Com a Páscoa à porta, o governo antecipou-se e preparou um conjunto de regras claras para que tudo seja mais fácil de controlar.
A circulação entre concelhos continuará interdita. “A Páscoa não é um momento de deslocações e de encontro, mas, pelo contrário, mais um momento de recolhimento”, clarificou António Costa.
– Então é possível ir ao estrangeiro?
– Sim, ao estrangeiro é possível ir! Claro, é a Páscoa!
– Mas como é possível ir ao estrangeiro sem sair do concelho?
– Talvez isso seja só para quem viva nos concelhos junto à fronteira. Pode-se sair, mas só em deslocação ao estrangeiro. Talvez seja isso que o PM queria dizer.
– Mas a fronteira com Espanha estará encerrada até dia 5 de Abril.
– Sim, mas Espanha é a excepção à regra que permite viajar até ao estrangeiro.
– Ah ok! Mas então como é que podemos ir ao estrangeiro se não podemos ir a Espanha?
– Eh pá! A proibição de deslocações para fora do território continental foi levantada, seja por via rodoviária, ferroviária, aérea, fluvial ou marítima.
– Ah, ok! Então se é permitido deslocar-me por via fluvial posso ir até onde?
– A Espanha já sabemos que não é permitido ir.
– E então de avião posso ir ao estrangeiro, desde que não seja a Espanha?
– Claro! Até está bem visto.
– Mas se eu não posso circular entre concelhos como é que posso apanhar um avião?
– Então para ir do Palácio de São Bento até ao aeroporto, é lá preciso por acaso sair do concelho, ou quê? Tu com as tuas perguntas gostas é de complicar, pá!

Você não leu bem as regras, isto é um slogan publicitário para dinamizar a procura interna.
” Vá para fora cá dentro “
Vá para fora, mas dentro do seu concelho. Se, do outro lado da rua, for outro concelho, não atravesse a rua. Percebeu?
A versão actual é mais: “Vá pra dentro!”. A verborreia adicional é só para mediuns entenderem.
Bom dia
Excelente sentido de humor.
Tiro-lhe o “Chapéu”. Saúde, e permita uma sugestão, não vá comprar amêndoas fora da sua rua….a menos que de helicóptero!
António Cabral
Sobre a compra de amêndoas não sei se foi produzida legislação, mas comprar caramelos em Badajoz… isso nem pensar!
1. Mas a “clareza” não é usada, … exactamente para derrotar a “clareza”?
2. A teoria dos jogos, concretamente no “jogo matemático entre o Bem e o Mal” (“The Angel Problem”, J.H.Conway, 1974), permite perceber esta manipulação que a Política faz à “Clareza”… O Oráculo (a política) derrota sempre o Arquitecto (ciência, racionalidade, certeza, verdade).
3. É necessário perceber a consciência que a Política tem da “Clareza”.
4. António Costa tem-na, porque é hábil e inteligente.
5. A Política sabe que a Clareza (ciência, razão, etc.) não é a Verdade. Porque ainda não existe uma “Teoria do Tudo” (definitiva, absoluta, final).
A Política tem consciência de que os leitores sabem (consciente ou subconscientemente) que usar as “certezas” e as “verdades tidas como certas” leva a desastres fatais.
6. Logo, a Política usa a Clareza. Exibe-a ao olhar público da população através dos Media, para demonstrar que as suas decisões (subjectivas, interesseiras, empíricas e falíveis) são melhores do que as ditas “claras, evidentes, científicas e racionais”.
Sem entender este “jogo”, não se consegue explicar a crítica deste Post.
7. Mas o que irrita mais, não é os cientistas e especialistas errarem. É deixarem-se usar pela Política. Porque isso, não os descredibiliza a eles, mas à Ciência.
8. E o afastamento da população de uma cultura científica, perpetrada por esta Política, é o défice mais estrutural que Portugal tem. Porque é isso que lhe permitiria alcançar a prosperidade, em vez de acumular Dívida (há 47 anos que não conseguiu, nem num ano sequer, ter superavit).
9. Este é que é o problema que a “clareza” esconde, e aliena do povo daquilo que seria essencial.
Epá,
Não se ofenda, mas até o António Costa, com os seus “vamos lá ver”, foi mais claro sobre a Páscoa, que o “jogo” que connosco partilhou.
Está a dar-me razão.

O António Costa é mais claro ao usar “vamos lá ver”, do que aqueles que dizem “é isto”.
As regras do confinamento português são de facto hilariantes. Por exemplo, as escolas de condução estão fechadas, mas, de resto, toda a gente pode andar dentro de um automóvel e com número de pessoas superior ao de um carro da escola de condução. É apenas um exemplo que ontem me chamou a atenção. Há, de certeza, muitos mais. Este governo trata muito mal o verbo que traz na boca.
O verbo é imaterial, tem plasticidade e por isso molda-se. Mais sofre o povo que é de carne.
Os portugueses mereciam honestidade. E, como bem diz, o corpo dos mais pobres é que paga todas as aldrabices que se dizem como verdades, tudo que se vende mal e sem aviso, as leis feitas para alguns, a soberania que se vai perdendo. E sei lá que mais. Sinto-me por vezes num país sem destino.
Vocês ainda não perceberam: as excepções são apenas para acomodar as vontades de PALOPs e dos brasileiros. Por exemplo, não há voos. Mas se forem ao Flighradar encontram logo voos de e para o Brasil e para outros buracos desse género. São as excepções.
É a merda da Lusofonia.
Ou da Lusitânia.
In Costa we trust.
Vocês querem é o Passos Coelho de volta
Chegou o diabo, e lembrou-se logo dele…
Sim, parece uma rábula dos saudosos gatos fedorentos. É proibido, mas pode-se fazer. Mas é proibido.
😉
Naquele que é um dos maiores desafios das últimas décadas temos o conjunto de governantes mais incompetente de sempre. Seria cómico se não fosse trágico.
Seria cómico sim. Mas é trágico.
Isto são medidas tão racionais e tão sérias que a Merkel ia confinar na Páscoa, mas depois o vírus prometeu-lhe que não ia atacar nesse período, e então a Merkel já não confina e vai oferecer um ôvinho a todos os alemães.
Eu o que acho tremendamente disparatado é que não se possa viajar entre concelhos, mas se possa viajar de um país para outro, que é muito mais perigoso.
Por exemplo, uma data de turistas pode vir cá passar férias, transportando para cá uma data de vírus de outras paragens distantes. Foi assim que todas as três vagas cá chegaram: em aviões carregados de vírus. Em março de 2020 vieram vírus de Itália. Em agosto de 2020 vieram vírus de toda a Europa. Em dezembro de 2020 vieram vírus de Inglaterra.
É ridículo e disparatado permitirem viagens internacionais. As fronteiras deveriam estar fechadas.
Você é um trumpista …
WW
Os cercos sanitários só fazem sentido quando as infecções estão circunscritas geograficamente. Neste caso, todos os países têm casos de covid pelo que fechar concelhos ou fronteiras é totalmente absurdo.
Tem razão, agora neste momento.
Porém, houve dois momentos cruciais no passado em que as fronteiras deveriam ter sido fechadas. Em março de 2020, quando o vírus se começou a espalhar em Itália mas cá não estava presente. E em dezembro de 2020, quando uma nova variante do vírus se espalhou em Inglaterra. Nesses momentos cruciais, o governo falhou estrondosamente, ao não fechar as fronteiras.
(Também, valha a verdade que fechar as fronteiras só teria permitido ganhar tempo e preparação, porque mais tarde ou mais cedo a epidemia / a nova variante teriam cá chegado de qualquer forma, e feito o estrago que fizeram.)
Eu tenho alguns conhecimentos da Teoria das Probabilidades (já regi uma cadeira numa Universidade). Leio comentários e acho piada à ignorância dos autores sobre Probabilidades e Estatística e que, apesar disso, fazem comentários ridículos convencidos de que sabem o que estão a dizer.
Senhor general, continência e tal… k454
https://www.youtube.com/watch?v=n_MSHoz
Deixe o seu pensamento voar e viaje por aí nas asas da imaginação. Desde que não saia de casa, claro.
. Enfim…
Na imaginação vou viajar por via fluvial…
Saídas a meter água é coisa do (des-)governo
Por acaso este confinamento está mais solidário, já que os portugueses não podem circular entre concelhos, o governo, por uma questão de justiça, vai deixar os estrangeiros circular entre concelhos neste período Pascal.
Assim, já que não podemos ir ao estrangeiro vêm os estrangeiros até nós. Boa.
Eu não disse?