A alternativa que o não é


Adolfo Mesquita Nunes,

Sabendo que sou favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo* há quem me pergunte se a união civil apresentada pelo PSD não poderia ser uma boa solução alternativa.

Tenho respondido sempre o mesmo: seria uma alternativa se o PSD (ou o CDS, se a vier a apoiar) alguma vez a tivesse apresentado para a ver aprovada. Assim sendo, e independentemente da sua maior ou menor virtualidade, é politicamente um nado morto, que serve quem a apoia para ajudar a passar pela questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo com o menor desconforto possível; e enquanto nado morto é uma não alternativa. 

É evidente que essa proposta pode ser analisada e pensada; coisa diferente é tomá-la por aquilo que não é. Não se trata de uma proposta-iniciativa pensada para melhor enquadrar as uniões entre pessoas do mesmo sexo em alternativa ao casamento, de tal forma que nunca foi apresentada nem mesmo quando o casamento foi votado (e chumbado). Trata-se de uma proposta-reacção (legitimamente) destinada a impedir que essas uniões se chamem casamento. 

 

*A minha posição foi expressa num artigo publicado na Atlântico, que pode ser lido aqui. O artigo está já desactualizado, uma vez que há coisas que já não escreveria, assim como há coisas que estão por escrever ou que fui escrevendo por outros lugares. Mas a posição global anda mais ou menos por ali. 

14 comentários em “A alternativa que o não é”

  1. é ja para o proximo ano lectivo que as criancinhas da primaria vão aprender esta fresquinha e modernaça noção de familia ? os manuais escolares ja começaram a ser actualizados? depois do casamento gay, vamos entrar na educação Gay… a caminho da civilização pedofila…

    1. Eh lá, Tric, não vale misturar alhos com bugalhos! Pode não concordar com o casamento entre pessoas do mesmo sexo, com a adopção ou mesmo com as novas fórmulas familiares. Mas a pedofilia é outra coisa completamente diferente, e há muitos heterosexuais (muitas vezes com reputações aparentemente intocáveis) envolvidos nela.

        1. mas quando é que começam a ensinar as crianças na primaria que é normal o João namorar com o Manuel ou com o José…e que é tão normal, quanto namorar com a Maria ou com a Albertina!!??é ja para o proximo ano lectivo? é so loucos…

      1. mas eles tem mudado a concepção de tanta coisa…como Vida Humana agora como o casamento, que o conceito de Pedofilia vai designar relações sentimentais entre pre-adolescentes e a adultos…

        “
        A pureza do primeiro amor é maculada pela miséria e corrupção dos bairros de lata de Manila, espaço onde decorre a acção de The Blossoming of Maximo Oliveros. Maxi, um rapaz gay na pré-adolescência, é profunda e serenamente dedicado à sua família de pequenos ladrões. Ele limpa-lhes a casa, cozinha para eles, lava-lhes a roupa, remenda-lhes os jeans esfarrapados, e, quando necessário, encobre os seus passos.”

        http://oinsurgente.org/2007/09/18/um-rapaz-gay-na-pre-adolescencia/

        quando começam a meter sentimentalismo…

        1. Valha-me Deus, Tric! Diga-me que li mal e que não considera os homossexuais incapazes de ter sentimentos…

          (e eu que não consigi calar-me, bolas. com teses dessas, devia mesmo era deixá-lo a falar sozinho.)

          1. mas não se chocou que passem filmes a promover a pedofilia…eu estava a falar do sentimentalismo pedofilo…é claro que os Gays tem sentimentos…e Poder! e estão construir uma sociedade à sua imagem, modernaça…

      2. Esqueci-me de dizer, Adolfo, que concordo inteiramente contigo nesta questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Estou é já farta do assunto, que tem sido usado e abusado por todas as barricadas políticas para manter o pagode entretido e distraído dos tsunamis financeiros.

          1. Acredito que sim, mas o que menos me importa (desculpa que o diga) é se o assunto se resolve a contento da esquerda ou da direita. Quero é que se resolva – de preferência sem tanto alarido e dividendos políticos – porque é uma questão importante e deve ser regulada.

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