João, a Transparência anda, como andou Cristo: de Caifás para Anás. Vera Jardim é o boneco que se segue para encenar interesse e esconder nula boa-vontade neste dossiê.
Ontem Paulo Morgado, no Expresso da Meia-Noite, punha o dedo na ferida: em vez de se atacar a corrupção político-económica, nos desmandos da Administração Pública, na falta de zelo inerente à Lei das Derrapagens, os Partidos Saqueadores de Orçamentos acabam por decretar a caça ao pobre cidadão.
Fingem acção. Poupam-se a ela. Tudo isto como um cãozito atrás da própria cauda ou do sítio concêntrico à volta do qual procuram decidir dormir.
Parece que sim, mas aquilo de que ainda mais precisa verdadeiramente, é de uma comissão (mais uma) a qual irá – inevitavelmente, já se sabe – concluir que, afinal, não existe corrupção alguma em Portugal. Como diria o saudoso Solnado, ’tá-se mesmo a ver, num tá-se?’
Pois… Fado d’um ladrão!
Este regime afogado
em manias cleptocráticas
deixa o país engasgado
com ilusões democráticas.
O progresso colapsado
e o povo empobrecido
deixam o país amassado
num tom embranquecido.
O saque orçamental
sistemático e descarado,
é uma marca regimental
deste país deteriorado.
O caminho insustentável
deste país esfrangalhado,
com a leveza insuportável
de um regime humilhado.
Afogado, sem dúvida. É que é mesmo.
João, a Transparência anda, como andou Cristo: de Caifás para Anás. Vera Jardim é o boneco que se segue para encenar interesse e esconder nula boa-vontade neste dossiê.
Ontem Paulo Morgado, no Expresso da Meia-Noite, punha o dedo na ferida: em vez de se atacar a corrupção político-económica, nos desmandos da Administração Pública, na falta de zelo inerente à Lei das Derrapagens, os Partidos Saqueadores de Orçamentos acabam por decretar a caça ao pobre cidadão.
Fingem acção. Poupam-se a ela. Tudo isto como um cãozito atrás da própria cauda ou do sítio concêntrico à volta do qual procuram decidir dormir.
E fica tudo na mesma.
Ouvi o programa, Joshua. E agora leio que ainda se inventam coisas «para a corrupção» e não contra a corrupção.
Parece que sim, mas aquilo de que ainda mais precisa verdadeiramente, é de uma comissão (mais uma) a qual irá – inevitavelmente, já se sabe – concluir que, afinal, não existe corrupção alguma em Portugal. Como diria o saudoso Solnado, ’tá-se mesmo a ver, num tá-se?’
E «para a corrupção» não vai nada, nada, nada? Tudo!