O que é relatado pelo Observador numa reportagem que tem o sugestivo título de “Carrinhas, listagens e cacicagem” deve dar inspiração e autoridade aos líderes do maior partido da oposição para se pronunciarem sobre a transparência dos acordos dos “geringonços”.
Infelizmente, é disto que tem sido feita a democracia interna dos nossos maiores partidos. É assim que se chega ao poder.
Lá onde estão, homens da estirpe de um Francisco Sá Carneiro, de um Miguel Veiga ou de um Magalhães Mota, apesar de tudo o que aconteceu, não devem ter palavras para caracterizar a situação a que esse partido de Pedros chegou. Talvez seja hora de dizerem aos seus enviados na terra para arranjarem outro, deixando o que hoje existe com os Pedros que controlam as carrinhas e as quotas.

Ainda usarão como argumento a deficiência nos transportes públicos em Lisboa para justificar tanta correria.
No que diz respeito ao encaminhamento para as respectivas letras, parece-me que poderá justificar-se com questões de literacia, ou falta dela.
E ainda há quem queira introduzir em Portugal o voto eletrónico e o voto pela internet. Seria um forrobodó bestial. As pessoas davam as suas senhas ao cacique e o cacique votava por elas.
Estes pedros não são pedras nem pedreiras nem rochedos – são autênticos penedos sem saudade!
João de Brito
http://observador.pt/especiais/caciques-u ma-dentadura-por-votos-e-outros-esquemas-n as-lutas-internas-do-ps-e-do-psd/
Cumprimentos
os Pedros estão muito longe da minha simpatia mas, justiça seja feita, a cena das carrinhas é transversal a todos os partidos.