Se Assunção Esteves não foi estudanta da Faculdade de Direito, custa-me aceitar que possa ter sido concorrenta ao cargo de Presidenta da Assembleia da República. Todavia, nada tenho a opor ao facto de ser ex-juíza do Tribunal Constitucional. Em todo o caso, depois do discurso que fez, por mim Assunção pode ser o que ela quiser. E se fizer questão disso, até direi que é uma excelente (ou deverei dizer excelenta, Excelência?) Presidenta. Agora, estou certo de que, sendo Assunção jurista, não me obrigará a reconhecer que eu próprio sou um juristo. Da mesma forma que nunca me ouvirão tratar Cavaco Silva por Seu Excelêncio.
A angústia do bloguista (é assim que se diz?) perante o teclado (2)
Rui Rocha,

Caro Rui Rocha,
Obrigado. Faço link no próximo Leituras Cruzadas.
Abraço
Eu é que agradeço, Ana Paula. Abraço.
Muito bem, Rui. Se Assunção é ‘presidenta’, deveremos também passar a designá-la por Assunçona? E Cavaco passará a ser presidento?
Seremos nós bloguistos, Pedro?
Levando essa lógica ao extremo, nenhuma palavra teria género.
Não é nessas coisinhas que a igualdade de direitos entre homens e mulheres se joga.
Não gosto da palavra “presidenta” por motivos meramente estéticos. Se não fosse tão feia, acharia bem que as senhoras que ocupam a presidência de qualquer coisa fossem apelidadas de presidentas; mas assim, prefiro-as presidentes.
Carlos, concordo consigo no que diz respeito à igualdade de género e à questão estética. No que diz respeito ao aspecto “técnico”, os melhores textos que li sobre o assunto são os seguintes (ambos no Ciberdúvidas) nos quais, aliás, o post foi inspirado: id=1903 hp?id=15437
http://www.ciberduvidas.pt/idioma.php?r
http://www.ciberduvidas.pt/pergunta.p
Devo dizer que é raro concordar com os seus posts; quer no tom, quer no tipo de raciocínio, quer nas preferências ideológicas apresentadas. Mas neste, os meus parabéns, acertou na mouche.
ps – uma ligeira correcção: «… estou certo [de] que sendo Assunção jurista …»
Carlos, agradeço a sua franqueza em relação aos meus textos e a este post. Quanto ao conteúdo dos posts, o espírito é mesmo esse: suscitar a discussão e testar argumentos. No que diz respeito ao estilo, é o que é e a minha preocupação é que seja genuíno. Tem toda a razão quanto ao “de”. Vou alterar no texto. Obrigado.
Do melhor ;)) O post e a ex-juíza, uma indivídua superiora em toda a linha!
E “muita eleganta”, Laura.
E tem muita “pinta”, coisa que não me atrevo a dizer de um “presidento” no dia em que tiver de usar a expressão no masculino…
(Também não gosto da palavra “presidenta”. Além disso, os qualificativos terminados em “e” têm a enorme vantagem de servir os dois géneros, sem privilegiar nenhum deles)
Ora aí está uma boa definição de igualdade de género, Ana.
É assim mesmo, Rui.
Chega de cretinices (e das aventesmas que sempre aparecem nestas ocasiões).
Ainda por cima com este calor, Sérgio. 40 graus em Braga. Sem praia.
É preciso lembrar que a brincadeira vocabular veio do Brasil, a propósito da “presidenta” Dilma.
Os brasileiros têm uma relação bem mais liberal (heterodoxa) com a língua portuguesa. E a sua influência é crescente…
É bem verdade, Sampy.
Perdão: ” sua influência é crecenta”.
Pois.