Sei que muitos defendem que é preciso condenar o terrorismo e não compreendê-lo, mas discordo: acho que é preciso ler “A Condição Humana” e compreender Tchen, porque Tchen, como o sabem tantos homens traumatizados por actos cometidos na guerra, tantos assassinos que se não reconhecem no seu crime, vive afinal em cada um de nós.
É em nome de Tchen – ou em nome de Malraux e desse livro admirável sobre a solidão, o absurdo, o horror e a nobreza da condição humana – que cada acto de terrorismo me merece uma reflexão outra que a simples condenação. É fácil condenar, mas não me basta. Preciso de mais, preciso de compreender por que é que alguém escolhe cortar-se assim da Humanidade, por que é que em alguém a Humanidade se esvaíu a tal ponto que se torna capaz de negá-la.
Um texto notável da Diana Andringa. Do melhor que tenho lido na blogosfera. A ler na íntegra aqui.


Pedro, junto-me a si, reforçando o termo notável que usa para adjectivar o texto da Diana Andringa. E felicito-o pela escolha e partilha.
Obrigado pelas suas palavras, amigo Mike. E ainda bem que gostou, tal como eu. Acho que é um texto digno de antologia.
Abraço
Antológico mesmo, Pedro!