Neste país de brandíssimos costumes, informa-nos hoje o Expresso, há 17 indivíduos presos por corrupção. Eis a crua realidade em números: 17 pessoas num país com dez milhões de habitantes. Nenhum tubarão, claro: só peixe miúdo. O sargento da Brigada de Trânsito de Albufeira. Um funcionário do Centro de Emprego de Lagos. Um inspector da Polícia Judiciária que extorquia dinheiro a suspeitos que ameaçava com penas pesadas. O tipo do fisco que "fazia desaparecer processos de execução a troco de dinheiro".
Dezassete, ponto final. Nenhum político, nenhum gestor público, nenhum empresário ‘benemérito’. É quase caso para dizer que a corrupção nunca existiu em Portugal. Percebo agora melhor o motivo por que há por aí tanta gente preocupada com as ‘violações do segredo de justiça’. Isso sim, é um gravíssimo problema nacional.

corrupção é sempre um problema em todos os países do mundo .
Em Portugal até que parece que não.
Espantoso.
A ineficácia da investigação policial, em matéria de corrupção, está bem à vista. Curiosamente, cada vez que vem à rede um nome sonante desatam os amigos políticos num coro protector para condenar todo o processo ao fracasso.
E o Camões que me perdoe
(Amor) Corrupção é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e (não) que se sente;
É um contentamento (descontente) do contente;
É dor que desatina sem doer;
É um (não) querer mais que (bem) muito querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha (em) sem se perder;
É não querer estar preso por vontade;
É servir (a) benesses (quem vence, o) ao vencedor;
É ter com (quem nos) que matar a lealdade.
Mas como causar pode (seu favor) sua extinção
Nos corações humanos (amizade), mais verdade
Se tão contrário a si é (o mesmo) a mesma corrupção?
Se aqui desse para colocar as palavas com um risco e itálicos ficava mais “honesto”…
:))
Excelente adaptação, Maria do Sol.
Acabei por colocar isto lá, mais compostinho…
:)))))
Fantástico, Maria do Sol! 🙂
Ou seja…
Somos muito honestos ou então somos muito incompetentes para apanhar os criminosos.
Hum. Hesito muito na escolha.
Incompetentes não. Inclino-me para os honestos. Até prova em contrário…
Também eu. Aliás, entre nós, a incompetência nunca existiu.