Dezoito dias depois, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera descarta a hipótese da “trovoada seca” ter estado na origem do brutal incêndio de Pedrógão Grande, que ceifou 64 vidas humanas em circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas.
Fica assim excluída a história da carochinha contada ao País logo na manhã seguinte à tragédia pelo director nacional da Polícia Judiciária, que se apressou a apontar a tal trovoada inexistente como origem do fogo assassino. Almeida Rodrigues deve, no mínimo, um pedido imediato de desculpa aos portugueses. A menos que se encontre também já de toalha estendida em Maiorca, seguindo o exemplo do primeiro-ministro. Nesse caso os minorcas podem esperar.

Será que quando votaram estavam a espera de mais competencia e eficiencia ? ou era desta banha da cobra e propaganda que tinham em mente ?
Crianças felizes, função publica com mais direitos e melhores ordenados, todos com clasificações de Bom para cima, premiar os que nos apoiam,dá sempre nisto, Honestamente não foram enganados em nada;o Costa e o seu ajudante Marcelo estão a cumprir bem o que prometeram.
Em comparação com os 64 mortos de Pedrógão, pouco mais interessa. Dezoito dias depois nem uma só explicação cabal sobre o que sucedeu. Nem sequer está empossada a putativa comissão de inquérito.
Quem aposta no esquecimento dos portugueses poderá muito bem estar enganado.
” Dezoito dias depois nem uma só explicação cabal sobre o que sucedeu” pior, nem uma só demissão.
E vão dezanove.
Tem razão, não se entende a intervenção inoportuna do director-geral da polícia judiciária, sobre a origem do recente fogo em Pedrogão Grande e, muito menos, que se mantenha mudo e quedo, e que ainda não tenha apresentado, publicamente, um pedido desculpas pelas suas infelizes e erradas palavras.
Primeiro perdeu uma boa oportunidade de ficar calado. Depois perdeu excelentes oportunidades para abrir a boca e pedir desculpa aos portugueses.
Meu caro Cristof, Almeida Rodrigues é da temporada da outra coisa.
Revelou no rescaldo desta tragédia uma vocação frustrada de botânico ou de meteorologista.
Pode sempre estrear-se como escritor de policiais. Com ‘O Enigma da Árvore Assassina’.
Isto começa a fazer rir. Com governos de esquerda, a direita só pensa em demissões e pedidos de desculpa (ligeiramente mais ridículos do que as demissões) públicos. Com governos de direita, a esquerda pensa analogamente.
Quer dizer que é consensual que com demissões frequentes e pedidos de desculpa e de perdão tudo se resolve.
Lá vem este a preencher a quota dos imbecis. Com 64 mortos e esta alma só pensa na “esquerda” e na “direita”. Como se fosse polícia sinaleiro ou porta giratória.
Pois, toda a gente sabe que não há esquerda nem direita nem há política. Toda a gente de acordo e tudo bons rapazes.
Por acaso vivi no tempo em que não havia esquerda nem direita mas não tenho saudades.
Você deve imaginar que ainda vive nesse tempo. Oculta a identidade, como se fosse clandestino.
Desta vez acertou. O que é raro. Parabéns.
Cuidado então. Não se exponha muito. E levante sempre a gola da gabardina: isso ajuda a mantê-lo incógnito.
Então não estamos na silly season? Silly him, silly me ou silly us, que deixamos all this silliness go and grow wild ?
O director nacional da PJ é um vidente. Apareceu-lhe uma “trovoada seca” no alto de uma azinheira.
Mas cheira-me que nunca será beatificado.
Como diz acima, o problema é que há muitos imbecis. Poucos se salvam, excepto eu e você.
Depende. Você dirige a PJ?