
A campanha do PS é neste momento um desastre político de proporções colossais. Depois dos cartazes a anunciar a chegada do sol após o período de trevas, o PS agora aposta, para contrariar as estatísticas do desemprego, numa mulher que perdeu o emprego… no tempo de Sócrates. Em termos de mensagem política, isto é a contradição total. De um momento para o outro, passámos de um filme bíblico para um filme neo-realista, criando a maior confusão nos espectadores. E a procissão ainda vai no adro.
Há quem queira deitar as culpas deste desastre para Edson Athayde. Na verdade, a prestação de Edson Athayde tem sido muito sobrevalorizada na comunicação política. Edson é um publicitário talentoso, como se viu pelo célebre anúncio Tô Xim da Telecel. Mas isso não basta para se ser um bom comunicador político. Na verdade, a campanha que ele criou para Guterres, “Razão e Coração”, com Rosa Mota e Carlos Lopes em t-shirts com corações, era em termos políticos um vazio total. Mas em 1995 o país estava farto de Cavaco e ansiava desesperadamente por uma alternativa. Por isso tanto fazia que a campanha do PS fosse boa ou má, uma vez que o que interessava para a esmagadora maioria do eleitorado era terminar com o consulado cavaquista.
Hoje, no entanto, os dados em que se movem as campanhas eleitorais são radicalmente diferentes. Desde a vitória de Obama que se sabe que é nas redes sociais que se desenvolve a campanha com mais eficácia. Não lembraria por isso a ninguém vir buscar um publicitário para repetir uma solução de há vinte anos. No entanto, concordo com Viriato Soromenho Marques quando ele refere que a culpa não é de Edson. A culpa é que o PS de hoje não tem qualquer mensagem política, limitando-se a repetir até à exaustão a palavra “confiança”.
Mas a verdade é que António Costa não consegue inspirar confiança. Manteve até ao último momento o apoio a Sócrates, mesmo nas vésperas da bancarrota. Por isso, esteve sempre contra António José Seguro, quando ele quis distanciar o partido de Sócrates, e procedeu ao seu derrube, invocando precisamente a necessidade de respeitar o legado de Sócrates. Logo que Sócrates foi preso, sentiu a necessidade de se distanciar dele, pelo que procurou contratar novas propostas políticas, numa espécie de out-sourcing, com recurso a candidatos anódinos, inclusivamente para fins de candidatura presidencial. Só que essas candidaturas, ou constituem uma incógnita total para o eleitorado, ou representam posições muito mais extremistas do que o que era tradicional no PS. Por isso, as propostas políticas que o PS hoje exibe são assustadoras para o eleitorado de centro, que está traumatizado com a irresponsabilidade financeira dos tempos de Sócrates.
Viriato Soromenho Marques tem assim razão quando diz que o PS precisa de mudar de política e não de publicitário. Só que para isso precisava urgentemente de mudar de líder. E para estas eleições já não vai a tempo.

Se vivêssemos num tempo com alguma racionalidade, as interpretações e as discussões não teriam este nível de abordagem. —————-
Teriam outra espessura substancial.
Certamente que o PS e a sua campanha merecem muitíssimas críticas, mas não o cartaz.
No tempo do Sócrates, em que o país foi governado à vara (ai o Vara) larga, em que o governo era incompetente, em que rebentou uma crise de dimensões mundiais, em 2007 (1), uma senhora ficou desempregada.
No tempo de Sócrates havia desemprego (7,5%) ou não?
Não houve (e haverá) sempre?
Durante um ano a senhora não encontrou emprego.
Agora, num tempo de boa governança (2), em que a economia cresce, em que a Pátria, finalmente está a salvo, ela continua desempregada ao fim de mais 4 anos (total 5 anos).
Que libelo contra este governo.
Mas não, o tempo de irracionalidade que vivemos fixa-se na «espuma dos dias», não na substância das coisas.
Não iremos longe assim, nem com este PS, nem com esta maioria (3).
Muito menos iremos longe com este modelo pouco interessante e útil de analisar a realidade que o post nos propõe (4).
Este é o nosso drama!
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(1) Por que raio a crise de 2007, e as suas consequências, desapareceram das análises como se não tivessem existido?
Tal como desapareceu agora da análise sobre o crescimento da economia a redução de 50% d preço do crude e os efeitos do quantitative easing do BCE.
(2) Tal como os resultados da leviandade socratista das PPP a granel, em proveito de uns poucos, apareceu à luz do dia, a leviandade da venda passista/portista do património do país a pataco há-de aparecer também.
(3) Muito menos com o PCP, ou BE, entenda-se. Infelizmente, não temos organizações e dirigentes políticos à altura do tempo complexo e das exigências igualmente complexas que enfrentamos.
(4) Pelos vistos, nem opinadores à altura, com qualidade, isenção, análises inteligentes, capazes de nos esclarecerem, não de nos doutrinarem por causa dos seus ódios de estimação ou das suas militâncias ideológicas.
Trata de ler o cartaz novamente. Não é uma senhora que ficou desempregada. É uma senhora e mais de 353 mil pessoas como ela, que ficaram desempregados há 5 anos e sem qualquer apoio ou subsídio.
Não é um libelo contra este governo. É… nem há palavras.
E da próxima vez que te der vontade de lamentar análises sem inteligência, trata de reler os teus comentários. As lágrimas de contrição far-te-ão bem.
Senhor sampy:
Tal como o senhor, eu tenho o direito de manifestar a minha opinião como quiser.
E o senhor de discordar.
Que eu saiba, não nos conhecemos para tanta intimidade da sua parte, pois não?
Claro que nos conhecemos. E como nós, são mais de 353.000.
Parafraseando uma certa sumidade: tal como tu, eu tenho o direito…
E tu de discordares.
E da próxima vez que te sentires desconsiderado, trata de reler os teus comentários. Exercício masoquista; mas, quiçá, redentor…
Umberto Eco disse recentemente numa entrevista: «No momento em que todos têm direito à palavra na internet, temo-la dada aos idiotas.»
Alguns, não contentes com as baboseiras que soltam da boca para fora, ainda se arrogam o direito de ofender quem não conhecem.
Tristes trastes.
Reconheço que as minhas capacidades de expressão de reverência são limitadas.
Tal como de facilidade para o insulto.
Ganhaste, pá.
opinadores […] capazes de nos esclarecerem, não de nos doutrinarem por causa dos seus ódios de estimação
Exatamente. No caso vertente, o Luís Menezes Leitão tem um ódio de estimação a António Costa e, por isso, quando diz mal dele, em nada nos esclarece.
Ó Lavoura, quanto mais insistes, mais parece andares apaixonado.
Esperemos que não passe de amor platónico.
a verdade é que António Costa não consegue inspirar confiança
A verdade é que o Luís Menezes Leitão passa a vida a dizer mal de António Costa, seja pelo que ele faz ou fez em Lisboa, seja pelo que ele faz na política nacional, pelo que este seu julgamento não tem para mim qualquer credibilidade. O LML pura e simplesmente detesta Costa e Costa, faça o que fizer, fará sempre mal para LML.
Nada de errado em nosso beneficio quando lhes foge a boca para a verdade. De tanto quererem acusar os outros, andam aos tiros nos próprios pés que já não há pastilhas no armazém do quartel para tapar tantos buracos. Se no rebusco de uma réstia de lado bom apenas querem lembrar as culpas que tem no cartório então emendem o cartaz: NÓS AGORA Á COSTA CONTINUAMOS A NÃO SER DE CONFIANÇA.
Caro Luís, a revista politica portuguesa é uma comédia à moda da Grécia antiga. As verdades são a face das tragedias e as mentiras são as da comédia. É um espectáculo que já não surpreende ninguém que já só actua para subordinados. Querem acreditar numa sala cheia, mas têm apenas as filas da frente ocupadas, o resto está vazio. As nossas gentes, dia após dia voltam costas à política e seguem o seu próprio rumo. Não querem ouvir a ladainha sem graça nem piada e o preconceito já cristalizou.
E quanto à presente campanha gráfica do PS, é como a do passado – não são precisas grandes coisas para agitar um punhado de espectadores/eleitores inquietos para mudar de chefe.
Para além do que se diz(criticas desemprego, miséria..) existe um sentimento geral, que aparece mais visivel, quando as sondagens dão com os burros na água e sai tudo furado; olhando para trás podemos perceber que esse sentimento já lá estava(eleições inglesas) ; no caso do PS presumo que o sentimento de que andam aos papeis, a disparar em todos as direcções está a instalar-se, e não vai acabar bem para eles.
Se António Costa não inspira confiança, como vai o Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, inspirar? Até hoje a única coisa que têm feito é mentir, mentir e mentir! Não é o PS que tem de mudar de política, são todos e a coligação essa nem se fala. O PS precisa de mudar de líder e o PSD nem se fala… Tem um líder duma pobreza política que dá dó.
O Lavoura não muda, o Lavoura é sempre do contra. toria-nao-e-minha-ps-acusado-de-inventar-h istorias-dos-cartazes/
Registe-se que, neste caso, o Lavoura para ser contra o autor do post e a favor do Costa, que utilizou uma forma estúpida para se promover: http://observador.pt/2015/08/07/esta-his
Boa reflexão.
Tenho confiança no rigor do costa, como o nº1 que foi o nº2 do do socratintas.
Costa, não dá agua sem caneco.
O Sr Dr Antonio costa teve um gesto mto feio para o seu colega de partido Sr Antonio jose Seguro. Pois julgavam que mudando o secretario geral o povo corria atras do Sr Costa. As sondagens responderam e não deixam dúvidas. As propostas do Sr Costa são propostas vazias que não respondem aos problemas do País. Passa a vida a falar a esqda e pensa á dta e se chegasse ao poder se não tiver com quem se aliar será uma desgraça. Pobre povo que continua a ser enganado por políticos tipo Costa que dao a entender que se resolve tudo com boas vontades. Se este sr não souber criar economia jamais creara emprego e o que lhe resta sera aumentar os impostos para pagar as dividas contridas e arranjar uma desculpa para a sua imcompetencia . Hoje o Mundo está globalizado e se as pessoas que governam não enxergam isso acabamos por aumentar a miséria do povo e as desigualdades como tem acontecido no post /25 de Abril.