A morte das livrarias


Pedro Correia,

«O problema não é substituir os livros por um ecrã de um telefone inteligente ou de um tablet — o problema é o mito perigoso de que a “leitura”, mesmo numa forma diferente, está a emigrar de um meio para outro, porque não está. O que se está é a ler diferente, pior e menos, como se está a “saber” demasiado lixo — meia dúzia de performances rudimentares com as novas tecnologias — e pouco saber.»

José Pacheco Pereira, hoje, no Público

40 comentários em “A morte das livrarias”

  1. Isto é lixo , ou uma Piada Infinita?

    https://www.wook.pt/livro/a-piada-infinita-david-foster-wallace/14384825

    Isto é Arte, ou uma retrete?

    https://www.google.pt/search?q=marcel+duchamp&client=ms-android-orange-pt&biw=360&bih=616&prmd=inv&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjozZ6Gl9HZAhVBkxQKHbdrA6YQ_AUIESgB#imgrc=tif-glyVznHbQM:

    Hoje em pleno século XXI ninguém está interessado na Anna Karenina. As dialéticas , as ansiedades presentes são outras, que não o adultério . Escreve-se bem em Portugal : Gonçalo M. Tavares. Afonso Cruz. Walter Hugo Mãe. José Peixoto . João Tordo. Al Berto….

    Pacheco está a ficar velho. Cheio de fel. É o que dá viver enfiado em bibliotecas, no meio do mofo. Longe das pessoas. É só azedume.

    1. Embora Pacheco Pereira tenha rabujado no passado acerca dos “novos” escritores, não é isso que ele está a fazer no artigo ou neste excerto em concreto. Aqui está a afirmar que ler-se no ecrã é uma forma diferente de ler, e menor, do que no papel; e talvez esteja correcto. O ecrã, seja no PC, no tablet, ou no ereader, tem a desvantagem de estar ligado à internet, o que é uma distracção. A leitura, outrora um espaço de solidão e concentração, vai-se corrompendo com leitores com medo de estar silenciosos, introspectivos e consigo próprios. Se a leitura não serve para isso, para que raio serve?

      E, depois, como lemos em tantos reviews no Amazon, há o facto de os ebooks muitas vezes desfigurarem o texto e tornarem a leitura um suplício por estarem mal formatados. É por isso que as vendas dos ebooks andam a baixar.

      Ninguém está interessado em ‘Anna Karenina’? Engraçado, a quantidade de edições que continua a sair pelo mundo fora diz o oposto.

      Gonçalo M. Tavares é prova de que se escreve bem em Portugal? Uau! Vamos ver se daqui a 50 anos se mantém tão bem como a pobre da Anna.

      E honra seja a Pacheco Pereira, ao menos tem a coragem de elogiar a Editora Chiado: “O mesmo me acontece com os livros dessa empresa que não é uma editora, mas dá o nome de Chiado aos livros que lhes pagam para publicar. O que acontece é que há coisas muito más, mas há também alguns ensaios e estudos muito interessantes.” Quantas pessoas confessariam na imprensa que a odiosa Chiado até tem óptimos livros no catálogo?

      1. LMR a minha opinião vale o que vale. Ou seja 0. Mas parece-me que a inquietação da modernidade está mais no alheamento, na solidão , na irreligiosidade, no desespero de alma e não nos costumes (hoje nada é proibido)

        Dostoievski, Kafka, Musil, Bolaňo, Sartre, são para mim melhores escavadores

  2. Digo que nenhum tablet ou telefone inteligente é tão apelativo como o livro físico. E não o digo de cor, tenho por vezes necessidade de ler livros em écran digital. garanto, não é a mesma coisa.
    Também julgo que, na medida em que o número dos que sabem ler cresceu, os leitores parecem ter diminuído. O que não se entende. Os livros estão caros (alguns), mas não são das coisas mais caras que compramos. Julgo que se a leitura dos livros se fizer em modelos digitais, a tendência será para não os ler – ressalvo os apreciadores da leitura, que esses lêem em qualquer lugar e suporte – porque as solicitações imediatas vão impedir esse tempo de pausa. Há um vagar na leitura que não coaduna com aparelhos feitos para a rapidez.

    1. “Digo que nenhum tablet ou telefone inteligente é tão apelativo como o livro físico.” Quando se começou a escrever em pergaminho e papiro houve quem dissesse coisas parecidas: nenhuma dessas coisas que se enrolam não pesam nada e podem arder facilmente é tão apelativa como uma escrita em boa pedra dura e perene.
      É sempre assim quando há grandes mudanças.

      1. Já pensei nessa hipótese muitas vezes: ser eu que resisto, armada em velha do Restêlo. Admito que sim, também. Mas não só. O digital sozinho e por si, é um mundo de faz de conta, que existe mas, simultaneamente não existe. Ora tudo o que temos e somos assenta sobre o corpo, mesmo que seja de natureza espiritual. Talvez venha daí (da existência de livros apenas digitais) um novo padrão de comportamento e o homem mude o seu ser. É possível. Talvez desumanizemos. Talvez não. E também é natural que eu e tantos como eu que vivemos a maior parte da vida num modelo diverso tenhamos alguns problemas de adaptação e nos pareça melhor o modelo que conhecemos. No caso do uso digital, o amor pelos livros vai mudar de certeza.

      2. “Quando se começou a escrever em pergaminho e papiro houve quem dissesse coisas parecidas.

        Onde é que elas o disseram? Pode-me dirigir a fontes bibliográficas?

        1. “Onde é que elas o disseram?” Foi a minha avó que me contou, ela era desse tempo.
          “Pode-me dirigir a fontes bibliográficas?” Fontes bibliográficas não tenho porque a minha avó era analfabeta, é tudo só de ouvir dizer e pode ser que seja mentira.

          1. Se calhar soei agressivo de mais; estava mesmo interessado em possível bibliografia. Há toda uma fascinante área de estudos sobre a recepção da escrita e do livro (Walter J. Ong, Eric A. Havelock) que toca nesses medos da mudança. Platão pôs na boca de Sócrates o medo de que a escrita iria destruir a memória (“Fedro”).

      3. Caro anónimo:
        Concordo consigo. Quando aparece uma inovação é sempre o mesmo: surgem uns a gabar acriticamente porque o que é novo é (necessariamente) bom e outros a desfazer acriticamente dizendo que vem contra o que sempre foi. Ora há (e houve) inovações que triunfam e outras que perecem. Só muitos anos depois se pode concluir alguma coisa. No momento, é preferível aquela agudeza crítica e sagacidade que muitos não têm e, sobretudo prudência, e a até humildade, tentando estudar as coisas com profundidade. Há pouco tempo li um romance sobre a vida da Marquesa de Alorna e achei muito graça ao que a autora lhe pôs na boca sobre a invenção da fotografia ( que estava a acontecer quando a Marquesa de Alorna já era idosa). Não reproduzo aqui porque não sei onde guardei o livro.

  3. Nada se compara ao aroma de um livro novinho em folha.
    Que o prazer da leitura se perdeu pelos meandros dos videogames, videoclips, videochamdas, vodeotextos, videochats… não é dado recente. Vem acontecendo progressivamente há mais de 20 anos. Os pequenos prazeres lúdicos das grandes temporadas de férias de Verão , com jogos de mesa e livros de aventuras, caminhadas , gira-discos, conversas e risos, foram sendo substituidos pela correria e pela confusão de um mês de Agosto assoberbado, sem tempo para ter tempo, sem espaço para espraiar numa praia congestionada. As crianças crescem depressa demais para poderem aprofundar e apreciar seja o que for, tantas as escolhas que se lhes apresentam. Tornam-se nos adultos de hoje com o tempo em tempo contado.
    Lêm apenas e só o que se obrigam, contrariados, como matéria de teste, que esquecem com a rapidez de quem lê enviesado, só porque tem que ler. Não há bibliotecas de bairro, ou itinerantes, ou até clubes de leitura na EB que antigamente era o liceu.
    Quando viajo, levo no tablet dois ebooks, apenas porque é prático. Viajar é para caminhar, conhecer, visitar, desafiar-se… packing light.
    Já em época de férias-como-continuam-a-ser-há-sei-lá-quanto-tempo, aqueles dias que valem por meses, que revigoram, refrescam, animam, aquele tempo que é nosso para dele fazermos o que queremos , não faço por menos de 5 livros.
    Uma espreguiçadeira, água , óculos, ameixas e nectarinas e o inebriante perfume a mar e a livros novos.
    É tão bom.

    1. “. não é dado recente. Vem acontecendo progressivamente há mais de 20 anos” Vem acontecendo há 20 e não é recente?? Uau!!

      1. re·cen·te 
        (latim recens, -entis)

        adjectivo de dois géneros

        1. Novo, fresco.

        2. Que tem pouco tempo; sucedido há pouco.

        “recente”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

        20 anos são peanuts, caramba !

    2. > Nada se compara ao aroma de um livro novinho em folha.

      Gaita, até eu que sou rato de biblioteca me arrepio de ler isto.

      Tanta coisa, desde bebés com a fralda mudada a relvados acabados de cortar, sem falar de cama e mesa …

      1. Bibliotecas cheiram a mofo, relva faz- me alergia , bebés gosto muito, mas na minha idade são impossíveis de fazer, e não é facil arranjar quem mos deixe cheirar, camas , depende, mesas ainda mais…os livros novas trazem recordações felizes..
        Mais alguma coisa ?

  4. É difícil conciliar a soberba intelectual com os erros gramaticais. Onde se lê “a ler diferente” deve ler-se “a ler diferentemente”. O futebolês abrazucado é que já matou os livros, esqueceu-se de dizer o nosso ilustre vira-frangos da quadratura.

  5. Eu lamento, claro, o fecho constante de livrarias, sobretudo em Lisboa. É triste passar por uma fachada e ver um novo “hot-spot” onde costumava haver uma livraria. Mas a verdade é que eu mal faço compras em livrarias hoje em dia.

    Às vezes paro nessas feirinhas dentro de estações de metro, onde há surpresas incríveis e baratas; mas compro antes de mais pela internet aos alfarrabistas do século XXI, os que andam a vender no Coisas, no Custo Justo e no Olx; ou então vou aos sites dos alfarrabistas porque quase todos vendem online. O alfarrabista Miguel de Carvalho, de Coimbra, vai fechar a sua livraria e dedicar-se às vendas online porque já era como fazia o grosso das vendas. Já lhe comprei livros online que nunca lhe teria comprado se tivesse ir de Lisboa a Coimbra para esse efeito. E é por isso que ele vai fechar, porque já não tem clientes físicos.

    Portanto faço parte do problema, se é que há um problema. É algo com que me debato, mas em última análise parece-me apenas a evolução do negócio. Hoje em dia compro mais aos alfarrabistas do que comprava há 5 anos, porque é bem mais fácil e impulsivo comprar pela internet do que sair de casa de propósito para o fazer. A facilidade de pagar, a vastidão da oferta levam-me a comprar mais do que se estivesse fisicamente na livraria. Se estiver lá e quiser um livro que custa 10 euros e só tiver uma nota de 5, digo a mim mesmo que volto lá noutro dia e provavelmente não voltarei. Online, posso comprar até ao limite do que tiver na conta bancária. Logo, não sei se o fecho das livrarias é mau desde que os livreiros tenham outros canais de venda. Temos de nos perguntar o que realmente queremos: comprar livros, ou praticar um turismo nostálgico que transforma alfarrabistas em fósseis exibidos como postais de outros tempos, visitados mas nunca utilizados. Pela parte que me toca, só quero comprar livros e pôr dinheiro nas mãos dos livreiros. Penso que é também isso que eles querem.

    1. Não são muitas as livrarias em que as pessoas atrás do balcão não parecem incomodadas com ter gente a folhear os livros ou respondem com exactidão a coisas simples — essas são as que fecham primeiro. E eu acrescentaria: Bon voyage, motherfuckers (leio muita coisa em estrangeiro). Ou então: Laissez faire, laissez passer (para o Vlad, com um grande abraço). Se calhar vão vender sapatos a seguir. Nós nunca notaríamos a diferença. O problema é se começa a haver um subsídio para salvar as más livrarias (tipo um ordenado mínimo ou coisa assim).

        1. Só uma nota: é um erro pensar que “o grande capital” é outra coisa que não a versão operativa de um Estado de tipo socialista — são monopólios protegidos pelo Estado, que favorece a acumulação de riqueza em grupos que o financiam e que normalmente o resgatam da sua própria megalomania infernal através de operações financeiras e todos os tipos de cosmética contabilística que comprometem as gerações futuras. Como o nosso País está a fazer. Não se trata aqui de um verdadeiro regime de competição livre entre indivíduos.

          1. O conceito “capitalismo” tal como é servido nos restaurantes no meu bairro é pouco operativo — Não creio que descreva uma estrutura económica propriamente dita. É um bordão de linguagem que já nem nas reuniões clandestinas do Cunhal devia fazer sentido na altura — mas continuaram a usá-la porque assusta os jornalistas, entra na água da rede e depois é dado a beber às pessoas nos jardins da cidade 😛

            A acumulação de riqueza não leva necessariamente ao monopólio — o monopólio é o resultado do proteccionismo do Estado sobre sectores-chave onde reside maior capital (através da atribuição de concessões e o controlo do registo de patentes que é acentuado pela falta de investimento nos sectores criativos das universidades — onde o controlo começa logo à partida quer por filha-da-putice quer por inacção) Há uma sobreposição por causa da política, mas não nenhuma relação de causa e efeito entre um regime livre e a formação de monopólios, a meu ver. Os socialismos e as sucessivas invasões de bárbaros de todas as cores à procura de telemóveis apenas têm atrasado a normalização da vida no planeta, sem os quais já estaríamos a assistir à reconstrução de cidades-estado e ao regresso a modelos mais utópicos de organização social baseados na oficina e na troca mais directa (como acontece nos clusters mais desenvolvidos das cidades modernas).

          2. V. em que país existe esse modelo económico?

            Tal como a prática e os produtos do Socialismo Real são bem conhecidos , e por isso é -nos possível” teorizar a sua prática”, também não conhecemos a prática do outro modelo rival?

            Defendes a intervenção do Estado no mercado, no sentido de regulação dos vários sectores produtivos – através de licenças para que uma nova empresa possa entrar no mercado? Diretrizes estatais sobre qual a investigação cientifica a ser desenvolvida? Um Estado Corporativo? É que isso já foi tentado…

            Se o “capitalismo ” e toda a actividade humana se move,segundo a teoria económica liberal, pela busca egoísta do prazer, através da acumulação ilimitada de “capital” como poderias argumentar a imposição de uma proibição de patentes/riqueza -ex: segundo os “economistas” acabarias com a indústria farmacêutica, médica…..

            10 Corporations Control Almost Everything You Buy — This Chart Shows

            https://www.google.pt/search?q=diagram+corporate+ownership&oq=diagram+corp&aqs=chrome.1.69i57j0l3.6269j0j7&client=ms-android-orange-pt&sourceid=chrome-mobile&ie=UTF-8#imgrc=vp0Zk1xPD231LM:

            A Ilusão da Escolha :

            http://static2.businessinsider.com/image/4fd9ee1e6bb3f7af5700000a/media-infographic.jpg

            Sistema Bancário Internacional
            https://www.motherjones.com/politics/2010/01/bank-merger-history/

            Não me leves a mal. Mas a tua utopia não é deste mundo ….

          3. As patentes podem funcionar como os registos dos sites: posso registar uma combinação específica de pó de talco, mas não posso registar “pó de talco” por ser uma categoria geral. É esse tipo de regulação que acho que poderia funcionar. Lembras-te como a Apple queria registar “smartphones com cantos curvos”? As autoridades federais americanas fizeram-lhes um manguito apesar de serem a empresa mais poderosa do planeta.

            Por cá alguém ficou com o monopólio da “cerveja” e, não sendo impossível, há uns anos era muito difícil registar uma marca e abrir um negócio de fabrico artesanal, até pela forma como o conhecimento está cifrado em jargão técnico e embrulhado em funcionalismo público que imediatamente exige que contrates ou subornes um “decifrador”. Esta história da cerveja aconteceu há uns em Coimbra e simboliza bem como o Estado esta entre o voluntarismo da sociedade civil e o progresso como um obstáculo e não como um espaço facilitador. Web Summits? São truques de marketing que interessa aos que têm amigos nas câmaras para reservar bilhetes e criar uma rede de patifaria — como o INATEL e outras merdas do género, onde os comunas e amigos dos sindicalistas reservam para si antecipadamente todos os empreendimentos de qualidade que o Estado construíu para todos. Estilo Venezuelano e maneiras erradas de estar no mundo. Queremos que o Estado construa coisas para todos? Não. Desabitem mas é. A gente cá se arranja.

          4. Percebo-te. Concordo.

            Há uns anos queria candidatar-me a uns fundos comunitários e eram centenas as instituições públicas com funções sobrepostas ( além da informação variar conforme o funcionário que te atendia). Uma baralhação do camandro , que te obrigaria a recorreres às empresas de consultadoria ( algumas dirigidas pelos ditos funcionários )…..conhecimento é poder.

            Mas….

            “posso registar uma combinação específica de pó de talco,mas não posso registar “pó de talco” por ser uma categoria geral”

            Mas é precisamente isso que a indústria farmacêutica faz. Altera uma molécula na família de um grupo de medicamentos – altera a combinação molecular (ex: Benzodiazepinas)- e voilà novas patentes durante 10 anos, para, supostamente , novos medicamentos, supostamente , mais seguros mas que fazem exactamente o mesmo.

            Clonazepam,Diazepam,Alprazolam..tudo mesmo pó de talco.

          5. OK, mas ainda assim — e a indústria e a tecnologia farmacêutica ocupa um espaço particular com conhecimento avançado e muito restritivo à sociedade em geral e essas coisas escapam à maioria — não deixa de haver espaço para novas coisas, não? Por ex. os novos nichos de fabrico de componentes para utilização médica (instrumentos, próteses e o camandro) com as novas CNCs etc. Sei que em Aveiro há algumas start-ups nesse ramo. Ou seja, gente daquela área de conhecimento não é atirada para fora da arena sem sequer ter oportunidade de tentar ou por legislação que bloqueia tudo para favorecer alguns. Aliás, estes novos nichos beneficiam de alguma falta de legislação e é precisamente a esse ponto que eu quero chegar. Um espaço mais livre é um espaço de maior criatividade — que é do que precisamos mais.

          6. Tens razão. Para aumentar a produtividade do país e a sua riqueza precisamos de produtos de alto valor acrescentado. Ex: bionanotecnologia, aplicações tecnológicas. …..mas continuamos a falar na abolição de feriados e aumento do número de horas de trabalho/flexibilidade laboral.

            A Alemanha tem uma produtividade alta devido aos produtos que fabrica (máquinas, farmacêutica, etc). Em Portugal os empresários/Banca preferem Empresas tipo Brisa/ EDP /Hipermercados – sem Risco- e não o investimento em startups tecnológicas (valha-nos a Bial). Precisamos do Estado através de uma mudança na política CGD/ Banco de Fomento ?

          7. Porque temos quase toda a sociedade civil enfiada num escritório a alinhar Diários da República por ordem alfabética, sindicatos que dependem dos tempos políticos e um ensino estatal que adormece a juventude com infantilidades e banalidades da ecologia e não há nenhum suporte ao nível da orientação profissional no 9º e da auto-aprendizagem para o empreendedorismo nos ensino secundário (que neste contexto não é apenas uma palavra na moda). Pelo contrário, o sistema de ensino está desenhado para fabricar empregados de escritório, médicos (boa) e engenheiros com média de 8 para voarem baixinho. Os outros, das bio e das nanotecs e até os das modelagens avançadas em engenharia e automação pisgam-se logo para Londres depois de terem o curso pago pelos avós de Trás-os-Montes que plantaram os eucaliptos para poderem pagar o curso aos pirralhos dos netos porque os filhos foram enrolados pela escola secundária e foram parar a História e a Sociologia.

          8. A Escola não é o principal problema!

            São os malditos modelos de vida vendidos na TV e pelos youtubers – fazer da ignorância, profissão . Os pais deixaram de educar se é que alguma vez o fizeram

          9. Têm ideias interessantes. Nomeadamente a abolição de impostos sobre o trabalho

          10. Isso era excelente. Sempre acreditei que se o Estado tivesse uma dimensão razoável bastaria cobrar IVA para não só não haver deficit como para haver excedentes.

            Mas já desviámos muito a conversa… Estávamos aqui reunidos para dizer mal do JPP.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *