Reclamamos muito contra esta sociedade que por via tecnológica nos retira cada vez mais privacidade, mas se o modelo big brother se infiltrar progressivamente no seio desta gente, perseguindo-a e confrontando-a com o abominável espectáculo da sua própria cultura, então esta devassa, que às vezes tanto nos incomoda, valerá a pena.
Ao assistir pela televisão à aplicação da sharia por talibãs paquistaneses a uma miúda de 17 anos, acusada de adultério, fiquei a saber que o governo paquistanês ficou muito incomodado com o incidente e que ia proceder a averiguações.
Acredito que a exposição destas barbaridades aos olhos do mundo faz mais pela luta pelos direitos humanos do que as tímidas pressões diplomáticas, sempre tolhidas pela observância do relativismo cultural.

Concordo, Teresa. Por mais que me repugne e incomode esta devassa permanente da vida alheia, sempre há-de servir para alguma coisa. A desculpa do relativismo cultural não pode sobrepor-se aos direitos humanos mais básicos.
Sem dúvida, Teresa. Devemos indignar-nos com situações destas, venham de onde vierem, existam onde existirem. O relativismo cultural, que nos manda “respeitar” as tradições mais abomináveis, só contribui para perpetuar estas barbaridades.
Ah pois faz, Teresa. Que ninguém tenha dúvidas sobre isso.