares de idosos (um eufemismo), onde muitos nem sequer apanham um raio de Sol, são reveladoras: em Portugal cerca de 40%, em Espanha cerca de 50%, na Suécia cerca de 70% e na Itália cerca de 75%. E este cenário repete-se um pouco pelo mundo inteiro.
Choca-me, pelo contrário, a dualidade de critérios. Choca-me o cancelamento de festas, romarias e festivais de Verão. Chocam-me as restrições impostas ao número de pessoas presentes em casamentos e funerais. Choca-me que os servidores públicos (vulgo funcionários públicos) tenham sido mandados para casa com salário por inteiro, alegadamente em tele-trabalho, enquanto a generalidade dos cidadãos foi colocada em lay-off, com as consequentes restrições salariais. Choca-me que 3,9 milhões de consultas e 93 mil cirurgias tenham sido canceladas, de acordo com o Jornal Económico. Choca-me o consequente excesso de mortalidade não atribuível à COVID-19 e que se cifrará em cerca de 5 200, no período entre 16 de Março e 31 de Julho, tomando como referência a média 2009-2019.
Choca-me que apenas se tenha imposto o uso obrigatório de máscara em recintos fechados já corria o mês de Maio. Choca-me que alguém use máscara numa praia. Choca-me que se veja pessoas de máscara no interior do carro em que viajam sozinhas. Choca-me que se pretenda instituir o seu uso em todos os espaços públicos.
Choca-me que se omita a carência de vitamina D como uma das causas que conduzem a desenvolvimentos geralmente fatais da infecção, apesar de outros países, nomeadamente o Reino Unido, já terem emanado recomendações para que se tomem suplementos dessa vitamina, essencial no bom desempenho do sistema imunitário. Choca-me que se ignore o papel do zinco na imunidade viral, apesar da evidência científica existente. Choca-me que se diabolize e se censure aquela “malvada substância”, cujo nome nem ouso referir, apesar de figurar na lista de medicamentos essencias da OMS, e cujo papel como ionóforo do zinco é sobejamente reconhecido.
Chocam-me a estupidez, a omissão, a censura, a hipocondria, a histeria, o alarmismo, a incúria, a falta de visão, a ignorância e a incompetência.
Para os JPP, adoradores de comuno/nazis/ONG de “invasores muçulmanos:
“Quando se importa o terceiro mundo, transformamo-nos no terceiro mundo.
É sempre essa a frase que digo quando há esfaquementos e bombas no Reino Unido, e a resposta dos politicamente correctos é a esperada.
Essa gente há de ouvir a espada do jihadista a cortar o ar, momentos antes de chegar ao pescoço, e o seu último pensamento vai ser: “pelo menos ninguém teve motivo para me chamar racista”.
Acorda Europa laica/ocidental/ judaica/cristã !!!!!
A,Vieira
Uma escolha algo esquisita de t-shirt. É uma cópia de um poster soviético do pós II Guerra Mundial (ou Grande Guerra Patriótica, como acho que ainda lhe chamam na Rússia) e a frase quer dizer “Obrigado avô pela vitória”.
Folclórico a mais, mas que dizer.
PS – não me tinha ainda percebido que Pachec Pereira cortou a barba. Não o consigo imaginar assim.