A cabala (9)


Pedro Correia,

«Isto é um linchamento público.»

 

«Mesmo em casos de suspeita de terrorismo, a prisão preventiva é considerada uma medida excepcional.»

 

«Esta encenação começa com a detenção [de Sócrates]. Uma encenação que faz da opinião pública cúmplice do próprio curso da justiça e é contra isso que eu estou. A primeira causa de alarme público é terem sido convidadas duas antenas de televisão a filmar a detenção de José Sócrates. A partir daqui está viciado o processo.»

 

«Há uma psicose neste país contra José Sócrates. Isto é um estado psicótico do País.»

 

«Nós sabemos muito pouco sobre isto e só vamos sabendo aquilo que for deixado cair em pingos que podem – e serão seguramente – ser sujeitos a manipulação política. Os direitos de defesa dos arguidos já foram gravemente ameaçados.»

 

«O currículo da justiça portuguesa é muito negativo. Ele não me oferece garantias de procedimentos correctos e lisos seguidos com a máxima verificação de que os pressupostos estão lá todos.»

 

«Sócrates não vai ser julgado com isenção. Como pode ser julgado com isenção?»

 

Clara Ferreira Alves (SIC Notícias, 24 Novembro)

7 comentários em “A cabala (9)”

  1. Será que a senhora dona entrevistadora do senhor professor engenheiro sabe quantos presos preventivos há em Portugal? E só agora a senhora dona entrevistadora do senhor professor engenheiro foi atacada de indiguinassão?

  2. Algum espectador de alguma tv terá assistido à detenção do homem? Eu só vi um Opel Corsa a circular de noite por um piso alcatroado do que disseram ser o aeroporto da Portela, e umas luzes acesas. Quem ouvir esta gente até fica a acreditar que os canais de tv foram ao interior do avião ou, pelo menos, à “manga” e filmaram o sujeito e mais a polícia e, estando apesar de tudo a alguma distância, nos ofereceram em legendas os diálogos ocorridos.

  3. Com a devida vénia a João Miguel Tavares:

    Da mesma forma que os gatos têm sete vidas, eu acho excelente que um cidadão tenha sete presunções de inocência. O problema de José Sócrates, tal como o de um gato que falece, é que já as gastou. Sócrates foi presumível inocente na construção de casas na Guarda, foi presumível inocente na licenciatura da Independente, foi presumível inocente na Cova da Beira, foi presumível inocente no Freeport, foi presumível inocente na casa da Braamcamp, foi presumível inocente no assalto ao BCP, foi presumível inocente na tentativa de controlar a TVI, foi presumível inocente no pequeno-almoço pago a Luís Figo. Mal começou a ser escrutinado, a presunção de inocência tornou-se uma segunda pele.

  4. Será agora a união das esquerdas?
    Oportunidade única,camaradas.
    44 é o nosso denominador comum.
    Grande manifestação,aproveitemos o cante.
    Ou ao menos uma arruada com grandes figuras.Que elas vão,as figuras.
    É agora ó nunca.

  5. Se a justiça, não atua, é porque não temos justiça, se o juiz age, agiu mal. Afinal que quer a senhora? Quer justiça ou quer justiça para uns e para outros não. Até o arguido ser julgado, não se pode dizer que é ou não culpado, mas se o juiz, tomou as medidas que tomou, é porque acha que é assim que tem de ser. A Clara Ferreira Alves, por acaso, preocupou-se, com os outros que com ele foram presos? Claro que não, esses já merecem.

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