O se hace la Revolución o se hace el ridículo


Diogo Novo,

“Están pasando más cosas increíbles de las que un cerebro normal puede procesar. Lo asombroso del procés no es que los ricos hayan organizado tomas de palacios para ampliar salones solo por sentirse bolcheviques durante un mes -octubre, naturalmente- sino la inmensa cantidad de gente que cree que no tendrá factura cruzar el río subida al escorpión. (…)

Nadie ha definido mejor el papel que la burguesía catalana se ha reservado en el procés: darse un capricho. Para poco menos que hacer caer el capitalismo. Una caída que, si alguna vez se llegase a producir, pagarían los mismos que llevan pagando las fiestas toda la vida, como se ha comprobado recientemente en España. Porque solo hay una cosa clara. Cuando esto termine -sea con victoria o derrota, signifique eso ya lo que quiera que signifique-, y lleguen las consecuencias del destrozo, unos se quedarán pagando la factura y otros se irán corriendo a refugiarse en su desconsideración y su fortuna.”

 

Manuel Jabois, “Regálate un capricho“, El País (20.10.2017)

4 comentários em “O se hace la Revolución o se hace el ridículo”

  1. Mas no entretanto dança -se como nunca mais se dancará!

    Qualquer processo de mudança implica sofrimento. Quantos, ao longo da história, se sacrificaram em nome de uma Ideia?
    (Liberdade ou Morte )

    O Ideal é um deus sobre o altar do qual serão sempre necessários sacrifícios humanos.

    O parto da Liberdade, como qualquer nascimento, é acompanhado de sangue e fezes. A nobreza de um ideal é tanto maior quanto mais sacrifício exigir. O herói é -o apenas pela extrema unção. (Morte e Ideal; Luta e Ideal)

    E no altar do sacrifício desse Grande Deus, O Ideal, o sangue das libações foi, é e será sobretudo daqueles que menos compreendem o Ideal, mas em nome do qual furiosamente lutam.

    Não é o dedo que prime o gatilho que mata. É a Ideia por detrás do dedo.

    1. “Qualquer processo de mudança implica sofrimento”. Por isso é preciso pesar bem porque a mudança só se torna necessária se for para atingir um bem maior do que aquele que já se tem. Não me parece ser o caso, pelo que é tudo uma patetice de revolucionários de pacotilha, adolescentes serôdios.

      1. Xico, se puder votar, vote nas eleições catalãs.
        Defendo o Referendo/ repetição do referendo sob escrutínio de instituições internacionais

        1. É fácil ser a favor do referendo, mas o referendo é contrário à constituição. O governo de Espanha, qualquer que ele seja, não o pode aceitar sem uma revisão constitucional.

          Já fizeram 2 referendos à margem da lei. O resultado é que metade da população não acode. Quando apelidaram as eleições regionais de “plebiscitárias”, a participação foi recorde mas não conseguiram maioria.

          Se não reconhecem a constituição e o estatuto, se acham que têm mandado para isso, declarem a independência duma vez e lidem com as consequências disso, como nação independente e livre que serão (ou não).

          Não adianta nada andar a pedir diálogo quando o único que se quer discutir é uma secessão, claramente inconstitucional. Essas coisas fazem-se, medindo as consequências, não se dialogam pedindo a todas as partes que se situem à margem da lei, só porque a alguns lhes convém.

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