Já li o livro e vi o filme (225)


Pedro Correia,

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       O DOENTE INGLÊS (1992)

Autor: Michael Ondaatje

Realizador: Anthony Minghella (1996)

Por vezes é muito difícil escolher. É o caso. Belíssima longa-metragem (que vi primeiro), galardoada com o Óscar de melhor filme e melhor realização, exibida em Portugal sob o título – mais literal mas mais ambíguo – O Paciente Inglês. Belíssímo romance intemporal sobre o rasto de um amor devastado pela guerra.

15 comentários em “Já li o livro e vi o filme (225)”

  1. romance intemporal sobre o rasto de um amor devastado pela guerra

    Na verdade não é intemporal, uma vez que a guerra deixou de ser intemporal. Hoje em dia já não há, basicamente, guerras entre países desenvolvidos. A guerra é, essencialmente, uma coisa do passado.

    (A memória da batalha clássica foi-se. A bandeira ser-nos-á indiferente.)

  2. E a banda sonora, Pedro?

    Marta Sebestyen

    https://youtu.be/p5FvpgiRqB0

    Não li o livro. Mas vi e revi o filme….no final fingia sempre que algo me tinha entrado “na vista”….mesmo depois de o ver duas ou três vezes….nunca me habituei ao final. Havia nele realidade a mais.

    E de tanto ter gostado do filme desconfio que ao lê-lo veria sempre o filme e não o livro.

  3. “Love, love, you wretched agony,
    why didn’t you bloom on top of every tree?
    On top of every tree, on a leaf of a chestnut tree,
    so that every girl and boy could have picked thee?
    For I picked once, but let it slip away,I picked once and let is slip away.
    I would pick again if I found a good one,a good and nice one,if I found my past love.
    What wouldn’t I do for my past love? I’d spoon the water from the sea,
    I’d pick the pearls from down beneath to bind a pearl wreath my past love, for thee.”

    A centelha divina que nos coube em herança não foi a Razão,mas o Amor.
    A Verdade revela-se apenas num Beijo. O que resta é um faz de conta.

    Mas porque não nasce o amor das árvores, ao alcance de toda a mão estendida? Qual a razão de tanta fome?

  4. Porque sempre preferimos o amor da verdade à Verdade do Amor?

    Enquanto não mudarmos faremos da vaidade motivos de orgulho. Mais que pobres, acabaremos podres.

  5. A água é uma substância química cujas moléculas são formadas por dois átomos de hidrogênio covalentemente ligados a um átomo de oxigênio, sendo sua fórmula química dada por H2O. A geometria de equilíbrio para uma molécula isolada possui dimensões de 0,0958 nanômetros nas ligações O-H, e um ângulo H-O-H de 104°27′.

    A água manifesta-se em seu estado líquido sob temperaturas entre 0 °C e 100 °C e pressão de uma atmosfera.

    Não temos nenhuma descrição para o Amor como esta para a simples água. Eis a prova da existência de coisas que se sentem, se compreendem, sem sabermos delas quaisquer palavras que as contenham. Talvez por isso elas se nos escapem, pois que são as palavras senão formas de conquista?

    Como regra poderíamos estabelecer :

    Tudo o que é importante jaz além da palavra. A palavra, o discurso, não são mais que arabescos de uma pequena realidade.

    Dizem ser 5 os sentidos do corpo. Mas alguém já se preocupou em contar os sentidos alma? E em que linguagem ela nos fala? É o arrepio uma lembrança de algo esquecido?

  6. Existem filmes, livros que nos fazem esquecer quem somos. E outros que nos levam a querer sermos alguém.

    Adivinhem quais nos fazem pior?

  7. Não li o livro, mas além da narrativa, triste e tocante, gostei particularmente da parte da descoberta da Gruta dos Nadadores, também ela tocante, aliás realmente descoberta pelo verdadeiro Almásy.

    Sobre os intérpretes, Ralph Fiennes é actores que mais admiro, e de Kristin Scott Thomas retive esta nota elucidativa: http://noite-americana.blogspot.pt/2012/05/uma-estrela-de-cinema.html

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