Admirável mundo novo


Ana Vidal,

 

Estive hoje numa reunião curiosa: seis mulheres (de diversas idades) em volta de uma mesa, a discutir assuntos relativos a uma grande empresa do país. Metade delas pertencia à cúpula executiva dessa empresa. Homens? Só um, e por breves momentos: entrou silenciosamente, serviu cafés e águas e saiu da mesma forma discreta.

29 comentários em “Admirável mundo novo”

  1. Curioso… nos últimos meses tive várias reuniões com vários homens a discutir assuntos relativos a grandes empresas. 80% pertenciam à cúpula executiva das empresas. Mulheres? As recepcionistas. Será assim tão novo este mundo?
    (Sim, estou a meter-me contigo, apesar do relato deste comentário ser verídico). 🙂

    1. Ah, eu sabia que pelo menos um havia de ficar picado!

      Mas é por isso mesmo que eu lhe chamo “mundo novo”, Mike: estatisticamente, a minha reunião de hoje ainda é uma novidade, embora não seja caso único. Mas há poucos anos ainda era impensável este quadro.

      1. Pronto, está bem, a ética manda que não digas qual era a empresa mas eu quase apostaria que era de tuparwares. (gargalhada abafada a custo)

  2. Eu escrevo bastante…escrevo textos e roteiros de maneira informal. Tenho um certo e restrito reconhecimento na área, mas AINDA não vivo disso…
    Na vida real dirijo um departamento de uma empresa de porte médio. Desde o primeiro dia em que assumi o departamento senti olhares de incredulidade da ala masculina da empresa (a tal cúpula executiva).Ouvi algumas gracinhas e tenho certeza que alguns colegas torceram contra o meu sucesso muitas vezes, afinal eu era do sexo frágil e meu lugar não era aquele.Só que ” Veni, vidi, vici ” e hoje, pelo menos, respeitam minha opinião :o)
    Como eu aprecio este admirável mundo novo…

      1. Lá na empresa , que não é Tuperware….rs…., a coisa é bem equilibrada!!!
        Hoje, pq anteriormente a maioria era masculina :o)
        A diversidade torna a empresa mais produtiva sim, pq os pontos de vista são muito diferentes e a discussão positiva leva à uma decisão mais bem elaborada :o)

    1. Eu prefiro-as dirigidas por competentes, sejam homens ou mulheres.
      E muito me admira que as mulheres que se bateram pelas quotas não venham agora defender, em coerência, quotas para médicos, juízes, professores, etc. (todas aquelas profissões que estão a ficar “femininas”). Ou o problema só existe quando os homens são mais?

      1. Não me sinto atingida, caro Pepe. Nunca me bati por quotas, muito pelo contrário. E também dou mais importância à competência do que ao género. Limitei-me a dar conta de uma situação invulgar, pelo menos por enquanto.

        1. Eu não faço “posts” ou comentários para atingir ninguém.
          Apenas para dizer o que penso, em liberdade. Enquanto a tenho.

          1. E faz muito bem. Mas comentou num post meu, e exactamente pela mesma razão – o uso da liberdade a que temos direito – respondi à sua pergunta.

      1. São mais organizadas, mais objectivas, têm um sentido de aproveitamento do tempo muito mais apurado e não se perdem em derivações intermináveis nem em considerandos sobre futebol e outros desportos, com ou sem bola.

        1. Acho que tens razão. As mulheres tendem a centrar-se no essencial e aproveitar bem o tempo, de facto, porque têm quase sempre dois empregos: assim que acaba o remunerado, começa o outro…
          Resta-lhes pouco tempo para futebol e afins.

        1. Claro que têm de ser mais rígidas, Mike. Educar filhos não é tarefa fácil e cria o hábito do rigor e da exigência… 🙂
          Mas também são mais humanas e compreensivas quando há problemas pessoais envolvidos.

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