Logo depois de votar, Elisa Ferreira declarou ter «a convicção muito forte de que o amor ao Porto vai vingar». É com a partilha destes pensamentos profundos de quem se sente em casa que ela tem chegado fundo nos sentimentos mais íntimos dos tripeiros. Eu, que sou portuense, sei muito bem o que aquilo quer dizer. Trata-se de uma referência subtil aos balões de S. João: enchem-se, inflamam-se e vão-se. Uma metáfora cujo significado se resume a uma palavra: nada.
A casa de Elisa
jmmcc,

Mas chegou a inflamar? Quando?
Quando estava em Bruxelas.
Bruxelas e aquela concelhia de sonho.
Hummm Maloud… Inclino-me a concordar com a sua observação…
:))
Agora está à vista, não chegou a inflamar mas já está queimada.
PS: Isto é uma apeada.
Boa piada.
“No caso do Porto, dizermos o que queremos para a cidade é um acto de amor pelo Porto”. Ainda bem que ela esclareceu que isso só acontece no caso do Porto, porque eu achava que era mais ou menos o que acontecia em todo o lado…
É só profundidade. É como «o amor pelo Porto vai vingar».
E não são todos iguais, João? Se não for o amor é qualquer outra coisa.
Pelos vistos, parece que não…
Ferida de susceptibilidades
e mesmo assim defendida,
são estas as habilidades
da política “incompreendida”.
A política “tabernizada”
e em estado miniatural,
tanta prosápia arrasada
pelo desarranjo cultural.
Aquele abraço.
Foi das campanhas urbanas mais saloias que tenho visto, Amêijoa.