Vou a caminhar pelo Pinhal de Leiria e a certa altura, ao passar por uma clareira, dou de caras com uma sequência de eucaliptos. Sigo através deles por mais uns 10 ou 200 metros e regresso aos eucaliptos. Dou um suspiro. O Pinhal de Leiria não se transformou num Eucaliptal de Leiria.
Muita gente que fala da neve no Algarve no âmbito das alterações climáticas teria a visão oposta.

Calculo que tenha regressado aos pinheiros…
Felizmente. Estava à procura de uma árvore de Natal, não de uma sebenta.
João o que é que andou a fazer, com este frio, no meio do pinhal? Atentado ao pudor?
Náááá. Nem mesmo indo na direcção oposta aguentaria o frio. Felizmente foi noutras alturas.
Nevar no Algarve não prova as alterações climáticas. Também não prova que não há alterações climáticas.
Nunca percebi porque é que um assunto científico como as alterações climáticas se tornou um finca-pé político. Como se o clima fosse de esquerda ou de direita.
Não é de um nemd e outro mas muita gente não percebe os conceitos e escuda-se em ideologia.
Tem toda a razão. A neve ou o calor uma região num determinado momento não prova nada. O tempo extremo (seja de que tipo for) é uma consequência esperada das alterações climáticas, mas como uma onda de calor não prova aquecimento global, um nevão não o desprova. É só isso.
Calma, a lei acabou de ser aprovada.
Faça a mesma viagem daqui a dois anos…
O PInhal de Leiria (apesar de tudo) ainda é grande. Tenho a certeza de ainda encontrar pinheiros daqui a dois anos.
Infelizmente é um processo que dura há muitos anos. Lembro-me de ali passar com os meus filhos pequenos (hoje adultos) e dizer, “Que lindo que é, o pinhal de Leiria com os seus eucaliptos”.
Com o seu sentido de humor não acredito que tenha já filhos adultos
(Vou tomar essa como um elogio 😉 Filhos adultos é o menos, o problema é que já me estão a aparecer netos
Enquanto ainda não reverter a “Que lindo o Eucaliptal de Leiria, com os seus pinheiros”…