Há uns tempos, um cartoon na New Yorker mostrava um indivíduo sendo exibido ao estilo daquelas feiras antigas que tinham como atracções principais animais exóticos, mulheres barbudas e homens deformados. Um cartaz junto dele anunciava: «Veja o extraordinário homem sem tatuagens!»
As modas têm destas coisas. Transformam-se facilmente num exagero, depois numa praga, mais tarde num embaraço. No que me diz respeito, como em quase tudo, a minha rejeição surge com o excesso. Não tanto com o excesso de pessoas tatuadas (embora também um pouco; rebanhos confundem-me) mas com o excesso de área tatuada. É simples de explicar: gosto de pele. Branca, preta, castanha, cor-de-rosa; lisa, enrugada, arrepiada, gretada; uniforme, pontilhada por sardas ou sinais, mapeada com veias e artérias. Detesto tatuagens quando escondem a pele. Até gosto de tatuagens quando realçam a pele.
P.S.: O grau de anonimato será o mesmo mas decidi abandonar o ‘jaa’ e passar a assinar os textos com o meu nome – que sempre esteve no perfil. Evidentemente, vê-lo no ecrã pode ser tão embaraçoso que eu acabe por mudar de ideias (‘jaa’ dá-me uma certa distância em relação a algumas baboseiras que escrevo). Mas logo se verá.

Há tatuagens que são verdadeiras obras de arte e é necessário alguma genialidade para conseguir efeitos espectaculares em pele humana.
Concordo consigo. Jamais me tatuaria ou abonaria em favor de uma tatuagem num familiar meu. Apesar de apreciar o método e o realismo abomino o exagero.
E depois há a considerar o comportamento da pele através dos anos. Uma tatuagem da cabeça da Marilyn Monroe há-de acabar, sem tirar nem por, o Jabba the Hut.
Não nego que algumas tatuagens são obras de arte – mas eu também não aprecio todas as obras de arte. 🙂
Sendo verdade que o tempo altera o efeito, isso não é necessariamente (muito) mau: se começar com uma tatuagem da cabeça do Mark Hamill por alturas em que desempenhou o papel de Luke Skywalker acabará com uma tatuagem do Mark Hamill na actualidade… e do Jabba the Hut.
http://wac.450f.edgecastcdn.net/804 50F/wgna.com/files/2012/07/Mark-Hamill.j pg
Absolutamente ! :):)
Em nome dos anónimos, fico triste com o desaparecimento de “jaa”… e faço votos para que o aparecimento da pessoa não acanhe o espírito.
Quanto às tatuagens… de acordo. DJk
https://www.youtube.com/watch?v=MWerBiQt
Eu também espero. 🙂
Muito bem, José António. De acordo contigo quanto à beleza da pele: também tenho escrito sobre o assunto, estamos em sintonia.
E gosto de ver o teu nome por extenso aqui.
Obrigado, Pedro. Vamos ver como corre.