A cagadela


eventhorizon,

Quando se pensa que é impossível algum membro do Governo proferir uma declaração mais imbecil, eis que emerge das profundezas algum ministro ou secretário de estado para a diarreia mental. Hoje calhou ao Secretário de Estado das Comunicações, Alberto Souto de Miranda, armar-se em pombo:

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Não se arranja mesmo melhor do que isto para um Governo?

41 comentários em “A cagadela”

    1. Tecnicamente, votamos para o parlamento e depois há um Governo que é nomeado. Apesar de por vezes ser tentador adjectivar os eleitores, parece-me mais acertado adjectivar os eleitos.

  1. Ele explicou-se bem: é provável.
    Se espatifarem alguns aviões para o solo, então ver-se-á.
    Por sua vez a passarada alterará hábitos passados de estupidez congénita, meditarão a preceito, metem a inteligência à picada e alguma solução encontrarão. Aviões caírem é que não.

  2. Olha que a novidade!
    O melhor exemplo é o dele. Esta ave de arribação já se adaptou aos disparates.

    Smoreira

  3. Assunto foi resolvido hoje à tarde.

    O SE recebeu o GDAMM (Grupo de Defesa das Aves Migratórias do Montijo, que entregou o novo Mapa das Rotas das aves migratórias aprovado pela IATA.

    A.Vieira

    1. É uma boa medida.
      E que tal uma solução mais radical, que isto de passarada sabe-se como é, estão sempre com ela fisgada; então para grandes males grandes remédios e assim sugiro, oxalá o senhor governante me ouça: que tal eutanasiar esses desmiolados alados?

        1. Oh Diabo! eutanásia só para humanos? isso é que é pior!
          E que tal seguir os bons ensinamentos de políticos comprovadamente sábios, com especial destaque para Tony Blair, a quem se houvesse reconhecimento neste mundo ingrato, uma estátua perpetuadora do que é o conceito da felicidade mundial deveria eternamente perpetuar a gratidão humana, e levar a cabo uma intensiva campanha de sensibilização educacional junto à passarada conducente à pratica do sexo oral a fim de limitar a espécie.
          Isso é que era. Ao fim de umas centenas, ou mais, de aviões espatifados, a população alada extinguir-se-ia e tudo voltaria à normalidade.
          É nestas dramáticas ocasiões que lamento profundamente não ter concretizado os meus sonhos de criança, onde tão claramente via o meu futuro pela frente. Ou presidente da república ou pedreiro. Não fui uma coisa nem outra, o que foi uma pena porque se tivesse sido, já nem digo presidente mas apenas voz acreditada no Governo, garanto que estes horrendos dilemas se resolviam num ápice, ou nem sequer se punham.

          1. “levar a cabo uma intensiva campanha de sensibilização educacional junto à passarada conducente à pratica do sexo oral a fim de limitar a espécie.”

            E assim se dá todo um novo significado à expressão “fazer um bico”.

  4. Os passarinhos vão adaptar-se, numa primeira fase, brincando de hamesters às voltas nas turbinas dos aviões. E vão gostar especialmente do efeito pirotécnico provocado. Mas numa coisa a sumidade terá razão, é natural que se venham a aborrecer de tanta diversão.

    1. Por outro lado, os pilotos terão a oportunidade de começarem a praticar a amaragem no Tejo. Como é possível que a zona do novo aeroporto fique alagada em algumas décadas, será uma boa prática para quando as ligações aéreas para o Montijo sejam feitas em hidroavião.

      E, com jeitinho, ainda dá para se fazer um filme à Hollywood. “O Milagre do Mar da Palha”, ou algo assim.

  5. Olha deixa cá ver …

    Ó senhor secretário de Estado, quantos pássaros é que comunicam debaixo da batina do senhor Abade?

    Smoreira

  6. A Base do Montijo está lá há 90 (noventa) anos ! O tempo voa ,mais que a passarada. Aviões, por lá,algum ia havendo e mesmo assim não se extinguiram, nem a passarada nem os aviões. Rosna-se que até surgiram doces conúbios,suavíssimos arranjos entre penas calientes e motores cheios de nervo (oh, que inveja !). Deixemos que os romances continuem a fluir…no Montijo!
    E se está por aqui alguém que aguente uma relação 90 (noventa anos) que se retire: não escrevo para mentirosos!

  7. Este (dito) político -genuinamente “made in PS”- indicia muito do que por ali se “passa”. Perceberam?.

  8. Provavelmente lembrou-se daqueles corvos que colocavam duras nozes nas estradas para os camiões ao passar as quebrarem.

  9. Claro que sim, os falcões vão convida-los a mudar de poiso. Quanto aos acidentes provocados pela passarada, acho mais provável que estes emigrem para outras paragens.

  10. Eu acho que o secretário de Estado tem razão: as aves (não são todas pássaros) adaptar-se-ão. Mudarão de pouso ou de trajetória de vôo. Não duvido disso.
    O problema será enquanto não se adaptarem, mas isso é outra coisa.

  11. Já tinha lido. Depois da ministra da agricultura, vem este.

    Já agora informo que os produtores de resíduos perigosos, como é o meu caso, são obrigados, e bem, a ter um contrato com uma empresa gestora de recolha e processamento dos referidos resíduos. A APA lembrou-se agora de criar uma taxa anual a ser paga pelos produtores de resíduos perigosos. Fica a pergunta, porquê, se já contratamos uma empresa para o efeito? O Estado é bicho de muito sustento

    1. O seu caso é muito fácil de resolver com um substancial proveito económico para o seu lado. Se produz resíduos perigosos é catalogá-los de não perigosos e tá feito.
      Também não facilita muito a vida ao Governo, raios!

      1. Acho que não. Se trabalhasse a perigosidade aumentaria para níveis incomportáveis. Passariam de resíduos perigosos para altamente tóxicos.

  12. Assim que o motor de um avião engulir uma ave que não leu semelhante código … o aeroporo do Montijo vai ficar ainda mais às moscas do que o de Beja.

    1. Esperemos que não, mas… para quê arriscar?

      (pessoalmente, gostava de saber se foi feito algum estudo sobre a viabilidade de Beja com uma ligação ferroviária dedicada, mas pronto)

      1. Comparando distâncias, tempo de percurso, preço, via rodo ou ferroviária entre Aeroportos que servem as Grandes Metrópoles, Beja exigiría uma ligação ferroviária de alta velocidade dedicada que não teria rentabilidade.

        Mas o turismo em Lisboa nem vai ser Sol de muita dura.
        Ninguém estará interessado e visitar uma cidade descaracterizada só com bares de um lado e do outro das ruas.

        Apesar disso, a longo prazo, quem vai ganhar é a concessionária das traverssias. Quem vai perder é o contribuinte.

  13. Nunca vos esqueceis que um homem com menos de 50 anos com uma careca (calvície) destas é um homem afligido por merdas no seu dia-s-dia.
    Em resumo: é um complexado…

  14. Fez-me lembrar uma obra de um conhecido arquitecto em que na ausência de colocacao de corrimão, porque nao lhe apeteceu colocar, embora seja obrigatório, quando criticado pela falta de segurança disse que as criancinhas nao sao
    suicidas.
    A verdadeira Anônima

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