A China hoje (3)


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Nos anos 70, demorava-se um dia para ir de Zuhai a Cantão. Hoje em dia vai-se em duas horas num transporte público (autocarro). No próximo ano – disseram-me – o comboio-bala fará o percurso (cerca de 150 quilómetros) em  pouco mais de 20 minutos!

Cantão é um espelho da nova China. A cidade, outrora suja e poeirenta, onde hordas de chineses cavalgavam bicicletas “pasteleiras”, é hoje uma cidade arejada, verde e florida, de avenidas largas e edifícios modernos. Centro nevrálgico da indústria chinesa, ali se celebram diariamente muitos negócios entre empresários ocidentais e chineses. O frenesim é constante e, à medida que as bicicletas foram sendo substituídas por motoretas e automóveis, a poluição motorizada agravou os problemas ambientais resultantes da indústria. Numa cidade de 12 milhões de habitantes, pode dizer-se que um milhão de automóveis a circular não é demasiado, mas o mesmo não se pode dizer dos milhões de motoretas na cidade.

Daí que o governo local não tenha estado com meias medidas e tenha proibido a circulação das motos-táxis. Haverá no entanto ainda muito a fazer – começando pela reconversão de indústrias obsoletas – para que o ar em Cantão se torne respirável.

O nível de vida também subiu muito em Cantão nos últimos anos, passando o ordenado mínimo na indústria, de 80 para 150 euros mensais. Os trabalhadores conquistaram novas regalias e passaram a ter direito a descanso semanal e 15 dias de férias anuais. Tudo isto, porém, pode resultar numa encruzilhada difícil de ultrapassar…

Ver mais sobre a China aqui, aqui e aqui. 

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