A culpa é do Sporting


Pedro Correia,

Lembram-se de ouvirem as vozes histéricas clamando contra os festejos do título do Sporting a 11 de Maio?

Lembram-se dos adeptos do FC Porto – começando pelo presidente dessa agremiação – a disparar contra a “vergonha” dessas ruas e praças cheia de gente em alegre confraternização?

Lembram-se dos urubus da pantalha – um tal Óscar Felgueiras, um tal Manuel Carmo Gomes – soltando gritinhos de aflição contra o “inevitável aumento de contágios” que esses festejos causariam?

Pois tomem lá esta série de lindos postais da Invicta com milhares de briosos cidadãos cumprindo galhardamente as normas sanitárias – distanciamento físico e máscara – neste fim de semana em que lá se disputou a final da Liga dos Campeões.

No fim de tudo, se os contágios dispararem, não se esqueçam de dizer que a culpa é do Sporting.

 

111.jpeg

222.jpeg

333.jpeg

444.jpeg

555.jpeg

666.jpeg

38 comentários em “A culpa é do Sporting”

  1. Disparate, porque
    (1) Os festejos dos ingleses foram feitos por estrangeiros que, se se contaminarem e adoecerem, irão sobrecarregar os hospitais ingleses; os festejos do Sporting foram feitos por portugueses, que irão sobrecarregar as estatísticas portuguesas.
    (2) O facto de os ingleses terem feito disparates não justifica nem desculpa que os sportinguistas também os tenham feito.

    1. Pois não. A diferença está na reacção. Num caso foi escândalo nacional, noutro… acontece.
      Não acho (acho) que o problema esteja em ter sido em Lisboa ou Porto, mas sim de no segundo caso nos subjugarmos ao papel de empregados de hotelaria que têm de aturar a má educação dos clientes. Também a “piquena” diferença de, no 1º caso o bastão ter sido sacado bem cedo, enquanto que no 2º havia ordens (de quem?) para não perturbar as festividades.
      O resto é o que se sabe, estava tudo tão bem preparado no Porto com bolhas e tal mas foi o que se viu, mas ao contrário do passado em Lisboa, não há necessidade de escrutínios e inquéritos. As palavras dos asnos lá de cima, Pinto e Moreira, antes e depois, são as do costume, palha para quem ainda gosta deste tipo de repasto.

      1. no segundo caso nos subjugarmos ao papel de empregados de hotelaria que têm de aturar a má educação dos clientes

        Eu creio que os ingleses no Porto não foram nem mais nem menos mal educados que os ingleses que todos os anos vão para Albufeira. O povo português já está habituado a ser empregado de hotelaria de ingleses, bem ou mal educados.

        no 1º caso o bastão ter sido sacado bem cedo, enquanto que no 2º havia ordens (de quem?) para não perturbar as festividades

        Em ambos os casos, as festividades foram (e bem) permitidas, enquanto os festivaleiros não agrediram a polícia. A polícia só interveio nas festividades do Sporting porque alguns festivaleiros se puseram a agredi-la atirando pedras.

        Os ingleses, ao que parece, foram bem melhor comportados que os sportinguistas: não atiraram pedras contra a polícia. Por isso foram deixados em paz (e muito bem, em minha opinião).

        1. Claro que foram. Perante a ord… conselho policial de manterem distância e usarem máscara, fizeram um educado pirete à Autoridade. Fosse o comum do lusitano, a coisa não ficaria por ali, mas como foram educados puderam continuar educadamente a defecar naquelas regras que nós autóctones temos de cumprir sob pena de multa ou algo mais.
          Ainda bem que o balio aceita o nosso destino tão bem descrito na primeira frase.

          1. Você está equivocado, Anonimus. As autoridades podem-nos aconselhar a manter distância ou usar máscara, não nos podem obrigar a isso. Essas não são regras, são apenas conselhos. Ninguém é obrigado a manter distância ou usar máscaras, salvo em ambientes específicos (dentro de lojas, etc). Se as pessoas andam na rua de máscara é porque querem, não é porque alguém as obrigue a isso.
            Os ingleses têm, simplesmente, uma melhor noção de liberdade do que os portugueses. Não confundem um conselho com uma ordem.

  2. Ainda não sei se prefiro a postura do Governo (calados à espera que passe) ou do PR (bastante “duro”, mas depois do mal feito, à imagem do que aconteceu com o 1º Maio). Pelo menos os primeiros ganham pela ausência de hipocrisia.
    O resto é o resto. Como falado e admitido, os bretões vieram cá fazer despesa, e o cliente tem sempre razão. Pelo meio largaram uns perdigotos covidianos por aqui e por ali e infectaram uns/umas quant@s. Siga a festa, que o Verão está a chegar.

    *Portofobia*
    Como ainda se tem, e é tolerado, este discurso nos dias de hoje…

    1. O que quer o Anonimus? Se viessem dinamarquesas, suecas e norueguesas em vez de ingleses. O senhor não só não dizia nada como vinha a correr para o Porto a pretexto de uma francesinha.

      1. Esse comentário é altamente sexista. Não sei como foi sequer publicado.

        (claro que ia. A correr não, iria de comboio, se a cp não fizesse greve nesse dia. Sem qualquer pretexto. Pute da crime)

  3. “Urubus da pantalha” é uma forte candidata a “Expressão do ano” 2021. Descreve os ditos senhores na perfeição.

  4. O sr. Correia tem mesmo ódio do Porto. Não passa de um fanático, invejoso das vitórias portistas.
    Compara alhos com bugalhos.

    1. A propósito de alhos: cuidado com os alhos-porros na cabeçorra durante o São João, que vocês vão poder gozar enquanto o Santo António está interdito em Lisboa.
      Com este Governo é assim: o direito à igualdade é mandado às malvas. Os portugueses são cidadãos de segunda relativamente aos turistas ingleses e os lisboetas são cidadãos de terceira em comparação com os portuenses.

  5. Como ser celestialmente divino, afirmo novamente que em Portugal não existem covids, mas sarna. Portanto, tenho a certeza absoluta que os “rigorosos inquéritos” levados a efeito pelas autoridades ditas governamentais concluirão o costume: nada.

    De outra forma, os sportinguistas ao provocarem uma enorme coceira nas hostes nacionais contribuíram para a confirmação de minha elevada e científica análise: a da existência de sarna que precisa ser tratada.

      1. Tenho de fazer uma breve catequese:
        O reino dos céus (celestial) tem um sentido objectivo (o da justiça, aquela outra) e o divino também. Nem tudo quanto é celestial é divino; e nem as divindades são necessariamente celestiais. Os deuses terrenos jamais se aproximarão do reino dos céus (aqui as divindandes pretendem-se superiores – elevadas -, porém acima dos semelhantes).
        Resulta desta breve homilia que celestialmente divino não corresponde necessariamente a um pleonasmo.
        Deus é O divino; Jesus é a encarnação do divino, o Espírito Santo é o divino que pode habitar o homem. Portanto, nesta última condição, a do Espírito, o Homem, menos as feministas, por enquanto, torna-se participante do divino. Ser celestialmente divino é estar acima do mundo (ver para além de), mesmo pertencendo ao mundo, e participar da condição do divino, e não dos deuses.
        Eu é que lhe agradeço a oportunidade desta catequese celestialmente divina.

  6. Esqueceu-se de referir o urubu-mor, o Carlos Antunes.
    A personagem matematicamente mais vaidosa que o SARS-2 produziu.
    Ainda ontem prognosticou 240 infetados por 100m em Lisboa no próximo dia 13 que se passará a chamar dia de Santo Antunes em vez de Santo António, Só não disse a que horas.
    Parem de brincar ao Portugal dos Tolinhos.

    1. Não foi esquecimento: se enumerasse todos os especialistas-catastrofistas que pululam de manhã à noite nos ecrãs a vaticinar as maiores desgraças passava a manhã inteira nisto.
      Um destes que menciono também anteviu, em meados do mês, que os novos casos de Covid na Grande Lisboa pudessem disparar para 240 por 100 mil habitantes – ou mais ainda. Não por causa do fim do estado de emergência, não pela abertura da capital aos voos estrangeiros, não pelo regresso dos turistas, não pelas “noites loucas” de festa que se registam ao ar livre e nas residências universitárias, mas devido ao… Sporting.
      Ciência pura e dura, só pode ser.

      1. Ciência pura e dura, só pode ser

        A ciência pura e dura tem sempre que ser experimental. Só a ciência experimental é ciência pura e dura.

        A “ciência” do coronavírus é, na sua imensa maior parte, especulativa, racional, formada por teorias lógicas e por inferências, mas sem qualquer sombra de suporte experimental. Não é ciência pura nem dura, portanto.

  7. A bandalheira é igual e aí escusavam de dizer que não se ia verificar “o mesmo que em Lisboa”. Mas há algumas diferenças: os ingleses eram apesar de tudo menos, vêm do país da Europa com maior taxa de vacinação (se fossem do Bayern, Paris Saint Germain ou Real Madrid seria pior) e eram testados. Não me parece que por aí venha grande onda covid, assim como os festejos do Sporting não terão provocado um subida assim tão grande.

    1. Mas o meu ponto é precisamente esse, João Pedro.
      No Porto havia menos ingleses, mas concentrados num espaço muito menor. O que acabaria por dar no mesmo quanto a possíveis contágios. Além disso, os 16 mil e tal que estavam no estádio, como vimos, não respeitaram qualquer distância de segurança (uma das fotos que aqui trago demonstra isso).

      Não acredito que o número de contágios vá disparar, como nunca acreditei que o mesmo acontecesse na festa pós-título do Sporting. E no entanto a RTP andou três ou quatro dias a abrir noticiários com isso, dando voz aos maiores alarmistas entre os astros da “virologia” e da “infecciologia” agora tão em voga.

      Se compararmos o que eles disseram com a realidade, verifica-se que se limitaram a espalhar o pânico junto das massas ignaras. Uma vez mais.
      Assim compram mais tempo de antena. E ganham reputação social.
      À custa da crendice alheia, o que é obsceno.

      1. SE houver aumento nos casos a culpa SERÀ da festa do Sporting.
        Futorologia matemática. Foi logo antes sequer do apito final. E eu a pensar que as cadeias de contágio eram estabelecidas posteriormente e não por antecipação.
        Mas quando temos um tipo com responsabilidade a afirmar que nos transportes públicos o vírus não se propaga, para quê a admiração?

          1. De facto, as festas do Sporting foram na noite de 11 para 12 de maio, mas a curva das infeções começou a subir no dia 10, isto é, antes que os festejos tivessem lugar e muito antes que eles tivessem podido produzir qualquer efeito detetável em termos de infeções. A curva das infeções infletiu no dia 10 e, a partir desse dia, nunca mais parou de subir. Prova provada de que não foram os festejos do Sporting que provocaram a subida. Qualquer “especialista” que afirme o contrário ou é parvo, ou é anti-Sporting, ou está a querer atirar-nos areia para os olhos.

  8. Lisboa está uma vergonha !
    Ninguém têm qualquer dúvida que a culpa é do Sporting, que devia ser chamado a pedra e pagar uma indemnização ao estado português.
    Se Lisboa voltar a confinar o Sporting tem que assumir a responsabilidade!!

    Elvira Jesus

  9. Até aqui neste blogue o Pedro tem de mostrar o ódio que tem ao Porto? Não basta o que escreve no outro bloque sportinguista?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *