A culpa terá sido do eucalipto?


Pedro Correia,

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Violentíssimos incêndios na Grécia provocaram já 79 mortos confirmados, além de 180 feridos e um número indeterminado de desaparecidos.

Violentos fogos florestais na Suécia forçam o Governo de Estocolmo a fazer pedidos de socorro aos parceiros europeus, incluindo Portugal.

Quando os fogos fustigaram o nosso país, nas tragédias de Junho e Outubro do ano passado, logo irromperam os tudólogos cá do burgo atribuindo as culpas ao eucalipto. O que me levou a publicar aqui um texto intitulado o eucalipto e a luta de classes.

Os tais tudólogos devem estar a banhos: desta vez ainda não repetiram a ladainha a propósito dos fogos que devastam terras suecas e gregas.

Acontece que em nenhum destes países existe mancha florestal de eucalipto.

As árvores dominantes nas florestas suecas são o abeto (42%), o pinheiro (39%) e a bétula (12%).

As árvores dominantes nas zonas florestais gregas são o carvalho (29,8%), o pinheiro (24,4%), o abeto (13,1%) e a faia (8,7%).

Lá fica a narrativa sem efeito. O problema de muitas teorias é não resistirem ao confronto elementar com os factos.

152 comentários em “A culpa terá sido do eucalipto?”

  1. Provavelmente a mão criminosa não é alheia a este inferno.
    Tanto cá como lá independentemente do tipo de vegetação.
    Dizem alguns que é um negócio bastante lucrativo e até alguns
    bombeiros meteram a mãozinha porque ganham pouco e umas horas
    extra dão imenso jeito. Uma desgraça completa.
    Fica bem na fotografia irem para a Suécia… não tarda somos os melhores
    do Mundo no combate aos fogos.

    1. É um bocado ofensivo estar a pôr a culpa nos bombeiros, que nestes casos são o mexilhão de serviço. Que tal averiguar as responsabilidades dos Corpos Dirigentes das Autarquias e Protecção Civil?

      1. ” Que tal averiguar as responsabilidades dos Corpos Dirigentes das Autarquias e Protecção Civil?” E das Kikas? Se entramos na suspeita só para suspeitar, todos os desconhecidos e conhecidos são suspeitos.

        1. Pode averiguar e ficará a saber que eu não inventei nada. Se não é verdade que alguns bombeiros
          meteram a mãozinha reclame dos jornais e jornalistas que o publicaram. Só sou culpada porque li exactamente o que escrevi.

      2. Alguns não são todos… aliás existem muitos loucos fascinados
        com os fogos que exercem essa profissão à semelhança dos pedófilos que escolhem profissões
        em contacto com crianças.
        Lamento mas é um facto conhecido. 🤢

    2. “Fica bem na fotografia irem para a Suécia” Não deviam ir. Os suecos é que deviam vir cá quando estamos à rasca.

  2. Desde que arda, a culpa tanto faz ser do eucalipto como dos tudólogos.
    Enquanto os fogos forem um óptimo negócio para alguns… vai continuar a arder.

        1. “Planta os eucaliptos junto á tua casa” Eu plantei há uns anos mas ainda não comi cascas nem nada.

          1. Há sempre hipótese de plantar um Carvalho. Quando crescer dá um fruto suculento. Chamado Bruno.

            Brunos, “maças podres” — temos um lindo pomar

          2. Deve haver poucos, deve. Mais de metade daqueles candidatos devem ser espiões do benfas.

          3. A mim aconteceu-me diferente: plantaram uma casa à beira dos meus eucaliptos e, agora, exigem-me que abata as árvores e que mantenha o terreno limpo, não sei se 50, se 100 metros à volta da casa, e que suporte inteiramente os correspondentes custos. Isto é pior do que se me tivessem nacionalizado o terreno, de onde não tiro qualquer rendimento há dezenas de anos.

          4. E vamos lá a ver se consegue encontrar gente que lhe limpe a mata. Em Castelo Branco a autarquia está sem pessoal e os privados não conseguem dar cobro a tanta requisição. Entretanto a multa há -de chegar

          5. A tal “reforma” do ministro Capoulas, que sonha ser o novo D. Dinis. Só se for a escrever “cantigas de amigo” ao chefe Costa.

  3. Muito bem lembrado. Nem os astrolábios que cita cantam a tal ladainha, e também ainda não apareceu um teatrólogo de cá ou de lá a proclamar que tudo foi bem feito. Na nossa tragédia do ano passado até houve um descarado protetor a dizer que ao circularem precipitadamente naquela estrada nem sabiam a armadilha em que se metiam.

  4. Curiosas foram as explicações das autoridades gregas quanto às causas dos fogos. Mão criminosa, contrastando, com as queixas da população , que apontaram a falta de meios evidentes. De um lado a culpa atribuída a uma entidade abstracta – mão criminosa – ilibando o Estado. Do outro, um apontar de dedo à incapacidade desse mesmo Estado. Muito semelhante ao modelo justificativo em Portugal aquando dos fogos do ano passado. Um modelo Sul europeu?

  5. Penso que na Suécia em virtude das alterações climáticas a estrutura de combate aos fogos poderá ter estar desadequada ao histórico das temperaturas que se têm por lá verificado este ano. O mesmo não serve de justificação para o Estado português. Lembremo-nos de 2003 e dos avisos /promessas de reforma florestal /Protecção Civil

  6. “Para o procurador no supremo tribunal de justiça grego Xeni Dimitriou, como revela o jornal helénico Ekathimerini, o culpado pode ser o Estado. Depois de indícios de que as autoridades gregas foram lentas a responder ao apelo dos cidadãos afetados e da falta de planos de emergência para este cenário, o procurador grego começou uma investigação para apurar as causas deste incêndio que já fez pelo menos 80 mortos, dezenas de feridos e muitos ainda desaparecidos.”

    Ora bem… pelo menos aqui há alguém que não arranja downbursts e eucaliptos para explicar o inexplicável.
    A perda de vídas por incúria dos regimes vigentes é sempre calamitosa, mas não aprender com as tragédias e deixar a inércia prevalecer, é crime.

    1. Por cá, foi ao contrário. Apareceu logo, no próprio dia, o director-geral da PJ a dizer que a culpa tinha sido de um raio. Com amplificação total nos chamados meios de comunicação, que neste caso só serviram de câmara de eco.

    2. As autoridades foram lentas a responder? Então as autoridades não são o governo que em tudo manda? O governo grego foi, então, lento? O grunho do tripas foi lento a dar ordens para salvar aquela gente? Acho que não. Tenho-o visto na televisão a justificar uma série de merdas. Já o nosso querido monhé, como sabemos, mandou-nos f#der e foi de férias.

      1. “O grunho do tripas foi lento a dar ordens”
        “a justificar uma série de merdas.”
        “Já o nosso querido monhé,”
        ” mandou-nos f#der e foi de férias.”
        Este é o tipo de argumentos que eu adoro. Pela profundidade do argumento e pela beleza do vocabulário. Todos os que escrevem em blogues deviam ter em conta estes exemplos e segui-los.

    3. E você com essa inteligência quer dizer que foi o Governo de Tsipras…quando em 2007 a Grécia passou por uma calamidade igual mas mais dispersa, não tão concentrada. Se é para debitar disparates é melhor estar com os dedos quietos. As bisbilhotices, são como penas largadas ao vento…nunca se sabe onde vão parar.

  7. Ainda assim a verdade oficial não cede. Ontem, num “directo” na RTP3 (creio), alguém no local, dotado da autoridade conferida pelo microfone empunhado, afirmava ser a zona onde estava abundante em eucaliptos. Notava mesmo sentir-se (sobrepondo-se, imagino, ao puro e simples cheiro a queimado que de outra forma deveria imperar) o cheiro próprio do eucalipto. E, grave e doutamente, lançava a quem o via e escutava a certeza de (cito de memória) ser essa árvore muito perigosa em caso de incêndio. Remetendo aliás, ao fazê-lo, para a nossa ainda recente experiência.

    Isto feito, suponho que lhe terá restado tomar o primeiro voo para Lisboa: a excelência do seu trabalho (desde logo do seu trabalho de comissariado político) pode a todo o momento fazer muita falta por cá.

    O povo não faz ideia da vegetação dominante nesses países, nem cuidará especialmente de se informar sobre o assunto, creio poder afirmá-lo sem lhe passar (ao povo) inaceitável atestado de menoridade. E vê muita televisão, o povo; já passar por aqui ou locais análogos…

    De modo que, na fórmula consagrada, está tudo bem assim, e não podia ser de outra forma.

    Costa

    1. Não vi, mas acredito, porque é por demais habitual e plausível!!
      A qualidade do jornalismo da me(r)dia de referencia não falha!!

  8. No caso da Grécia, a maioria das árvores que arderam, eram pinheiros-mansos, plantados como árvores ornamentais, junto das moradias, muitas deles de veraneio, árvores que, no meu entender, ardem muito mais facilmente do que o eucalipto.
    Ao que dizem os entendidos, o principal problema dos gregos foi a falta de planeamento – muitas das casas que arderam eram clandestinas – tendo as autoridades permitido construções em locais inadequados, com ruas muito estreitas, sendo que nunca foram elaborados planos de evacuação e, muito menos, simulacros, uma desgraça parecida com a nossa.

    1. Não sei!! Acho que os pinheiros mansos já lá estavam, antes das casas!
      E teimam em brotar, por ali e acolá! O Tsipras como é um homem de vanguarda, mais à frente que o Costa e sus muchachos, ainda há-de determinar que se cubra tudo a ladrilho!!

      1. Já dizia o camarada Estaline: «O homem é o problema. Acaba-se o homem, acabam os problemas.»
        Basta aplicar o preceito às árvores. Sem elas, não há incêndios florestais.

  9. Estranho seria se o Pedro Correia não estivesse do lado do lobby dos eucaliptos, que sempre foi apoiado por dirigentes da sua cor política como Assunção Cristas.
    https://observador.pt/factchecks/assuncao-cristas-foi-responsavel-pela-liberalizacao-total-da-expansao-do-eucalipto/
    Ninguém sugeriu que deixaria de haver incêndios sem eucaliptos. Mas que o eucalipto é uma árvore bastante incendiária qualquer pessoa sabe. Pior, é um imigrante ilegal australiano mas por algum motivo a direita radical não se importa com esse tipo de imigrantes…

  10. Enganou-se
    De acordo com os nossos tudolugos a culpa é da ex-ministra da Administração interna. Já sei para onde ela foi trabalhar: para a Grécia e para a Suécia ao mesmo tempo.

    1. Coitada da Excelentíssima Senhora, que nem conseguiu tirar férias no ano passado. E viu-se mesmo forçada a interromper um fim de semana de festarola no Algarve.
      Não se faz isso a uma servidora da nação.

    2. Jo, na altura as críticas à ministra foram sobretudo sobre a sua postura institucional, assim como no tom das suas variadas comunicação. Aliás críticas semelhantes apontadas ao PM

    3. Jo, na altura afirmou -se que as Autoridades tinham feito o melhor possível face à situação, antes mesmo da elaboração de um relatório. E depois este apareceu, contrariando o Secretário de Estado e a Ministra

  11. O pinheiro bravo também é considerado por muitos estudiosos como praga. Todavia, assistimos a um mar corrupto e mafioso de destruição. Terá em vista, a longo prazo, terminar com a Europa? Ou estaremos ainda numa teia de interesses?
    Lamento que os causadores não se vejam no meio de tamanho caos. Aquele em que me vi, em outubro, foi marcante é doloroso. Muito mesmo…

  12. Plano de emergência e evacuação…até dá vontade de rir certos comentários que por aqui andam. Olhemos para os EUA , quase todos os meses há um tiroteio, numa escola, num centro comercial , num cinema, numa rua …etc. Fazem estudos sobre planos de evacuação e de contingência ??? acho que não…até porque continua a haver tiroteios. Se calhar o melhor plano de contingência seria , cortar tudo o que é árvore e substituir por betão armado.

    1. Já estivemos mais longe disso. O ódio às árvores – pelo menos a certas espécies – faz muita gente espumar de raiva. Preferiam florestas de postes ou de candeeiros.

  13. Sou uma das pessoas que defende que um dos problemas das florestas portuguesas é o eucalipto, a par claro de muitos outros problemas, mas o cultivo desenfreado desta árvore é prejudicial à floresta e à sua biodiversidade e só quem não conhece a árvore e a floresta é que pode dizer o contrário, a par desta situação o que vou observando por esse Portugal fora não é condizente com as estatísticas apresentadas, o eucaliptal representa mais floresta do que está documentado.
    Se temos uma espécie invasora altamente inflamável e de queima rápida a que se juntam falta meios de combate, falta de organização, falta de limpeza e ordenamento da floresta e ainda mão criminosa, temos claramente uma bomba relógio.
    O pinheiro-manso não é menos inflamável que o eucalipto por causa da resina e o pinheiro bravo também não, acontece que estas árvores em conjunto com o eucalipto dominam as florestas portuguesas, tendo-se acabado com outras espécies como o carvalho, o sobreiro, as cerejeiras, as azinheiras, o loureiro, os salgueiros, o freixo e diversas outras entre quais árvores de fruto que retinham a água no solo e criavam um ecossistema completamente diferente do criado pela floresta atual.
    Nenhuma catástrofe desta dimensão tem só um culpado, é uma conjugação de vários fatores potenciados pelas condições climáticas do dia, mas que no caso de Portugal a monocultura de eucalipto é uma contribuinte importante não há dúvidas.

    1. A verdade é que temos um primeiro-ministro confessadamente amigo dos eucaliptos. E que não esconde essa afeição:
      António Costa, Janeiro de 2017: «Tal como está previsto desde 2015, na estratégia florestal nacional, a área prevista para a plantação de eucaliptos permitirá responder àquilo que é a procura crescente por parte da indústria, permitindo aumentar a produção de pasta e de papel.»
      https://www.tsf.pt/economia/interior/investimento-de-milhoes-na-industria-do-papel-5608441.html

      Ele saberá que produzir eucaliptos, em zonas do interior desertificado e pobre, ajuda a fomentar riqueza, criar postos de trabalho e fixar populações. O que não sucederá com plantações de loureiros e carvalhos.
      A amendoeira e a cerejeira são árvores com valor económico, sim. Mas pelas suas características só conseguem vingar em certos solos e certos microclimas. Sei bem isso pois sou oriundo da terra que produz mais cerejas no País.

      1. O eucalipto é rentável no curto-prazo, mas monoculturas nunca serão uma boa aposta, sabe-se disso há muitos anos, a dinamização do interior em primeiro lugar não pode passar apenas pela floresta e passando por ela terá de ser pela diversificação e não pela exploração massiva de eucaliptos.
        Depois de anos de subprodutos da madeira serem a matéria-prima de eleição, as serrações voltam a ter madeira pura, temos uma indústria de mobiliário muito forte, mas importamos praticamente toda a madeira, a resposta pode passar por aí por produzir madeira de qualidade. É só um exemplo.
        Os portugueses gostam de ir sempre pelo caminho mais fácil, num país como o nosso falar de interior é anedótico, todo o Portugal é litoral temos apenas de abrir horizontes e mudar mentalidades.

        1. Temos em Portugal quotas florestais praticamente idênticas de pinheiros, eucaliptos e sobreiros – excluindo oliveiras e outras chamadas árvores de fruto. Parece-me, portanto, forçado falar em monocultura.
          De qualquer modo, Psicogata, a sua mensagem devia ser lida por António Costa. Há-de lá chegar por uma via ou outra, estou certo disso.

          1. Falo em monocultura pois conheço imensos casos de culturas de outras árvores que têm sido substituídas por eucalipto e na minha opinião é preciso travar isto e não incentivar.
            Teria muito a dizer a António Costa, espero que sim que lá chegue.

        2. Psicogata não é ir pelo caminho mais fácil. Muitas vezes é o único. A mão de obra no interior para trabalho florestal é praticamente inexistente e a que existe é de tal maneira cara que torna qualquer exploração pequena /média não rentável – limpeza de mato 150€ por hectare. Ou seja 1500€/ano/10 hectares. Não ha cultura que assim resista. Ou as pessoas abandonam as terras, ou as vendem (opção complicada pois não existe muita procura, pelos motivos expostos ) ou o pessoal muda-se para o interior, o que é complicado devido à carestia de emprego por essas paragens….a grande maioria herdou as terras e trabalha noutras áreas que não a agricultura

          1. É o único que os sucessivos governos têm dado, não quer dizer que seja o único, são coisas diferentes, há diversos casos de sucesso em outros países, nem sequer é preciso inventar nada é só copiar.
            Como referi acima em Portugal não há interior, o que faria a França se só fosse desenvolvida na costa? É preciso colocar este estigma de parte e criar condições para que o “interior” passe a ser atrativo, tantos Fundos Comunitários dados ao litoral que agora têm hectares e hectares de kiwizeiros ao abandono, o problema de Portugal é e sempre será o oportunismo e a corrupção.

  14. Tsipras veio logo a terreiro dar a cara. A incapacidade do Estado pode ter sido a mesma. A tragédia é lamentável. Mas no plano político pelo menos ninguém se queixou de falta de férias.

  15. Se o objectivo é “ilibar” o eucalipto enquanto agente altamente inflamável e com consequências gravíssimas em caso de ignição, parabéns. Nada como um pouco de areia (ou cinza) nos olhos do povo, para que tudo continue na mesma. Faltou o conselho de repovoamento de eucaliptos nesses países…como se está a (re)fazer por cá e esperar um resultado diferente.

    1. Que chatice, arderem bétulas e faias e abetos e carvalhos. Atrapalha um bocado a narrativa anti-eucalipto, não é verdade?
      A vida é sempre muito mais complicada do que as narrativas simplórias dos tudólogos.

      1. O Pedro Correia parece gostar muito da falácia do espantalho. Ninguém aqui disse que as outras árvores não ardiam.

        1. Há-de dizer-nos quais são as árvores que não ardem. Assim poderemos recomendá-las ao ministro Capoulas – autor da “maior reforma da floresta em Portugal desde o Rei D. Dinis” – para serem plantadas de norte a sul do País.

      2. Nos dias de hoje a ignorância é ainda mais triste por ser quase sempre opcional. Bastaria pesquisar um pouco sobre as espécies que descreve e perceberia que a maioria delas são igualmente bastante inflamáveis a baixa temperatura tal como os seus estimados eucaliptos, quanto mais no verão com temperaturas altas (sim na Grécia e Suécia está calor). De qualquer forma fica a novidade em 1ª mão,,,,TODAS ardem, ok? Mas os seus queridos eucaliptos ardem muito mais rapidamente. Só não vê quem não quer e a cegueira de espírito é a mais triste de todas.

        1. Genial. Acaba de descobrir que as espécies vegetais são “bastante inflamáveis”.

          Quanto a “cegueira de espírito”, fica-lhe mal insultar assim o primeiro-ministro, adepto confesso de eucaliptos enquanto geradores de emprego e de riqueza nacional.

          António Costa, Janeiro de 2017: «Tal como está previsto desde 2015, na estratégia florestal nacional, a área prevista para a plantação de eucaliptos permitirá responder àquilo que é a procura crescente por parte da indústria, permitindo aumentar a produção de pasta e de papel.»
          https://www.tsf.pt/economia/interior/investimento-de-milhoes-na-industria-do-papel-5608441.html

          1. Verdadeiramente trágico é que ninguém se aperceba que à guisa da insana discriminação do eucalipto, da hiper regulação do espaço florestal, o de pequena dimensão, das exageradas cominações previstas os pequenos proprietários vivem receosos, atemorizados diria. Muitos nem sabem se podem replantar os eucaliptos que arderam (aliás, já temem os brotos que crescem espontaneamente, que assinalam despesas incomportáveis para os proprietários que se entendem obrigados a extirpá-los da terra)!
            Pequenas explorações com rendimento de subsistência, mais das vezes para compor uma reforma reduzida, sem capacidade financeira para cumprirem com exigências e padrões de exploração florestal serão abandonadas em renuncia!! Os que se mantêm animados pelas raízes de uma cultura contemplativa e telúrica serão tomados pelo desalento da insustentabilidade económica (Que dirão os amantes de Pascoaes)!! (E que dizem os poetas portugueses de hoje? Que cantam os poetas portugueses de agora?)
            A floresta será gerida pelas grandes explorações industriais que proletarizarão os poucos que por ali se mantiverem e que serão substituídos por outros desenraizados. A desertificação será acelerada. A morte cultural, precederá o abandono!! E se alma lusitana, como pensava o poeta, vive das serras e dos campos de portugal? Um Portugal desalmado!!
            É disto que rezará a memória de Capoulas Santos, o Gebo!!
            Marcelo oferecer-se-á para mordomo das festas do povo, sem povo!
            Uma tragédia anunciada!!

          2. «A floresta será gerida pelas grandes explorações industriais que proletarizarão os poucos que por ali se mantiverem e que serão substituídos por outros desenraizados. A desertificação será acelerada.»
            O problema é também esse: não se desenha alternativa à vista. As mais recentes medidas deitam fora o bebé com a água do banho, contribuindo para dificultar ainda mais a vida àqueles que vivem no interior abandonado do País. Alguns têm sido pressionados a abater até árvores de fruto que se encontram a escassos metros de suas casas.

          3. «A floresta será gerida pelas grandes explorações industriais que proletarizarão os poucos que por ali se mantiverem e que serão substituídos por outros desenraizados. A desertificação será acelerada.»

            Penso que isso sucede em cada vez mais áreas da nossa actividade económica. Trabalhar por conta própria será cada vez mais complicado devido à inúmera burocracia, taxas e taxinhas.

          4. E há um ministro que disto se orgulha!!
            Um primeiro ministro que assim há-de ser recordado!
            E um Presidente da Republica que….

        2. É comum a ligação entre fogos e eucaliptos, dizendo-se que os eucaliptos ardem mais e propagam os fogos.

          Acontece que esta ligação não está verificada empiricamente em um único estudo científico sobre o assunto, apesar de haver muitos estudos sobre a matéria que dizem o contrário.

          https://www.google.pt/amp/s/www.publico.pt/2013/09/17/ecosfera/opiniao/fogos-e-eucaliptos-1606064/amp

  16. Toda a gente sabe que a culpa foi do Varoufakis e do Tsipras, tanto nos fogos da G´recia como nos da Suécia.
    Aposto que havia lá uma ministra que chorava e tudo.

    Não me diga que vai fazer coro com o Carlos Abreu Amorim…

    Já que critica tanto os tudólogos, dê lá a sua opinião sobre os fogos (os nacionais e os internacionais), na qualidade de nadólogo.

    1. Como toda a gente sabe, a culpa dos incêndios é das árvores em geral. E dos eucaliptos em particular. Sobretudo dos eucaliptos que não existem na Grécia nem na Suécia.

      1. Nada disso.
        Toda a gente sabe que os incêndios começam de geração espontânea, tipo autoignição, melhor até que os sistemas que os fogões mais recentes possuem; e que a culpa é mesmo de quem os não consegue apagar. É mais ou menos o mesmo quando há um assalto: a culpa é da polícia que não conseguiu impedir.
        Então não…

        1. Por isso é que eu referi antes que a culpa é das árvores em geral.
          E, claro, dos eucaliptos em particular. Incluindo dos sete eucaliptos gregos e dos dois eucaliptos suecos, esses malandros capazes de entrar em “autoignição” a qualquer momento.

          1. Falando a sério, obviamente que os eucaliptos não são a causa directa. A sua proliferação em Portugal apenas facilita a progressão dos fogos, tendo em conta o nível de desertificação. Em Portugal, a desertificação e a proliferação de eucaliptos permitem a recorrência de fogos-postos e rápida proliferação.
            Opinião de tudólogo.

          2. Cuidado, a sua opinião começa a invadir perigosamente o terreno do senso-comum. Ou seja, da banal e mediana e sensaborona sensatez.
            O que – lamento concluir – o desqualifica como tudólogo.

  17. Pode-se dizer o que se quiser dizer, mas o eucalipto, toda a gente sabe ou deveria saber, que não é originário de Portugal, mas sim, a mais de 16 000 Km de Portugal, na Austrália, e foi importado e plantado cá no nosso burgo, pelas empresas de pasta de papel, e sabe-se também muito bem, que é uma árvore muito inflamável, não servirá de desculpa para os males dos incêndios que existiram infelizmente o ano passado, em Portugal, mas que não ajuda, lá disso, não tenho dúvidas nenhumas!

    Mas, e infelizmente, isso nunca se viu cá, a culpa dos fogos do ano passado, e também, do que aconteceu agora na Grécia, foi de origem criminosa, em especial, da extrema-direita fascista, mas havendo uma desorganização territorial, aonde casas estão no meio de árvores, fez com que facilmente, os incêndios se propagassem, o mal, sobretudo, foi dos criminosos terroristas que atearam os fogos, mas depois, a má organização dos meios, bem como também, do território, fez as tragédias por nós bem conhecidas!

    Quanto à Suécia, o problema é diferente, altas temperaturas, seca prolongada, e não tendo o país meios suficientes para combater os incêndios, fez com que acontecesse o que aconteceu, mas as alterações climáticas vieram para ficar, embora não sejam a desculpa para todos os males, muito menos, os eucaliptos, mas se eles não tivessem cá, seria de certo talvez, muito melhor para o nosso país!

    1. Os eucaliptos existem em Portugal desde o século XIX, muitos antes das empresas de pastas de papel. E foram elogiados durante décadas pelas suas propriedade medicinais. No Brasil, recebem insuspeitos elogios por serem poderosos veículos de oxigenação da atmosfera.

      Os fervorosos defensores do nacionalismo vegetal – tão fanáticos como quaisquer outros nacionalistas – gostariam de ter uma floresta povoada só por espécies autóctones. Sem perceberem que quase todas as espécies em Portugal são importadas. O país viveu séculos praticamente desflorestado.

      Esses nacionalistas – quase todos urbanos depressivos – defendem uma floresta sem valor económico. Para poderem dizer que acharam “tudo muito giro” nas três ou quatro vezes por ano que se dignam deslocar ao interior do País. Não percebem nem querem perceber que as espécies vegetais com potencialidade exportadora e geradora de riqueza nessas regiões tão pobres é um dos raros factores que ainda conseguem fixar populações nessas zonas.
      O eucalipto, que tanto combatem, figura em primeiro lugar nessa lista.

      1. Já li, algures, que foi M. Pombal quem promoveu a introdução do eucalipto em Portugal! Fim de XVIII, Portanto! E mesmo a 9ª geração é descriminada, caro Pedro Correia!! Problemas de integração, com má vizinhança e preconceito à mistura! Dizem que seca tudo à volta, que é instável e dado à combustão espontânea e que nos guetos de eucaliptos reina a desordem, o crime e toda a torpitude!!
        Esta extrema direita fascista, racista e tinhosa vai lentamente cumprindo o genocídio do Eucalipto Português!
        E aventam os economistas do costume que a entrada de eucaliptos em portugal é boa para a economia, face ao declínio demográfico dos autóctones!!
        EUCALIPTOS WELCOME

        1. Os “inclusivos” são afinal exclusivos em matéria vegetal. Abominam as espécies vegetais não-autóctones e apregoam a pureza racial do nativismo.
          Basta googlar um pouco para se perceber que o eucalipto em Portugal é uma árvore mais que centenária:
          https://www.publico.pt/2013/05/15/local/noticia/eucalipto-centenario-da-serra-de-sintra-esculpido-para-homenagear-especies-em-perigo-1594510
          https://tudodenovoaocidente.blogs.sapo.pt/6291.html
          https://www.cmjornal.pt/mais-cm/eu-reporter-cm/correio-do-leitor/detalhe/ceras-protesta-contra-abate-de-eucalipto-centenário
          http://cm-serta.pt/index.php/noticias/570-revitalizacao-eucalipto-centenario-2017

          1. Teixiera de Pascoaes não repudiou o eucalipto!!
            havemos de elaborar um apanhado das evocações e menções ao eucalipto na literatura do sec XIX e início do sec XX, a ver se comovemos os “haters” do eucalipto!!

          1. Os colectivistas combatem o eucalipto em nome de uma sociedade sem classes e da oposição ao individualismo.
            Só aceitarão a árvore no dia em que passar a chamar-se nóscalipto.

      2. Caro Pedro Correia, acho que ali o JCR não está interessado em “detalhes” da história ou dos fenómenos da física, química e da racionalidade económica. Acho que anda em missão, jamais se deixando deter por pormenores! Há-de chegar a tudologo!!
        Já vai lançado, e vai bem, à bolina!!
        Só tem de evitar as calmarias! Se conseguir, auguro-lhe um futuro radiante!!

        1. A demonização do eucalipto por não ser espécie original do continente europeu equivale, no vegetal, ao discurso daqueles que pretendem ver a Europa “livre” de imigrantes de outras paragens.
          Simplesmente inaceitável.

  18. Acho que já descobri por que motivo os bombeiros já não sabem apagar fogos e arde tudo horas a fio sem que ninguém mexa uma palha:

    1) Juntando uma lamentável entrevista dada ontem por um tipo que apelidaram de Secretário de Estado para a Protecção Civil (um daqueles cargos que nenhuma pessoa séria aceitaria desempenhar) e que esteve 1 hora de tevê a escorrer um molho horrendo sobre as virtudes da prevenção nas aldeias e como “sentiram” que os Portugueses agora estão atentos (entenda-se: puseram os especialistas — o monhé de Coimbra, o outro palerma arrogante que vai a todas nos debates dos fogos para controlar os intelectuais e os restantes formadores do PS — a dar horas e horas de formação nas juntas de freguesia a dois ou três camponeses que ficaram lá presos à força quando foram pagar as putas das taxas dos tractores) com

    2) uma declaração de um tipo qualquer em Bruxelas que veio dizer que vão enviar mais dinheiro para a “prevenção” dos fogos na Grécia (coitadinhos dos Gregos, precisam de ser “educados ” pelos panascas de Bruxelas) — de repente percebe-se tudo:

    3) Como tudo o resto também a área dos fogos faz parte dos FSE — e daí a proliferação de macacos empinados na árvore das patacas das Protecções Civis (que os desgraçados dos Gregos também têm) — Bruxelas só dá dinheiro para “ensinar os selvagens do sul” e portanto só há dinheirinho para ensinarem a cortar a relva.

    Prevenir só previne, não apaga fogos — habituem-se a fogos monumentais e muita gente morta a tentar defender aquilo que é seu e que é a única coisa que têm.

  19. A única forma de evitar a ocorrência -no Verão- de grandes fogos em grandes áreas florestais é … não haver grandes áreas florestais, contíguas.
    O arder é da natureza da floresta, da natureza da vegetação seca. Arder.
    (10 minutos antes de morrer o fulano até estava vivo!).

    Para evitar a ocorrência de grandes áreas florestais, porque contíguas, o Estado tem que ter a coragem -politcamente incorrecta, perigosa- de mexer em certas Leis e Direitos.
    Com Justiça e a bem do cidadão proprietário, não do Estado Central ou Local.
    Uma delas é as Heranças, Indivisíveis, na propriedade rural.
    Outra é a precentagem de floresta admissível, doa a quem doer.

  20. A ser do eucalipto só se for da ganância: é preciso plantar ao máximo para rentabilizar cada milímetro quadrado. Ele é encostado ao terreno do vizinho, é até às traseiras da casa, é com a rama a bater nos camiões junto à estrada… Áreas de contenção? É perder dinheiro. Num bosque de carvalhos e outras espécies bem gerido há outros interesses e acabamos por ter visivelmente menos matéria combustível para arder por metro quadrado.

    Foi esse o problema que ocorreu na Grécia, na Suécia e vêm-me à ideia várias outras zonas mediterrânicas por onde já passei e onde vi casas e empreendimentos turísticos no meio da mata com a vegetação e os passarinhos quase a entrar pela janela porque é muito giro. Se as fagulhas lhes pegam tornam-se um rastilho de pólvora que arde em segundos e nem o piaçaba no WC sobra para contar a história.

    1. Foi isso também que aconteceu agora na Grécia. Bairros imensos de construções clandestinas amontoadas, construídas no pinhal. Urbanizaçõe selvagens.
      Temos disso por cá. Muito mesmo, infelizmente. Mas disso ninguém fala. Dá mais jeito falar dos eucaliptos, que não têm direito de resposta.

  21. Ora aqui está uma boa pergunta sobretudo para tanto sabichão deste país a maioria deles com altos cargos mas que coitados de floresta percebem tanto como eu de pilotar aviões. O problema maior em qualquer país não são as florestas nem o calor porque sempre o houve, mas sim os incendiários que pelos vistos em nome da liberdade tão apregoada por esta Europa e não só acabam com tudo até o direito à vida dos demais, portanto será mais um caso de justiça, depois temos actualmente meios de comunicação e vigilância como não existiam há décadas atrás e nunca me recordo de haver fogos desta dimensão, por outro lado temos o abandono dos terrenos coisa que não existia antes e que são uma pasta de material inflamável, portanto o mais eficaz será sempre a prevenção e manutenção dos terrenos com uma severa vigilância e mão pesada para infractores.

    1. Pois. Mas é mais cómodo alguns porem-se aos gritinhos contra os malandros dos eucaliptos do que apontarem o dedo aos incendiários.
      Aliás quem os oiça até fica com a ideia de que os eucaliptos pegam fogo sozinhos.

  22. Em Portugal o que arde mais é a mata por limpar, e os eucaliptais e pinhais desordenados. É factual. E repete-se todos os anos. Repito: é factual. E quem nega isto é como os maluquinhos “Trumpistas” que negam as alterações climáticas.

    Na Suécia arderam as densas florestas de pinheiro. Não houve mortes porque não houve ventos fortes.

    E na Grécia, a tragédia aconteceu numa zona sem correto ordenamento e com excesso de pinheiros junto às habitações.

    Em 2017 morreram mais de 40 pessoas nos EUA, devido a ventos fortes, num só incêndio, que levou também mais de 5000 edifícios. Foi numa zona ordenada, com excelente sistema de proteção civil, e com evacuação atempada.

    Arde onde há matéria para arder. Arde mais onde há menos limpeza. Arde descontroladamente quando há ventos acima do normal. E morre gente, seja em que país for. É factual.

    O excesso de eucaliptal desordenado e por limpar, agrava as nossas condições. E o mesmo para os pinhais nessas condições. E o mesmo para os pousios de mato. É factual.

    1. Afinal, como se confirma, a floresta não arde só onde existem eucaliptos. Mas no ano passado os tudólogos juravam que a culpa era mesmo apenas dos eucaliptos.
      Até no Pinhal de Leiria, onde não havia sequer um eucalipto para amostra.

    2. Saber se arde ou não arde é uma questão que não está relacionada com o problema principal: como é que se apaga assim que começa.

      E depois não existe floresta desordenada coisa nenhuma – o que está desordenado é a gestão do território e da paisagem por culpa de modelos ineficazes e um regime de transmissão da propriedade que não protege a integridade do território. Enquanto não resolverem esse problema (e o problema maior da imbecilidade na administração pública) podem até plantar coqueiros e árvores tropicais para agradar ao chefe tribal Costa que até os coqueiros, os tamarindos, os mangais e o catano vão arder.

    1. Pois, Cátia. É isso mesmo.
      Os maus exemplos começam logo de cima. Quando temos um director geral da PJ que, sem investigar, se apressa a comunicar ao País, menos de 24 horas depois, que a culpa dos trágicos fogos de Pedrógão foi de um raio…

      1. Ele devia era ir para o raio que o parta!
        (Desculpe, Pedro, é difícil resistir.)

        Falando mais a sério, no nosso país, sempre que algo corre mal, e nem é preciso que seja uma tragédia, apressam-se a arranjar culpados, todos querem apontar o dedo, tal a vontade de aparecer e ter os seus cinco minutos de fama. Quando na verdade seria bom algum tempo para ponderar e lidar com as situações com bom senso.
        Até a situação dos miúdos da Tailândia levou especialistas (?????) à televisão. Todos tinham uma teoria…

  23. Só alguem muito ignorante ou interesseiro escreve uma noticia destas!
    Claro que a culpa não é do eucalipto a final de contas a arvore em si não se planta sozina menos ainda tendo em conta que ela nem é autoctone daqui, que eu saiba o eucalipto também não é inflamável nem provoca ignição logo não poderá ser culpada de provocar incêndios. Já se formos analisar o que ela faz aos solos e aos lençóis freáticos a coisa é diferente, uma árvore que quando adulta consome 300 litros de água por dia num local e num solo onde a natureza entendeu que ela não deveria existir, mais tarde ou mais cedo vai causar tremendos problemas a toda a gente! Talvez o Senhor sabe tudo e o bom defensor da proliferação do eucalipto que escreveu esta noticia, saiba explicar aos tudologos cá do burgo o que dizer e fazer com as gerações futuras quando isto se tornar um deserto porque uns anos antes uns quantos iluminados gananciosos cá do burgo decidiram plantar eucalipto em todo o lado e ele rebentou de vez com as reservas e lençóis freáticos com que essas gerações futuras deveria sobreviver?

  24. A propósito de tudólogos, alguém já perguntou ao ayatollah dos eucaliptos, o Miguel Sousa Tavares, o que pensa sobre estes incêndios?
    E já agora pergunto o porque que raio de carga de água que as nossas tv’s dão tanto tempo de antena a estas tragédias, enviando jornalistas a bolsar asneiras e a mandar bitaites, quando vemos os noticiários de estações estrangeiras dar as noticias q.b. e ocupando o tempo necessário para o espectador ficar com o conhecimento suficiente do que se está a passar, e não abrir e fechar telejornais com minutos intermináveis a encher chouriços?
    Para além de mórbido, é tentar ganhar audiências com a desgraça humana.

  25. O eucalipto não tem nada a ver com isto — nas condições certas tudo arde. Agora as florestas ardem dias a fio e morre gente porque os incêndios não são apagados no momento certo. Acabem com esse imbuste idiota da Protecção Civil, profissionalizem os bombeiros (por mim de caminho acabava-se com o municipalismo também — o maior responsável pela destruição permanente da paisagem portuguesa) e com o que poupam em especialistas da treta e palhaços para fazer a “ponte política” com os barrigudos do governo dá para comprar e manter meios de combate suficientes para apagar fogos na primeira meia-hora — que é como deve ser feito. Sem total autonomia e capacidade de decisão tendo em conta os seus próprios meios, os Bombeiros deixam de ser uma força eficaz para apagar fogos florestais.

    1. Também defendo a profissionalização do bombeiros – e a existência de bombeiros profissionais especializados no combate aos fogos florestais. Apoiados por uma rede de sapadores que inclua pastores, resineiros, pequenos agricultores e silvicultores e outro habitantes dos lugares em risco de incêndios. Porque o combate aos fogos potencialmente descontrolados não pode ser feito só em situações de emergência: é tarefa para todo o ano.
      Convém, desde logo, apostar na prevenção. Não com palavras nem com proclamações à Tarzan, do género “Este é o governo que mais reformou desde o D. Dinis.” Sobretudo tratando-se do governo que deixou arder o vasto pinhal mandado plantar pelo D. Dinis.

      1. Posso estar enganado, mas acho que falta massa crítica para essa autonomia e auto-suficiência da sociedade civil.

        E durante todo este tempo toda a politização da administração pública desde os mecanismos centrais do poder, às autarquias e às escolas que agora também são governadas pelas autarquias e instrumentalizadas pelos sindicatos trabalham no sentido contrário do nepotismo, do controlo, da subsídio-dependência e do paternalismo que só gera chicos-espertos e compadres.

        1. Não há autonomia porque a sociedade civil vive atrofiada pelo Estado, nas suas diversas ramificações.
          Ainda por cima o Estado que, em matéria de floresta, legisla sempre a partir de Lisboa numa óptica citadina, urbano-depressiva, sem conhecer nada do país que é alvo dessa legislação.

  26. Defender o lobby dos eucaliptos em comentários online é fácil… Agora ir viver para o pé dos eucaliptos…

    1. Tu defendes o lóbi dos anónimos. Vocês estão em expansão. Antes só escreviam nas portas das retretes. Agora já escrevem em caixas de comentários de blogues.
      Prova de que o elevador social funciona nas democracias liberais. Se vivesses na Venezuela nem papel higiénico tinhas para escrever.

      1. Deve ser para aí a décima vez que o Pedro Correia recorre aqui à falácia do espantalho. Mas quem é que falou na Venezuela mesmo? Quando não se tem argumentos… Já para não falar na sua falta de educação ao tratar pessoas que não conhece de lado nenhum por “tu”. Foi isso que lhe ensinaram na direita radical?
        Não são só as pessoas na Venezuela mas também as pessoas que ficaram sem casa por causa dos incêndios que não têm onde fazer comentários.

        1. Todos os gajos que, como tu, entram em minha casa sem se apresentarem merecem este tratamento. Querias o quê? Uma vénia? Chá das cinco?
          Renovo aliás o aviso: a quota dos anónimos, pela minha parte, encontra-se aqui praticamente reduzida a zero. Quem teima em não se identificar fica do lado de fora.
          É o teu caso a partir de agora.

          1. Recordar-me-ei disso da próxima vez que o Pedro Correia fizer um artigo a queixar-se da censura.

          2. Perdeu a última oportunidade de mostrar um módico de boa educação, urbanidade e civilidade, mantendo-se entrincheirado no anonimato enquanto visita casa alheia.
            Não me apetece ensinar-lhe boas maneiras.
            Adeus.

  27. Quanto ao lobby do eucalipto… Que eu saiba quem compra eucalipto em Portugal e detém a larga maioria do capital accionista nesse sector é uma empresa pública. Enquanto ninguém inventar uma alternativa para estes barrigudos gananciosos poderem copiar e se armarem em grandes gestores com ideias que viram noutros países, vai continuar tudo exactamente na mesma.

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