A cabala (2)


Pedro Correia,

«Num caso de tanta gravidade como este, o da suspeita de crimes graves e detenção de um ex-primeiro-ministro do Partido Socialista, verifico imediatamente que o processo foi grosseiramente violado. Praticou-se, já, o linchamento público.»

 

«Esta Justiça de terceiro mundo aterroriza-me. Isto não acontece num país civilizado com jornais civilizados. Isto levanta-me suspeitas legítimas sobre o processo e a Justiça, e neste caso, dada a gravidade e ataque ao regime que ele representa, a Justiça ou age perfeitamente ou não é Justiça.»

 

«Vou seguir este processo com atenção. Muita. Ou ele é perfeito, repito, ou é a Justiça que se afundará definitivamente no justicialismo. Na vingança. No abuso de poder.»

 

Clara Ferreira Alves (Expresso, 22 de Novembro)

19 comentários em “A cabala (2)”

  1. Se outras choses não houvesse, a entrevista dada há não muito tempo por JS a CFA onde chamou estupor, filho da mãe, bandalho, etc, a uns poucos e a madama, passados dias, a escrever um pacote de elogios ao entrevistado, para mim, bastam. Next!

  2. Este mulher devia estar calada, ou corrupção deixa de ser corrupção quando praticada pelos amiguinhos? Só o caso BPN, e tudo o que envolva a direita, é que é condenável? Não têm é vergonha na cara. O que é muito grave é como Sócrates pôde fazer o que fez, durante tantos anos.

  3. Este triste artigo, que está cheio de aldrabices, é um exemplo do parolismo e do provincianismo da pseudo intelectualidade lusa. Esta intelectual da treta devia estar mais preocupada com aquilo de que o Sócrates está acusado, ou seja tanto quanto se sabe, de ter feito uma fortuna enquanto desempenhava o cargo de 1º ministro do país, do que com as “violações do processo” que não existiram, pelo menos no que diz respeito à detenção do ex 1º ministro, que tanto quanto sei, foi feita com a máxima discrição dentro do aeroporto.
    A SIC e CMTV sabiam que ele ia ser detido à saída do avião? também eu, que não sou jornalista nem advogado e estou aqui no Alentejo, desde as nove e tal da noite que sabia que isso poderia acontecer .
    É claro que Sócrates tem direito à presunção da inocência, mas a barragem mediática que se está a construir nos últimos dias pondo em causa a Justiça, de que este artiguinho e as declarações do dr Magalhães e Silva são um bom exemplo, é que me deixa verdadeiramente preocupado. Afinal quem é que está aqui a pôr em causa o livre funcionamento da Justiça?

    1. Ó Silveira:
      Eu no seu lugar protestava já.
      Então os seus canais privilegiados só lhe levam aos confins do Alentejo a informação do Sócrates?
      E os outros: por exemplo, o conselheiro que se passeia entre o Estoril e Cabo Verde à conta do que estamos a pagar no BPN para ele comprar empresas falidas nas ilhas Caimão?
      Ou não vale a pena? Esse não foi dos que chegou à política com uma mão atrás e outra à frente e hoje é um homem de negócios bem municiado?
      Se calhar não vale a pena investigar, o juiz justiceiro, não encontrou matéria no processo dos sobreiros nem no dos submarinos também não encontraria nada de suspeito.
      E a Cabritinha (aquela que trabalha no jornal que publica 2 páginas sobre a corrupção sobre a cleptocracia angolana, mas que as retirou da distribuição em Angola: suprema isenção informativa) e o Correio da Mãnha também deviam protestar: eles que estavam na Portela para entrevistar a mulher da limpeza sobre as condições de trabalho na TAP saiu-lhes o Sócrates na manga do avião. Isso não se faz.
      E os outros jornais a dormir na forma, nem foram convidados a ir fazer reportagens sobre a funcionalidade dos painéis informativos? Que falta de cuidado do MP, isto é concorrência desleal.
      Sabe uma coisa, com Justiça feudalizada por capelinhas partidárias como a nossa está, que só pune alguns pulhas (Vara, Sócrates, Penedos, peixe miúdo como o Isaltinão, etc.), e com cidadãos com «c» minúsculo, perdão, com nano«c», que se congratulam com a pesca de uns pulhas (da tribo inimiga) e se calam ou assobiam para o ar com a impunidade de outros pulhas (da tribo amiga) é que estamos como todos sabemos.
      Só um pormenor: o senhor tem desancado no pulha do Sócrates por ter nacionalizado o BPN, mas esquece-se, propositadamente, que quem pôs lá a assinatura definitiva no dia seguinte, dizendo (está gravado nos arquivos da RTP): «apresentaram-me esta solução de nacionalização por causa dos efeitos sistémicos, que podia eu fazer?», foi outro interessado na nacionalização. O tal da oferta das acções do benemérito Oliveira e Costa.
      Dois pesos, duas medidas, à Silveira.

      1. M. S.
        O que dignifica mesmo a Justiça, é o que se está a passar agora na RTPi,(17:20) onde à custa dos nossos impostos está uma das inúmeras viúvas do Sócrates chamada Cristina Esteves acompanhada do dr Magalhães e Silva e do dr Paulo Sá e Cunha.
        A Cristina que aos domingos à noite fazia de “comère” de Sócrates na sua missa semanal na RTP tem andado desaparecida durante o fim-de-semana, mas ei-la que surge na sua máxima exuberância a contribuir, mais uma vez à custa do dinheiro dos nossos impostos, para resgatar a honra perdida do seu ídolo predilecto!
        Quanto ao resto do seu comentário, caro Mário Sócrates, é o boquejar do costume.

        1. Caro Passos Silveira:
          Em 1.º lugar eu já votei tantas vezes no PS e no Sócrates como o senhor.
          Mas como o senhor vê o mundo a preto e branco, como não sou Passos Silveira sou Manuel Sócrates. Que pobreza de raciocínio!
          Em 2.º lugar, deixe-se de sair do tema, como é seu timbre, e entre nos argumentos, mostre que é capaz de contra-argumentar com o mínimo de credibilidade, mas dentro do tema, não fora dele nem lateralmente.

    2. Senhor Passo Silveira:
      Como é muito limitado de raciocínio, deixo-lhe uma bengala (cognitiva): Leia o comentário que pus no «post» do João André, «Desconfiança e desinteresse», ainda antes do 1.º em que aqui lhe respondi a si.
      E deixo-lhe uma pergunta: sabe se a arrecadação disssimulada numa casa de banho do conselheiro Loureiro era para guardar imagens de Nossa Senhora de Fátima?

  4. Pode ser que agora esta “escritora frustrada e iletrada” nas palavras de Vasco Pulido Valente tenha finalmente uma musa inspiradora (Sócrates) para escrever o tão sempre aguardado grande romance.
    Para já o artigo entra na categoria de ficção.

  5. Aguardo impacientemente que Mário Soares diga sobre José Sócrates o mesmo que disse sobre Ricardo Salgado: “Quando ele falar, e vai falar, as coisas vão ficar de outra maneira. Ao princípio era tudo banditismo, mas agora os portugueses já perceberam que não é assim”.

  6. CFA revela uma exacerbada veneração a este fulano (Sócrates) e não enxerga a manifesta crueza dos factos. Arre!

  7. Aqui não são os jornais que têm culpa, mas sim, quem lhes dá a notícia. Se lhes dão a notícia, eles publicam. Têm de apurar, é quem transmite as informações aos jornais e penalizá-los fortemente.

  8. A liberdade dos colaboradores é razoavelmente respeitada nas publicações do Balsemão, mas uma cretina destas deixa ficar mal onde participa.

  9. Clara Ferreira Alves faz parte, ostensiva e assumidamente, de uma certa e pretensa elite que julga ter quorum no país.Nesse mundo por ela habitado, o Povo é uma abstracção literária, os factos são mensuráveis segundo a sua “douta” opinião e as suas conveniências políticas que, em tempos idos, lhe sustiveram o estatuto e as mordomias e a quem deve justificação e obediência. É legítimo termos opiniões diferentes sobre os mesmos factos, mas é abusivo e intelectualmente desonesto extrapolar precipitadamente, a seu contento, moticvações e circunstâncias que desconhece.Mas que houvéramos nós de esperar dessa pluma caprichosa e adereços quejandos como a Edite já desestrelada?

  10. Isto quando entra Esquerda/Socialismo – a nova aristocracia – há sempre uns mais iguais que outros.

    De um dia para o outro, a justiça passou a ser do terceiro mundo e as fontes dos jornalistas passaram a ser coisas más. Tudo ao contrário de uns dias atrás.

    Imaginemos que o primeiro Primeiro-Ministro preso em Portugal no Regime Democrático não era de Esquerda e antes fosse da chamada “Direita”.

    Hoje elogiaria-se o jornalista/fotografo que consegiu o documento histórico da primeira prisão de um primeiro ministro.
    Hoje elogiaria-se os jornais que conseguiriam as cachas.
    Hoje dir-se ia que foi um triunfo do Jornalismo estar presente nesse momento histórico.

  11. Dizia-me o meu falecido pai: a mão esquerda nem para limpar o cu serve.
    Com o devido respeito aos canhotos.

    1. Meu caro, para sermos correctos, não podemos mencionar esquerda, é que ela não tem andado no PS, ou será que ainda não se tinha apercebido? O PS, é um partido do bloco central que tem tido medidas, iguais ou quase iguais ao PSD.

  12. Eu gosto de ver o Eixo do Mal e até a acho uma mulher muito capaz.Tem os seus pontos de vista , com os quais eu nem sempre concordo, mas defende-os muito bem.
    Não gostei nada deste artigo no Expresso. Parece uma tentativa enraivecida e desesperada de tapar o sol com uma peneira. Confesso que não esperava.

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