
Já começa a haver gente em Espanha que, embalada pela aplicação do art. 155, anda a propor a anexação de Portugal. Nada de novo. O outro galego também tinha um plano para o fazer. Por isso é que eu sempre achei que a independência da Catalunha só favoreceria Portugal, libertando-nos de vez do complexo espanholista de unificação da península ibérica.

Parece que Saramago pensava o mesmo. D. João II idem aspas, mas com capital em Lisboa.
Se estamos preocupados com as teses académicas de Franco, saibam que no tempo em que existia a guerra fria, os EUA não tinham teses mas planos para invadir Portugal para lançar a contraofensiva contra a URSS. Nós até lhes alugámos duas bases…
D. João II idem aspas, mas com capital em Lisboa.
É muito curioso que, se Portugal hoje existe, isso deve-se em grande parte a, por motivos vários, terem falhado todos os planos que reis portugueses fizeram para o unir a Espanha.
Em 1383 o rei de Castela era o legítimo herdeiro do trono português. Uma revolta popular retirou-lhe esse direito.
Em 1580, mais uma vez, o rei de Espanha foi o legítimo herdeiro do trono português.
Se Portugal hoje existe isso deve-se a duas flagrantes violações do direito “constitucional” da época, uma em 1383, a outra em 1640.
Castelhano disfarçado de Português …
Se Portugal hoje existe deve-se ao facto de não ter havido constituições à época e de nunca ter sido ouvido o Povo. Dizer que foram violadas constituições é não saber nada de História. O território português foi conquistado por galego/suevos e borgonheses e colonizado pelos francos que ocuparam as terras abandonadas pelas populações em fuga. Se não sabe, sempre lhe digo que existe um movimento independentista pela antiga Lusitânia, do Douro para baixo até ao Tejo, que recusa Portugal por considera-lo usurpador do seu território, da sua língua e da sua cultura (francamente nacionalista, xenófobo e racista, tal como os independentistas catalães). Confundir uma população heterógena como a da Catalunha de hoje, com a nação medieval dos séculos passados, costuma dar disparate. Nacionalismos de base medieval são isso mesmo: medievais. Não têm lugar no mundo de hoje. Depois vão discutir as suas fronteiras com a França? Ou vão pedir a integração na França? E a fronteira com Aragão? Como fica?
Confundir os burgueses de Lisboa e uma nobreza menor à cata de senhorios com uma revolta popular é manifestamente exagerado. A história é o que é. Não há nada de sagrado em haver Portugal. Somos portugueses pelo desígnio de um senhor da guerra. Hoje serve-nos. Comparações com movimentos xenófobos, racistas e gananciosos, de hoje com a nossa história de antanho, soa a falso, como é falso levantar o fantasma de Franco. Nem por ser Halloween pega.
Em 1383, as Cortes elegeram o Mestre de Avis, filho de D. Pedro (ainda que bastardo), Rei de Portugal.
A revolta de 1 de Dezembro de 1640 impediu que Portugal fosse reduzida a uma província, contrariamente ao juramento de Filipe II/I.
Ou seja, em nenhum caso houve qualquer violação do direito, e no segundo impediu-se mesmo que fosse violado.
o rectângulo do zombie antónio das mortes não é viável
lamento dizer que a Catalunha também não
falta Benito, criador da Câmara Corporativa, actualmente com outro nome, mas com as mesmas funções
« L’affaire Puigdemont » empoisonne la vie du gouvernement belge
La présence à Bruxelles du président catalan destitué attise les tensions entre les partis qui composent la coalition au pouvoir.
LE MONDE | 01.11.2017
En savoir plus sur http://www.lemonde.fr/europe/article/20 17/11/01/la-vie-du-gouvernement-belge-em poisonnee-par-l-affaire-puigdemont
Digamos que ” a leste nada de novo” – na Academia Militar de Saragoça continua a fazer-se aquele “inócuo exercício prático” da ocupação de Portugal…
Deixe-se de tretas Luís.
“Sería fantástico unir España y Portugal en un nuevo Estado. Iberia es una unidad de mercado y los españoles y los portugueses nos complementamos. Si hubiera un movimiento de unión de España y Portugal, me apunto. Ya hay proyectos unificados como el mercado ibérico eléctrico que genera más eficacia y mejores precios.”
Dizer que o acima escrito é “propor a anexação de Portugal” só o cobre de ridículo.
Um pouco de água na fervura :
Historicamente os Movimentos Nacionalistas promoveram, em toda a parte, e em todas as épocas, movimentos expansionistas. Usando a história como argumento é relativamente fácil encontrarmos novas fronteiras além ou aquém das de agora. Quer por unionismos dinásticos (Portugal e Espanha). Quer por Impérios mitológicos ( Megali idea).
A Globalização aumentando as interdependências entre países fomenta-lhes um egoísmo altruísta que em certo sentido atenua as rivalidades próprias da Alteridade – a minha prosperidade depende da prosperidade do meu vizinho. Contudo o reverso da medalha desta maior interdependência, da diminuição do risco de conflito entre as partes, é a perda das liberdades a ela associada.
Da maior interdependência das partes resulta uma diminuição da Liberdade do conjunto (válido para qualquer sistema social ou biológico ).
Obviamente as vantagens deste novo globalismo serão tanto maiores para os que o iniciaram. A Globalização resultou de uma necessidade de expansão dos países industrializados. Uma expansão
validada, não pelas canhoneiras, mas por uma nova moralidade – Mercado Livre sinónimo de Liberdade de Escolha; o Mundo como uma Aldeia; O Mundo como uma Comunidade; A Família Humana ( o Liberalismo político passa-se a confundir com o Liberalismo económico ).
Poderia ser de outra forma? Dúvido.
A Terra é uma , mas a gente é apenas quase. Quase…..
Bater-nos-emos valentemente até ao último catalão, para que consigamos preservar a nossa tão querida independência que se encontra permanentemente ameaçada pela aleivosia castelhana.
Haja pão, que circo – aqui ou na Catalunha – já há de sobra.
Só para aquilatarmos da pertinência das preocupações com as pretensões anexionistas dos aleivosos castelhanos, convém lembrarmos as inconfidências memorialísticas daquele recém-empossado embaixador da II República Espanhola que, apresentando as suas credenciais a esse grande anti-imperialista que foi António de Oliveira Salazar, o encontrou preocupadíssimo com uma ingente dúvida que, de viva voz, lhe transmitiu: iria ou não a novel república invadir o seu querido, desenvolvido e libérrimo quintal?
O resto é História: passados uns anos, galhardos “voluntários” portugueses ajudavam a afogar em sangue a democrática República Espanhola.
A tese do liberalismo económico expansionista para a promoção do bem-estar das populações é, por si mesmo, um acto político paternalista que menoriza a capacidade dos cidadãos em, também por si mesmos, encontrarem a fórmula política para reger a sua vida. “Nem só de pão vive o Homem”, é uma afirmação transversal a todos os tempos e a todas as gerações; e que se tem feito sentir de forma significativa a partir dos anos 70 do século XX.
Creio que andamos a dormir à sombra de um pseudo-sucesso material e científico. E para adormecer ainda mais, inventam-se avanços civilizacionais nas mais diversas áreas sociais que mais promovem as divisões e fazem sentir que o sentido da ética e da moral é preceito anti-natural. E vão-se criando bandeiras em torno de grupos que, ao contrário do afirmado, acentuam ainda mais estas clivagens. O que se pretende fazer não é a diferenciação, mas uma homologação por decreto que se pretende Universal e indiferenciada. Vamos todos bater com os burros na água.
Nem mais, meu caro. As liberdades identitárias só são libertadoras para aqueles que numa determinada identidade se enquadram. O Outro fica de fora a observar a “liberdade” cujo edifício se construiu sobre o alicerce da sua exclusão. E assim, de formação de grupo identitário em formação de grupo identitário, se vão atomizando os países e as sociedades, transformados, uns e outras, em quintais onde reina o permanente conflito entre identidades.
Não nos deixemos enganar, pois nada disto é casual: não foi a senhora Tatcher que dizia que não existem sociedades, existindo apenas, isso sim, indivíduos? Pois, a continuarmos assim, lá chegaremos, ao grupo de um: o indivíduo que somente se identifica consigo mesmo. Pelo caminho ficarão os países e tudo o que remotamente se assemelhe a uma sociedade assente num contrato social que a todos sirva.
Vento…..
Com moral ou sem ela a nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer. Não existe qualquer sentido no sentido da vida. Ela corre em sentido à morte.
Estamos sozinhos. Estrangeiros neste e noutros mundos que hão -de nunca chegar…..
As divisões têm-se criado precisamente pelos sistemas ideologicos sendo um dos mais antigos a religião – de um lado os sacerdotes, os intérpretes. Do outro, os interpretados. Nisso honra seja feita ao Protestantismo. Mas com este, em nome da Liberdade, vieram as Quakres, os Ana Batistas……o relativismo. ….o nihilismo religioso, do tudo é relativo. Deus disso isto….mas também o seu contrário. …afinal o que nos quer dizer?
Deus um jogador de palavras…o sentido não está no Logos, mas no Caos….onde tudo se confunde e é confundido.
Meu caro,
o sentido está no renascer. O Homem não é uma invenção, nele não se podem efectuar upgrades. O Homem, tal como Deus, «é um instante que não passa». Portanto, se algum problema existe, este não se encontra nas religiões. Mas no Homem.
Voltando ao renascimento, este só é possível se formos ao encontro da morte, da morte que nos mata enquanto Homens viventes. Descobrir este renascimento ou nascer do Alto permite-nos compreender que essa morte que nos dá conta é perfeitamente derrotada, pois só o Amor venceu a morte. É na cruz que se verifica esta afirmação. E a cruz tem um significado contínuo ao longo da história do cristianismo. Não há cristianismo sem cruz. Mas mesmo com a cruz pode-se viver em alegria. Quem foge da cruz é derrotado. A alegria está em enfrentá-la nas mais diversas situações que se nos deparam.
Por um outro lado, o meu caro aborda a questão do protestantismo e outras mais. Pois vamos a isso. O problema do cristianismo ocorre quando se perde a mística. E por se ter perdido esta mística é natural que andem todos a armar ao pingardelho, sem esquecer os agnósticos e muitos ateus.
O catolicismo, para além de Cristo, tem referências perenes, em seus Santos. Naqueles que foram capazes de aceitar a graça e permitiram que a Glória se manifestasse. Mas tem uma outra referência, a Eucaristia. Esta referência não é memória, é memorial. Memoria significa lembrar; memorial significa actualização. Actualiza-se, isto é, mantém-se o propósito para seja verdadeiramente «uma nova e eterna aliança.», por tal propósito ser transversal a todas as gerações.
Concluindo, o problema hoje reside no panteísmo. Acontece que eu não posso orar a mim mesmo, porque não sou Deus. Mas se o fizer, pretendo ser um deus. Todo o problema da filosofia consiste em saber se Deus na realidade se distingue da natureza.
Confundindo-se Deus com a natureza, faz que nós não tenhamos nada a dizer, uma vez que Deus é tudo e tudo está em Deus. Porém, como dizia Jean Guitton, «Deus está em todo o lado mas Deus não é tudo: Deus está, mas Deus deixa o Homem fazer.»
Neste aspecto, no Deus que se distingue da natureza, católicos e protestantes coincidem.
Deus passou a existir quando criou o Homem
Se a Morte não existisse, Deus não teria sido inventado. Na verdade, é o Homem o verdadeiro Deus, um Deus que, de tão falho e cego na sua perecível megalomania, não concebe o seu definitivo desaparecimento.
Não é essa morte que me preocupa, mas aquela em que se cai vivendo. Esta é grave, e o seu conceito foi aplicado no momento adequado: «deixai que os mortos enterrem seus mortos».
“Quando Cristo nasceu, um evento estelar no céu nocturno guiou três sábios até Ele. No final de Sua vida, quando Ele, lentamente, expirava na Cruz, os céus escureceram do meio-dia até às três da tarde, seguindo-se um terramoto no momento de Sua morte. Só nesta altura, quando o cosmos se pronunciou, é que os soldados romanos se aperceberam que tinham crucificado o Messias. Esta ligação simbólica da ordem do cosmos a Deus e ao Filho (o Logos ou expressão de Deus) – inadequadamente traduzida como “o Verbo” – está bem clara no Prólogo do Evangelho segundo S. João: No inicio era o Verbo e o Verbo era Deus. Ou seja, no inicio era a expressão do Divino e a expressão do Divino era o Divino.”
In Saudades de Maria – Charlene Spretnak
Agora continuo eu. Acontece que o Divino não só habitou entre os homens como também nasceu de Mulher. Não só nasceu de Mulher como também verteu o sangue que a Ela lhe pertence.
Significa isto que a expressão do Divino nunca ocorre na megalomania, mas naqueles e naquelas que se reconhecem “barro” (Húmus) e desejam acolher o Sopro (Espírito).
Ponha-se a caminho: «quem pede, recebe; quem procura, encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á.» Todavia, prepare-se para o padecimento e para o deserto.
Um não passa sem o outro. Talvez por isto se compreenda a afirmação de Cipriano (Bispo): «O que o Homem é Cristo quis ser, para que o Homem pudesse ser o que Cristo é». WeU
E também colhe a afirmação: «Procura-Me em ti e procura-te em Mim».
https://www.youtube.com/watch?v=avzfOL0K
O artigo do “Expresso” é todo um primor de contacto com a realidade histórica…
No dealbar da II Guerra Mundial Franco aproximou-se perigosamente de Hitler? A sério?
Só falta acrescentar que desconhecia quem era Mussolini e que a Guerra Civil a ganhou com a ajuda humana, material e monetária da URSS.
Se o autor do apontamento jornalístico leu o livro de Ros Agudo de fio a pavio, melhor teria sido previamente compulsar algumas obras do Preston, do Viñas e do Hernández Sánchez (entre muitos outros), digo eu.
Apoiar o Estado Espanhol dentro da legalidade que o mesmo tem e não é pouca é que nos compete fazer enquanto Nação Soberana.
Enquanto os Espanhóis estiverem ocupados com os pseudo independentistas catalães que são uma clara Minoria nós Portugueses devemos estar ocupados a resolver os nossos problemas que não são poucos como se sabe.
WW
” Somos um país pequeno, com problemas sérios, e não podemos aderir a frentes débeis, só com o fim de proclamar que – brincamos às democracias.”
Se a Espanha escolher um mal menor para resolver este “callo” da Catalunha e partir para um estado federal, provávelmente os portugueses deveriam começar a pensar em mais cedo ou mais tarde, aderir a esse estado.
Li aqui menções a D.João II; é sabido que uma das razões, se não a principal, para os portugueses de há seis séculos terem resolvido sair daqui do rectangulozinho à beira-mar, foi terem percebido que tal como estava o país não era viável. Depois foram 500 anos de Império, cujo abandono veio novamente demonstrar da inviabilidade de um país reduzido às fronteiras do séc. XV.
Se não acreditam, pensem no país que seríamos sem os fundos europeus, em 30 anos vieram de lá quase 200 mil milhões, e no país que somos apesar desse dinheiro: desde o ano 2000 crescemos em media 0,7% ao ano com uma bancarrota pelo meio. Pela amostra actual, assim continuaremos durante muitos anos.
Eu acho óptima ideia, já se percebeu que Portugal sozinho não se governa. O único inconveniente que vejo é ter de gramar com os taradinhos pouco lavados do Podemos… Por outro lado, não sei se os galegos davam conta disto.
Maria
A Espanha deve se manter una!! em tempo de expansão islamica era uma insanidade total Portugal promover o Caos na Península Ibérica!!! As Forças Armadas de Espanha que entrem em ação…lirismo depois do que aconteceu e está a acontecer no mediterrâneo sul…
Olhando a foto, eu cá prefiro esta, contada um dia por um galego (mesmo da Galiza, note-se!):
Num diálogo ameno, Franco propunha a Salazar a unificação da Ibéria com a junção de Espanha e Portugal. Ao que o nosso governante respondeu:.”Plenamente de acordo, caro amigo. Só que há um problema: Eu já me sinto muito velho para governar um país tão grande!…”