A carochinha de Pedrógão


Pedro Correia,

Dezoito dias depois, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera descarta a hipótese da “trovoada seca” ter estado na origem do brutal incêndio de Pedrógão Grande, que ceifou 64 vidas humanas em circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas.

Fica assim excluída a história da carochinha contada ao País logo na manhã seguinte à tragédia pelo director nacional da Polícia Judiciária, que se apressou a apontar a tal trovoada inexistente como origem do fogo assassino. Almeida Rodrigues deve, no mínimo, um pedido imediato de desculpa aos portugueses. A menos que se encontre também já de toalha estendida em Maiorca, seguindo o exemplo do primeiro-ministro. Nesse caso os minorcas podem esperar.

18 comentários em “A carochinha de Pedrógão”

  1. Será que quando votaram estavam a espera de mais competencia e eficiencia ? ou era desta banha da cobra e propaganda que tinham em mente ?
    Crianças felizes, função publica com mais direitos e melhores ordenados, todos com clasificações de Bom para cima, premiar os que nos apoiam,dá sempre nisto, Honestamente não foram enganados em nada;o Costa e o seu ajudante Marcelo estão a cumprir bem o que prometeram.

    1. Em comparação com os 64 mortos de Pedrógão, pouco mais interessa. Dezoito dias depois nem uma só explicação cabal sobre o que sucedeu. Nem sequer está empossada a putativa comissão de inquérito.
      Quem aposta no esquecimento dos portugueses poderá muito bem estar enganado.

  2. Tem razão, não se entende a intervenção inoportuna do director-geral da polícia judiciária, sobre a origem do recente fogo em Pedrogão Grande e, muito menos, que se mantenha mudo e quedo, e que ainda não tenha apresentado, publicamente, um pedido desculpas pelas suas infelizes e erradas palavras.

    1. Revelou no rescaldo desta tragédia uma vocação frustrada de botânico ou de meteorologista.
      Pode sempre estrear-se como escritor de policiais. Com ‘O Enigma da Árvore Assassina’.

  3. Isto começa a fazer rir. Com governos de esquerda, a direita só pensa em demissões e pedidos de desculpa (ligeiramente mais ridículos do que as demissões) públicos. Com governos de direita, a esquerda pensa analogamente.
    Quer dizer que é consensual que com demissões frequentes e pedidos de desculpa e de perdão tudo se resolve.

    1. Lá vem este a preencher a quota dos imbecis. Com 64 mortos e esta alma só pensa na “esquerda” e na “direita”. Como se fosse polícia sinaleiro ou porta giratória.

      1. Pois, toda a gente sabe que não há esquerda nem direita nem há política. Toda a gente de acordo e tudo bons rapazes.
        Por acaso vivi no tempo em que não havia esquerda nem direita mas não tenho saudades.

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