Sobre o Festival da Canção


João Pedro Pimenta,

Pela primeira vez desde os meus dez ou onze anos (saudades dos Da Vinci) dei alguma atenção ao Festival da Canção. Boa ideia, a de o realizar em Guimarães. E houve algumas boas canções e interpretações. Por isso mesmo, é ainda pior que a vencedora tenha sido uma rapariguinha com péssima voz que nem sequer consegue chegar ao fim das notas. Depois da vitória dos Sobral, é bem provável que regressemos aos tradicionais últimos lugares da geral. E em segundo lugar ficou um tipo com uma canção melosa que se destacou por responder aos jornalistas enquanto comia uma banana, e que notoriamente não sabe distinguir entre a excentricidade e a falta de educação. Acho que tão cedo não me apanham a seguir o Festival.

2 comentários em “Sobre o Festival da Canção”

  1. Mau. Então já andamos de novo a fazer figuras tristes? Ora bolas. E logo este ano que o festival é em Portugal. Que gente esta e que falta de brio, senhores. E eu convencida que esta nova modalidade é que ia dar frutos. Está visto que é fruta bichada e de mau gosto.
    Os da Vinci?! Não arranja nada melhor? Assim a Maria Guinot, O Carlos Mendes e mais a festa da vida…

  2. uma rapariguinha com péssima voz que nem sequer consegue chegar ao fim das notas

    Há na canção portuguesa (refio-me ao panorama da música popular em geral) uma terrível falta de profissionalismo. Qualquer pessoa vai para cançonetista sem nunca ter tido uma educação formal, especialmente (é claro) da voz. Comparando com a música pop inglesa, eu quando a ouço muitas vezes não gosto das canções, mas reconheço sempre que os cantores são pessoas treinadas, que têm uma capacidade vocal impecável.

    Ainda ontem estive a re-escutar a “Per Elisa” da Alice, e não pude deixar de me maravilhar, pela enésima vez, com a capacidade vocal da cantora – que, lá está, era uma jovem mas já tinha muita educação vocal por detrás.

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