A cantora Ágata regressa às candidaturas autárquicas


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A cantora Ágata, após o seu trajecto autárquico na democracia-cristã, integra agora a lista do PS para a Junta dos Olivais, em Lisboa. Aqui deixo ligação para a efusiva celebração dessa participação eleitoral, pronunciada pela nossa Presidente Rute Lima, também colunista do prestigiado boletim “Público”.

No texto presidencial não deixo de notar uma justificação pela inflexão ideológica da reconhecida cantora e activista social: “[Ágata] Sabe e defende que todos nós procuramos aprender com a vida que temos… procurando evoluir com aqueles que mostram alguma sabedoria.”, decerto que por isso tendo transitado das involuídas trevas demo-cristãs para as luzes socialistas. E nesse venturoso trajecto da nossa Ágata ei-la agora: “Apoia a candidatura #maislisboa, #fernandomedina e #rutelima e integra a lista de candidatos à Assembleia de Freguesia dos Olivais como independente“.

Enfim, nós por cá (para além do vale de Chelas, por assim dizer) todos bem…

13 comentários em “A cantora Ágata regressa às candidaturas autárquicas”

    1. Há anos houve uma lista independente, nas penúltimas eleições. E teve um bom resultado – eu ainda não tinha regressado a Portugal, não conheço bem os contornos desse movimento cívico. Mas sim, há espaço para alguma organização alternativa. ATé porque, como botei em postal na semana passada, os partidos tradicionais não desenvolvem alternativas consistentes.

  1. a inflexão ideológica da reconhecida cantora

    Fazer parte de uma candidatura autárquica, especialmente a uma Junta de Freguesia, por um partido não significa necessariamente que se perfilhe a ideologia geral desse partido. As candidaturas autárquicas são meais pessoais e pragmáticas do que ideológicas. As pessoas candidatam-se numa lista por concordarem ou se identificarem com as outras pessoas dessa lista e com o que elas pretendem na pŕatica fazer no território da autarquia, e não por essa lista ser apadrinhada por um ou outro partido.

    1. Nem tanto ao mar nem tanto à terra… mas sim, tem alguma razão. Eu duvido é que haja alguma “razão” nesta inclusão para além do chamariz de uma cantora vistosa junto de algum nicho do eleitorado.

      1. Ela é candidata como independente na lista do PS.
        Então que dizer de Basílio Horta que foi dirigente do CDS cristão-democrata e é Presidente da Câmara de Sintra na lista PS e de Veiga Simão que fez parte de um governo PS.

        1. É uma espertalhona com a mania que é doce!
          Também foi candidata ao que parece: “Nas Eleições autárquicas portuguesas de 2017 foi candidata da coligação CDS-PP/MPT à vice-presidência da Câmara de Castanheira de Pêra. A lista que integrou obteve 90 votos, o que corresponde a 4,57%.” (dados do wikipedia)

        2. Mesmo os “nomes” dos partidos são de circunstância de época: o Partido Socialista Italiano tinha uma foice e martelo no símbolo e o PCI também. O PS é social-democrata, como o francês e o espanhol, o PSD é popular-liberal e o CDS-PP é conservador democrata-cristão bem diferente do CDU alemão e PDC italiano.

        3. Dizer o mesmo de um Basílio Horta, filho do brigadeiro-médico Ricardo Horta, chefe do serviço de saúde de exército e director do Hospital Militar que foi declarado incapaz para o serviço militar.
          Não sei o que tinha ou não tinha – não lhe afectou a longevidade – mas se eu fosse filho do pai dele, insistia em ser incorporado nem que tivesse de ser carregado em maca para o ultramar.

  2. Então e a Susana Garcia na Amadora?
    A Ágata pelo menos sobressaiu na música, agora a Susana o que tem mais saído não é a voz, de certeza.

    1. Esta Susana sai-se bem de frontais e bazófia de advogada varina (que desculpem as varinas).
      É o PSD a entrar no popularucho a agarrar primeiro que chega para lá.
      O problema da Amadora, e que dá muito dinheirinho, é os terrenos do Bairro da Cova da Moura

  3. Há sinais de que a candidatura da cançonetista seja, desta feita, a ponta de um icebergue no chamado mundo dos agentes da cultura, que se viram confrontados com a não-essencialidade das suas profissões artísticas durante esta pandemia, passando apertada necessidade, e tratam agora de escolher outros rumos que garantam uma subsistência mais estável e duradoura, concretamente buscando um pequeno lugar ao sol no meio dos tachos autárquicos.

  4. Por falar em Chelas, a verdadeira “aldeia” de Chelas era aquela zona onde acaba a Gualdim Pais, entre os dois viadutos do comboio. Hoje meio arruinado, mal afamado e mal frequentado (embora isto seja cada vez mais bastante relativo, porque eu prefiro estar ao lado de uma pessoa pobre de Chelas do que ao pé de um rico do largo do Rato), já foi e talvez volte a ser um dia um sítio interessante.

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