Frases de 2017 (42)


Pedro Correia,

«A direita, que nunca gostou das eleições [autárquicas], tem saudades dos regedores.»

José Pacheco Pereira, ontem, na Quadratura do Círculo

14 comentários em “Frases de 2017 (42)”

  1. Eu gostaria de saber o que entende ele por “a direita”.
    Será uma direita sociológica, não necessariamente partidária?
    Será somente o CDS?
    Será também o PSD? Mas ele é membro do PSD… Estará ele a falar dele mesmo?

  2. Este “supositório para hemorroidal” já se esqueceu que concorreu a uma câmara pelo PSD ( com uma estrondosa derrota)

    Se ele tivesse vergonha na cara, há muito que tinha entregue a “Raspadinha” do partido … a tal que lhe deu muito dinheiro a ganhar… Deputado/ UE…

    1. Se o PSD tivesse vergonha na cara já tinha rebatizado o nome do partido…Pacheco Pereira foi deputado numa altura em que o PSD era de facto Social-Democrata…Vergonha deveriam ter todos os sociais democratas, herdeiros de Sá Carneiro, perante o que andam a fazer ao partido

    1. Porque tinha que ser com o do Marmeleiro? Bata com o seu e não com o pau dos outros, meu ganda socialista!!!…

  3. Pedro, primeiro seria necessário definir-se o que é ser-se de Direita.

    “No espectro político, a direita descreve uma visão ou posição específica que aceita a hierarquia social ou desigualdade social como inevitável, natural, normal ou desejável.Esta postura política geralmente justifica esta posição com base no direito natural e na tradição.”

    Se for a esta Direita que Pacheco Pereira se refere entendo-o na perfeição.
    É a Direita que habituada ao sermão de domingo se habitua a ver a culpa em todo o dobrar de esquina. O pobre é pobre, ou o desafortunado é desafortunado, não devido a um processo inerente ao funcionamento do próprio sistema social, mas sim a um fatalismo genético darwinista – o pobre é um estado natural que reflecte uma incapacidade individual. Esta incapacidade, sendo uma fatalidade (nada há a fazer), não merece que a combatamos mas sim que lhe respondamos, ad hoc, com obras caridosas. As que permitem aos muito ricos um alivio de consciência pelas ganâncias bíblicas.

    Desta forma colam-se aos menos dos mais (os pobres), características morais que lhe são próprias – Calvino falava na predestinação – para que tudo continue na mesma e para que os que deles comem o façam sem grandes enjoos – a boa digestão requer uma boa consciência. Calvino, Deus assim o quis….os Darwinistas/Neoliberais, ou os defensores da lei da selva, vêm na aniquilação dos menos adaptados ao oficio do viver, imoralmente, uma condição substantiva para o fortalecimento do conjunto. Também a Selecção Natural extingue os menos aptos (esquecem-se que todo o humanismo e toda a ciência visaram precisamente a libertação do Homem de todo e qualquer castigo natural – todos devem ter iguais oportunidades independentemente das suas capacidades – Libertação do Homem da Tirania da Lei do mais forte)

    Outra das características atribuídas ao conjunto dos deserdados – de uma forma geral, negros, mulheres, etnias, que não brancas, etc – é a da infantilização. Justificam-na mais ou menos assim. Ao pobre, ao preto, à mulher, está-lhe associada um deficit de pensamento – não tolera sequer que essa falta de pensamento se deva a uma falta de escolarização, ou de opções culturais que lhe são negadas/impostas (diz-me onde nasceste, dir-te-ei quem és). A partir destas e outras definições gerais do sub-humano, caberia à elite decidir por ela e para bem dela….perdoa-lhes, Pai, pois não sabem o que fazem….e neste seguimento surgem os regedores, ou os comendadores que noutras alturas douradas decidiam a vida do pobre – a maior ajuda que lhe poderiam fazer, tendo em conta a ordem natural das coisas, era permitir que o filho tivesse uma pobreza melhor que a do pai. A isto chamavam progresso

    Pedro, não estarão longe os tempos em que o Direito ao Voto será direito apenas do Contribuinte (quem paga decide….Democracia S.A)

    1. Apenas uma adenda, antes de me chamarem comuna, pestilento judeu internacionalista, ou exigirem a minha empalação, o que seria irónico uma vez que me dedico a Vlad, outrora Empalador:

      Mais Forte=Mais Selvagem…

      OU como dizia o revolucionário:

      Ninguém Reina Impunemente.

      Ou como dizia um empresário, bem pensante, a um jornalista que lhe perguntava: -O que é o poder?

      – O Poder é a Impunidade

    2. A Direita tem por essencial a noção de dever.
      E se sempre concede ao Estado exprimir em leis os direitos, sempre lhe requer que cuide de só excepcionalmente os não condicionar a deveres.

      É ao Estado que comete a execução de políticas conformes a esses princípios, e deixa aos cidadãos o direito às pieguices que constroem os mantras da esquerda, amplamente exemplificados no comentário acima; e que empestam as políticas abrilescas desde há décadas.

      1. “empestam as políticas abrilescas desde há décadas”

        “às pieguices”

        O JgMenos é demais!!!

        É tratar dessa canalha à canelada não é ganda Jg!!??

      2. Todo o dever deve ser justificado pelo Direito. E o primeiro Direito é o que confere a cada um de nós a possibilidade de viver e ser feliz. Nisto assenta toda a doutrina do Liberalismo e da Democracia. A Liberdade é um direito e não um dever. O culto dos deveres, ou a submissão do Direito ao dever é próprio de sociedades corporativas, e fascizantes. O único dever é o dever ao Direito. Se o Estado abdicar deste dever poderá apenas contar com uma liberdade que cai por descuido de uma mesa qualquer.

  4. O José Pacheco Pereira foi sempre um comediante. De eterno desalinhado, de saudoso cavaquista a péssimo deputado, péssimo apresentador de um débil programa “cultural” televisivo, fica a paródia das suas afirmações. Está perfeitamente enquadrado na “quadratura”.

  5. Eram os regedores mais baratos e não se lembravam de fazer estâncias de pic-nic em todos os recantos disponíveis às portas dos potenciais comensais.

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