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Há algum tempo os transportes colectivos rodoviários (as “caminetes”) neste àquem-Tejo passaram para a “Carris Metropolitana”. Julguei que tal fosse um alargamento da velha e popular “Carris”. Mas descubro agora que não se trata disso, mas sim de uma verdadeira “apropriação cultural”, uma forma enganosa de anunciar uma empresa. Pois esta Carris Metropolitana é uma coisa inventada pelos municípios da AML, de Setúbal a Mafra, adjudicada e uma entidade espanhola chamada Alsa e que tem sido um verdadeiro flop, tantos os resmungos que venho ouvindo. Autocarros que não aparecem, atrasos constantes, ligações cortadas. E a inexistência de ligações entre localidades – que existiriam se actuando sob o velho e agora impopular conceito de “serviço público” (ligação inter-territorial, activação da Nação, se se quiser). Por exemplo, estou aqui com esta castiça ideia (e pelos vistos excêntrica) de viajar entre Palmela e Sesimbra. Como fazê-lo de “caminete”, mesmo sem ser de ligação directa?
Mas, enfim, se estes problemas de transportes fossem no centro de Lisboa haveria um coro de protestos entre o comentariado radiotelevisivo, nos “podcasts” da moda, nas redes sociais, no jornal “Público” e a cabeça do autarca de Lisboa estaria já no cepo, ou mesmo deste já teria tombado. Mas assim nada, pois as coisas destas longínquas paragens são irrelevantes.
Para comprovar que não exagero proponho que, e para aquilatar da pertinência desta atribuição à tal empresa espanhola dos transportes colectivos na área multidistrital, se faça esta simples operação: procurem-se informações sobre os horários de uma dessas ligações inter-municipais, desconhecendo (como é natural) o número da anterior “carreira” ou da actual. Uma coisa simples, tipo, por exemplo, o horário da carreira Lisboa-Palmela…
(Deixo ligação a esta notícia sobre o assunto, na qual se refere que a concessão a este empresa se sucedeu a anos de estudos de “mobilidade”. Ora se o resultado foi este que “mobilidade” dos responsáveis por esta decisão acontecerá?)

Fui utilizador assíduo da antiga carreira 160, dos TST, de Almada para o Areeiro, onde apanhava o autocarro da Carris para o aeroporto.
Desde Fevereiro passado estou reformado , mas acompanho as notícias desta verdadeira barracada, que já teria dado grandoladas sem fim, fossem outros os actores.
Mas, como bem disse, nem merece especial destaque, é na quase parvónia, há que manter a narrativa deste quintal de maravilhas.
Abraço
Fernando Antolin
Os transportes não prestam devido aos atrasos, falta de informação sobre o tempo de chegada real e sim autocarros que nem aparecem. Muto melhor ter carro, mota ou bicla ou trotinete…
No entanto há uma coisa positiva, os cartões de carregar bilhetes agora são os mesmos para toda a área, do metro ao comboio ( linhas de Sintra,Cascais pelos menos) aos autocarros.