Os novos censores andam aí (3)


Pedro Correia,

_78061345_m8050619-pregnant_women-spl[1].jpg

 

A “linguagem inclusiva” chegou à medicina, já patrulhada pelos pelotões da correcção política. E nem a obstetrícia escapa. Expressões na aparência inócuas, como “futuras mães”, são seriamente desaconselhadas pelo seu potencial “ofensivo” ao perpetuarem “estereótipos de género”. Ao ponto de a Associação Médica Britânica, no seu mais recente manual de normas de comunicação, adoptar como padrão uma fórmula neutra: “pessoa grávida”. Justificação: só assim será possível “respeitar os transexuais e transformistas.” Neste folheto de 14 páginas, intitulado A Guide to Effective Communication: Inclusive Language in the Workplace,  é também desaconselhado o recurso a expressões como “nascido homem” e “nascido mulher” por serem “redutoras e simplificarem o que é complexo”.

74 comentários em “Os novos censores andam aí (3)”

  1. As recomendações são idiotas, mas continua a confundir recomendações com censura.

    Então pode dizer-se o que se quiser em nome da liberdade de expressão, mas fazer uma recomendação não fica ao abrigo da liberdade de expressão.

    Deixe lá os patetas desaconselharem o que quiserem, não caia na patetice de considerar que desaconselhar deveria ser censurado, ou seja, proibido.

      1. Ah … ah … ah … muito bom!
        Incrível, como a patrulha ideológica não dá tréguas, impressionante …

      2. Podem, sendo o parto por via anal.
        Cuidado “meninas” vão parir a Coreia do Norte, porque as enfermeiras parteiras cá do burgo, vão entrar em greve de assistência de parição..

    1. Concordo consigo. Aconselhar ou desaconselhar não deve ser proibido ou censurado. Mas há forma de aconselhar ou desaconselhar que podem ser mais ou menos “ordens” encapotadas.

        1. Depende. Qualquer causa fundamentada em práticas censórias deve ser censurada. Violência de género…etc

          1. Artigo 37.º da Constituição:

            1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.

            2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.

          2. Um guia oficial não é um exemplo de liberdade de expressão! Este guia é sim, exemplo de um atentado à liberdade de expressão (e aos bom-senso, etc).

        2. Pense lá bem que isso não faz sentido.

          Não se pode propagandear a pedofilia, ou o racismo.

          Imagine um anúncio a um produto químico que dissesse que era o ideal para cometer assassínio.

          De qualquer modo quando alguém recomenda que se diga algo não está a censurar. A menos que considere que receber uma indicação é uma forma de censura.
          Por esse princípio quando diz que a Associação Médica Britânica não pode fazer recomendações está a censurar a Associação Médica Britânica.

          1. A Constituição também tem um artigo que impede que um Banco/ Fisco retire a habitação a uma família – Direito à Resistência.
            Invoca-se a Constituição quando dá jeito….um pouco como a reza de domingo de manhã

          2. Em abstracto, o direito de resistência – não expressamente consagrado na Declaração Universal dos Direitos do Homem – só é legítimo na ausência do Estado de direito.

            A nossa Constituição passou a reconhecê-lo de forma autónoma a partir da revisão de 1982.
            Com este articulado:
            «Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.»

            Em concreto, configura-se essencialmente na chamada legitimação da desobediência civil. Com destaque para a objecção de consciência, também reconhecida na nossa Constituição e regulamentada na lei (serviço militar, interrupção voluntária da gravidez, experimentação animal, reprodução assistida…)

          3. Pensava que na Constituição o Direito à Resistência se relacionava com o Direito individual de resistência perante um Estado que “deixe de ser pessoa de bem”. Por exemplo a Constituição diz que mais importante que as obrigações fiscais dos cidadãos, é o Direito à sobrevivência, expresso no direito à habitação e alimentação. Assim na impossibilidade de pagar impostos e comer a Constituição protege a vida do indivíduo, não permitindo que o Estado o obrigue a pagar impostos ou dividas à banca quando o indivíduo se revele incapaz e o Estado não lhas garanta. E não é só sobrevivência, mas sim vida condigna. Assim como o Direito que um país tem de não pagar dívidas quando estas forem Odiosas – contraídas sem benefícios para a população

          4. Não há direitos sem deveres. E no capítulo dos deveres, nomeadamente dos cidadãos face ao estado, o cumprimento das obrigações fiscais figura em lugar cimeiro.

          5. “Assim como o Direito que um país tem de não pagar dívidas quando estas forem Odiosas – contraídas sem benefícios para a população “

            O problema põe-se quando voltar a precisar de dinheiro… Não serão certamente os particulares de boa fé que compraram dívida emitida pelo estado faltoso e que se viram roubado, que voltarão a emprestar…

            E as entidades públicas internacionais, idem, até por força dos próprios estatutos.

          6. Portugal – um dos países mais corruptos do mundo – apenas de um modo hipocritamente formal – pode ser considerado um estado de direito.
            Na prática não o é.

          7. Isso não tem consagração constitucional… E se no caso do fisco, está nas mãos do governo autolimitar a sua ganância, já no caso de dívidas entre particulares é uma questão difícil. C pede-lhe dinheiro a outro particular. Se só tiver como património a casa para dar como garantia será difícil que alguém lhe empreste dinheiro…

          8. Em princípio, quem não tem a certeza do emprego – deve ponderar as obrigações que vai contrair. Se fosse inquilino não pagaria IMI…
            Simplesmente, em Portugal o mercado de arrendamento foi tão distorcido que levou pessoas que não deviam comprar casa a fazê-lo ( Portugal tem mais proprietários de casas do que a Alemanha, o que nos devia, talvez a meditar um pouco…).

          9. Dyr, quem nos dias de hoje tem alguma certeza quanto ao futuro laboral? Sendo os salários médios baixos resta o crédito e é precisamente isso que a banca quer. Negócio da dívida….e ter-nos na mão

          10. O artigo 37 da Constituição faz sentido.

            O que não faz sentido é aplicá-lo quando alguém faz livros de ensino que são pedagogicamente errados e rasgar as vestes porque alguém diz que os livros são errados. Parece que a CIG não tem direito ao artigo 37.

            Com o todos os artigos tem de ser interpretado à luz da lei e dos outros artigos. Está-me a dizer que a proibição de pornografia infantil, p. ex. é inconstitucional?

            Com esta história toda continuo sem ver uma justificação técnica para aquele tipo de livros da parte da editora. E continuo sem perceber como é que se continua a confundir censura com recomendações.

          11. Mais pedagogicamente errada é a CIG que tem um guia para a Cidadania e Igualdade de Género para o pré escolar em que dedica 6 páginas (em 176) às características daquela idade e mesmo assim é muito por alto… ou seja: vamos basear toda a nossa abordagem em ideias pré concebidas em vez de partir dessa inconveniência chamada realidade (há mais 3 guias, mas não tive paciência para ver se são tão bons como o outro).

            Quanto à censura/recomendação: a CIG depende do Ministro Adjunto, não é uma entidade independente, o que também lhe retira credibilidade. O Ministro emitiu um despacho em que basicamente “ordenou ” à CIG que recomendasse a retirada ou seja, tudo indica que a decisão partiu do Ministro e não da CIG.

            A recomendação não vem de queixas das familias nem de alguém que se tenha sentido lesado pelo conteúdo do livro, tanto mais que os livros tinham sido lançados há mais de um ano.

            Ou seja: há um político que interfere – ou tem o poder para interferir – na actividade da editora e na escolha dos consumidores através dos serviços que tutela. Isto entra na minha definição de censura (que é muito lata).

            Não consigo perceber como é que um país que enche a boca com o 25 de abril e liberdade e portas que Abril e abril abriu e etc… etc.., etc… convive pacificamente com situações destas. Pior, acha normal e razoável que aconteçam. Cada vez mais acho que os portugueses convivem mesmo muito mal com a liberdade.

          12. In tese é defensavel a pedofilia e escrever sobre isso. E é defensável defender e até convidar as pessoas ao suicídio.
            Coisa diferente é publicar um nome de um produto concreto que pode provocar a morte.

          13. In tese NÃO é defensável a pedofilia, bastaria ter um filho ou neto vítima de um pedófilo, para a sua Consciência Moral nem sequer lhe deixar fazer tal afirmação, no entanto, andam a programar essa ideia, talvez por, internacionalmente, o topo e, respectiva criadagem, estar cheio de pedófilos.

            Não é por acaso que a Europa está a ser invadida por homens cuja religião acha normal violar raparigas e rapazes dos 7 aos 12 anos, digamos que querem “habituar” os europeus a anormalidades, europeus que, há muito tempo, já se distanciavam dos animais mas, com a desculpa da religião, passou a ser normal fecharem os olhos às mais de 200 violações diárias, como no caso da Suécia sejam crianças ou adultos e, até, abrir excepções para casamentos com menores de idade. Tudo saído dos mesmos que apregoam “igualdade” mas, se for cidadão europeu vai preso, se for de fora, tem desculpa. Uma boa maneira para nos irem mudando para outro tipo de Mundo.
            Neste momento, quem não se conhecer a si próprio e, não tiver bem afinadinha a Consciência Moral e o Livre Arbítrio vai na onda e, novamente, podemos voltar a G.Orwell e de como fazer, com palavras, lavagem cerebral às massas:

            “Guerra é Paz” – A guerra (negativa) leva à paz (positiva), portanto, a guerra é positiva.
            “Ignorância é força” – Ignorância (negativa) leva à força (positiva), portanto, a ignorância é positiva.
            “A liberdade é escravidão” – A Liberdade (pensada para ser positiva) leva à Escravidão (negativa), portanto, a Liberdade é negativa e desaconselhável.

            Neste momento, a Europa está a ser destruída, por dentro e, de várias maneiras, não só economicamente (BCE diz que vai teclar mais um quarto de trilião até ao final do ano), apenas mais Dívida para os europeus mas, nada escapa, desde Valores Morais à própria Cultura europeia, a razia vai a ser completa e, basta ver a perda de território europeu, onde às no-go zones, nem a polícia se atreve a entrar. Se isto é integração, quando a maioria que chega à Europa se pendura, nos impostos dos europeus, pois são raros os que querem trabalhar, mesmo casados com mulheres (mais do que uma) que são para ficar em casa, a procriar e receberem mais dinheiro grátis. Com isto, estão à espera que aconteça o quê à Europa?
            Tudo isto, estava Agendado, onde equipas de think tanks programam estratégias, com décadas de antecedência, para atingir determinado objectivo mas, isto, também já por aqui tinha explicado.

            Numa entrevista, polícias suecos garantem haver armamento nas ruas como se fosse no Paquistão mas, isto, podem ter a certeza que não ouvem nos mídia “tradicionais” onde as notícias há muito que são controladas, só lhes falta controlar a net mas, com as Leis alemãs e francesas contra a Liberdade de Expressão, vamos a caminho, da última porta se fechar.
            Quanto à pedofilia, pode haver áreas “cinzentas” como alguém ter 17 anos e 9 meses e se, realmente, deu verdadeiro consentimento na relação mas, isso, caberá a um juiz avaliar esses casos raros.

            Quanto a convidar ou tentar convencer pessoas ao suicídio, NINGUÉM tem o Direito de convidar ninguém ao suicídio e, muito menos, legislar, outra coisa, entre muitas que será exclusiva e do foro íntimo do próprio, porque isto de tentar manipular ou mandar nos outros, só pode sair da cabeça de quem já tem a lavagem cerebral quase concluída. Há que distinguir entre o que é Público daquilo que é do foro Privado mas, isto, é precisamente o que andam a tentar misturar.

            Porque será que passou a ser tão fácil mandar na vida dos outros?
            A regra mais básica da convivência humana é muito simples:
            Tratar todas as outras pessoas como se fossem donas de si próprias porque cada um é, realmente, dono de si próprio.
            Podemos concordar em algumas regras para facilitar a interação no espaço público, como acordar de que lado da estrada se deve conduzir mas, passar a convidar pessoas ao suicídio, eu diria que, antes, essas pessoas, deviam fazer uma prévia demonstração prática ou seja, darem elas o exemplo.
            Se todos dessem o Exemplo, daquilo que querem que o Mundo seja, em vez de diversos tipos de autoritarismo sobre a vida dos outros, garanto que o Mundo seria bem melhor.
            Entre facilitismo e preguiça, é muito mais fácil exigir aos outros, esforço, empenho ou disciplina, já só falta convidar para, depois, obrigar ao suicídio.

          14. A Associação Médica pode emitir opiniões médicas. Como qualquer associação está (auto) limitada pela sua especialidade.
            Os termos do guia nada têm de médicos. São políticos.

    2. Meu caro, podemos, então, tentar aferir do valor jurídico da tal recomendação!!
      Em 2010 foi estabelecido, como lei, no Reino Unido, um corpo de normas nomeado de “equality act 2010”, aplicável a “Services, Public Functions and Associations”; servindo de guia interpretativo e integrador de comportamentos que se coadunam com o tal “equality act 2010” – “if a person or an organisation who has duties under the Equality Act 2010’s provisions on services, public functions and associations does what this guidance says they must do, it may help them to avoid an adverse decision by a court in proceedings brought under the Equality Act 2010”
      A British Medical Association representa os médicos britânicos como associação e organização profissional!
      Qual então o valor jurídico da tal recomendação!!??

      1. Apreciemos, à luz da tal recomendação, a seguinte hipótese:
        Z que se identifica com o sexo feminino, apesar de ter orgãos genitais masculinos, e que se prepara para ser mãe tendo aprazada a entrega de filho provindo do expresso cegonha paris.
        Enquanto aguarda consulta de urologia em estabelecimento hospitalar, em ala contígua à obstetrícia, queda-se visivelmente transtornado, com evidentes sinais de dor física e psicológica, ao ouvir um médico referir-se a uma pessoa como mulher grávida e futura mãe.
        Isto porque Z se sentiu violentamente descriminado uma vez que também seria futura mãe, sentido a expressão mulher grávida e futura mãe como uma estocada, porque redutora para todas as mães e erroneamente atributiva da exclusividade do facto às mulheres grávidas.
        Z demanda, hoje, judicialmente o médico ao abrigo da lei “equality act 2010” e tendo em conta a recomendação da BMA.

          1. Os meus apetites são de macho alfa. Mas quem sabe se um dia não opte pelo vegetarianismo. Uma coisa é certa. Gosto de inovar.

          2. Não existem mulheres XY. Basta ter um cromossoma Y para, na Biologia, ser macho. Em biologia, o cromossoma Y confere a masculinidade, enquanto que o X a viabilidade biológica. Se 2 espermatozóides Y se fundirem, dando um zigoto YY, este não terá viabilidade biológica.

          3. Adelaide não é verdadeiro o que diz. Existem fêmeas com genótipo xy. E ser macho, ou fêmea é cada vez mais uma questão ambiental.

      2. Terá de perguntar a um advogado, que não sou.
        Tenho uma certa tendência em considerar que recomendação é diferente de obrigação mas é tudo.

        Não li a recomendação, só faz sentido em documentos dirigidos à população de grávidas em geral. Se o obstetra não sabe se a doente é uma mulher ou um transexual alguma coisa anda mal.

        O que eu queria salientar é esta moda do anti-politicamente-correto que anda tão assanhada que acaba mais controleira do que os controleiros do politicamente correto. Já se vão buscar exemplos ao RU e aos EUA por falta de material nacional.

        1. Não tardará, cá chegará a mesma sanha!!
          It has begun; O Público hoje mais parece uma edição do Guardian dos anos 90. A linguagem vai-se consolidando. Os conceitos vão-se, insidiosamente, impondo!
          E vão em crescendo.

          Eu tentei, acima, explicar que a recomendação é relativamente vinculativa, porquanto a interpretação da BMA face à lei “equality act” será atendida, certamente, pelos Tribunais!

          1. Clara como água, a sua observação quanto ao carácter vinculativo da referida “recomendação”. Designadamente para efeitos jurisdicionais.
            Os patrulheiros andam atentos, impondo a novilíngua. Não tardará muito e serão criminalizadas palavras como cego, gordo ou anão. Tribunal com quem as proferir. E ai do juiz que não condenar: é pendurado no pelourinho activista das “redes sociais”.

          2. Sim caro Pedro Correia, e não sei o que seria mais relevante que a sua relevância para efeitos jurisdicionais!! (mas não se trata de censura, tão somente uma recomendação!!) Ninguém quererá pelejar no foro apostando, e arriscando, o seu ganha pão!!

          3. Os novos censores usam as “redes sociais” como pelourinhos. E já há governos tornados censores usando as “redes sociais” como alibi.
            Esses que andam a levantar os novos pelourinhos ainda não perceberam a perversidade da coisa. Alguns acabarão também pendurados neles. Novos Dantons, novos Robespierres: a criatura acabará por ganhar autonomia, virando-se contra os criadores. Seguindo o exemplo da guilhotina, sua feroz mana mais velha.

          4. Não sou advogado mas “relativamente vinculativa” parece-me uma contradição nos termos.

    3. Se um médico repetidamente não cumprir as normas “recomendadas” pela associação, o que acha que lhe acontece?

    4. “Deixe lá os patetas desaconselharem o que quiserem”

      Infelizmente, não podemos deixar passar os “patetas” (por sinal bem espertalhaços) porque é um mal que se está a espalhar a nível Global e, quem quer implementar um Governo a nível global, sabe muito bem o que anda a fazer.
      Hoje, quem não souber o que é Fascismo, como pode lutar contra ele?

      Nunca foi tão importante, como hoje, lutar contra tudo o que promover o controle e a centralização de Poder, no fundo, a essência não só do Fascismo, como do socialismo ou comunismo, uns poucos controlarem a maioria e, quem quer um tal de Governo Global, este só pode ter características de um governo totalitário e, cada vez, o Livro de George Orwell vai ficando mais actual, por acaso?

      O Plano para um Governo Global já vem de muito longe e, aquilo que não perceberem ou não fizer sentido, podem crer que faz todo o sentido se tiverem em conta o Objectivo Final.
      Deixar o padrão ouro, para uma minoria poder criar dinheiro no teclado, baseado em nada, faz todo o sentido para transformar Nada em Bens Reais que vão sugando a países com Dívidas Impagáveis, feitas com esse dinheiro virtual.
      Nunca esquecer que mesmo no tempo da nossa outra Ditadura, para imprimir dinheiro, tinha de haver o equivalente em ouro no Banco de Portugal (entre uma caseira ou global, parece que vamos de mal a pior) o Banco de Portugal passou a sucursal do BCE (Privado), portanto, dos mesmos donos e, presentes proprietários do ouro que ainda, por lá, restar.

      Se nem sequer der, para vos fazer questionar a razão, de termos saído do Procedimento por Défice Excessivo quando, “estes”, puseram a Dívida nos 130% do PIB mas, não saímos quando estava nos 124%, realmente, estarão preparadinhos para “comer” a Agenda toda.

      No seu Livro 1984, Orwell apenas escreveu com base no que sabia, sobre um futuro objectivo e, enquanto muitos já chamam a atenção para os perigos da Inteligência Artificial que, dentro em breve controlará tudo, não passa do Big Brother descrito no seu livro que também fala da chamada “novilíngua”:

      “Novilíngua ou novafala, um idioma fictício criado por um governo hiper-autoritário na obra literária 1984, de George Orwell. A novilíngua era desenvolvida não pela criação de novas palavras mas, pela “condensação” e “remoção” delas ou de alguns dos seus sentidos, com o objetivo de restringir o escopo do pensamento (escopo- que mira ou tem como alvo).
      Uma vez que as pessoas não podem referir algo, isso passa a não existir. Assim, por meio do controle sobre a linguagem, um governo é capaz de controlar o pensamento das pessoas, impedindo que ideias “indesejáveis” possam surgir.
      Não se deve confundir novilíngua com simples tabu a respeito de palavras. Aqui, a ideia consiste em restringir as possibilidades de raciocínio, não o simples proibir a menção a coisas, factos ou pessoas indesejáveis”.

      Outra característica básica da novilíngua é o facto de nem representar pensamentos errados mas, leva-nos para outro tipo de mundo, onde nada mais nos distinguirá uns dos outros, nem sequer o género.
      Suponho que, de longe, quando olham para um rebanho, as ovelhas parecem todas iguais pois, para essa minoria, para melhor nos controlar, temos de deixar de ser indivíduos para passarmos a elementos do rebanho e, se pensarmos na entrevista, onde um representante do Google diz que, numa pesquisa, apenas terá de aparecer um só resultado porque, muitos, é um Bug, dentro em breve, o resultado escolhido por “alguém” pode ser Mééé…

      Quando o Luís Menezes Leitão fala nas Cidades-Estado, parecendo que este governo quer descentralizar, curiosamente, acaba por tocar na razão fundamental que nada tem a ver com descentralização: “Já se sabe é quem é que vai pagar a factura de todos estes delírios” e, este sim, é o verdadeiro objectivo.

      Comprovando o nosso caminho, para escravos voluntários eternos, basta actualizar o que eu disse aqui:
      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/lapis-azul-e-coisa-de-meninos-9535943

      Em vez de uma Dívida de 138,77 % do PIB, já vamos nos 138,81%.
      Quanto ao números de portugueses, se no dia 06/09 éramos 10.287.094, hoje, contando nascimentos e falecimentos e, a esta hora, somos 10.286.855.
      Número que dá para questionar muitos outros factos mas, só, para os que ainda questionam e ainda não viraram… ovelhas.

        1. Meu caro, de uma coisa pode ter a certeza, não foram escarrapachadas no Facebook, uma Corporação que, a nível internacional, de uma forma sub-reptícia, quer erradicar o termo Privacidade, para não falar da bronca de que, com trolls, terem tentado a experiência de pôr gente feliz ou a caminho de uma depressão profunda.
          O que vai enclausurando é, precisamente, aquilo que não se sabe portanto, quanto a férias, depende do significado que lhe quer dar:

          “Apesar de bem diferente, a palavra férias em português, e vacation em inglês (cognata de vacaciones, em espanhol, e vacances, em francês) têm origem no latim. As palavras de que derivam, entretanto, são diferentes.
          Enquanto férias vem de feriae (=dias em que os romanos não trabalhavam por razões religiosas), vacation vem de vacationem (=lazer ou folga do trabalho), que por sua vez deriva de vacare (=vazio, livre). Duas palavras em português, uma comum e outra incomum, também derivam indiretamente de vacare: vácuo (espaço vazio) e vacuidade (=qualidade ou estado de vazio, ausência ou falta).”

          Quase me apetecia dizer que quanto a vácuo, espaço vazio e vacuidade, muitos, nem precisavam ir de férias…
          Pode crer que, neste caso, eu nunca poderei dizer que vou ou fui de férias

  2. Isto é ridículo, só mm rindo na cara destes “comissarios do equallitarismo” é que dá para manter alguma sanidade…

    Fui ler os comentários à notícia e o mais engraçado é que há comentários de pessoas transsexuais que tb achavam a recomendação um total disparate…

    1. Julgo que qualquer pessoa dotada de bom senso achará isso, Marta. Mas a verdade é que esses “comissários do igualitarismo” andam por aí – e cada vez mais assanhados.

      1. Nada de enganos perigosos porque, estes, serão os Comissários da suposta igualdade.
        Isto de confundir Igualdade com Igualitarismo é, precisamente, um dos maiores erros porque é através de palavras que nos estão a escravizar.
        Já por aqui tinha dado o significado de ambas as palavras mas, hoje em dia, qualquer coisa serve e, basta saber isto, para uma Minoria saber aproveitar, a santa ignorância.

  3. Ainda posso referir-me à minha mãe como “a minha mãe”?
    Há uma coisa aqui que me intriga: o metro de Londres mudou a designação “Good morning ladies and gentlemen” para “Good morning everyone”, para não melindrar. Mas quem é que se melindrava? Os transsexuais mudam de sexo porque não se identificam com aquele com que nasceram. Por exemplo, nasceram ladies e querem ser gentlemen, e vice-versa. Mas passam a ser uma coisa ou outra. Quem é que a anterior saudação deixava de fora? Podem dar-me um exemplo de uma pessoa que não seja lady nem gentleman e indicar o que é?

    1. Essa é fácil. Há aqueles / aquelas que não sabem o que são. Que não sabem bem … que não têm a certeza, talvez, quem sabe, nunca consigam descobrir. Há malta assim, indecisa. Convenhamos que a coisa não é simples, o cardápio de hipóteses é super criativo. Há que respeitar, pois, os tempos de hesitação de cada um / uma.

  4. Eu não me identifico com o sexo, a cor e a morfologia com que nasci. No BI diz que sou uma mulher de 60 anos e 1,62m, mas eu acho que sou um jovem negro de 2 metros. A NBA, por puro preconceito, recusa receber-me. Façam alguma coisa.

    1. A existência de estabelecimentos prisionais para reclusos e reclusas, em separado, configura uma inaceitável perpetuação de “estereótipos de género” a que urge pôr cobro em nome da inclusão.

  5. Os transexuais femininos que optam por manter o útero e óvulos num banco de congelação , mesmo mudando de sexo, podem engravidar. É um bocado confuso, mas é escolha sua poder ter filhos seus mesmo sendo homens. É um paradoxo, mas tenho vindo a aprender devagar sobre a transexualidade. Há muitas coisas complexas, como a garnde ambição de um homem que muda de sexo poder futuramete ser mãe.
    Neste caso pessoa grávida.
    Conheço N transformistas há algum tempo, que só agora resolveram dar o grande passo para a mudança efectiva de género. O apoio do estado tem sido a pedra basilar da decisão.
    Acredito sinceramente que em alguns casos não irá funcionar de todo, porque se criou uma identidade durante anos e apesar de todas as sessões psiquiátrjcas isso é muito difícil de ultrapassar fora da redoma em que estas pessoas estão a ser mais expostas do que resguardadas.
    Aliàs, muitas delas não percebem porque é que agora as fazem diferentes de tanto as quererem iguais

  6. Caro Vlad,

    O que referi é verdadeiro (para os mamíferos) – Norma não é excepção; fenótipo não é genótipo.
    É verdade que existem fenótipos de mulheres que são XY (o genótipo não é XX), que inclusive podem ser férteis. São fenótipos extremamente raros muito provavelmente associados ou a mutações, ou ao nível da determinação do sexo, ou a casos de mosaicíssimo ao nível cromossómico (o mais frequente). É frequente nesses casos encontrar na mesma pessoa células 46,XY, misturadas com células 45,X, em vários órgãos. Mas daí a dizer que ser fêmea ou macho é apenas (e sublinho o apenas) uma questão ambiental vai um grande passo.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *