Do óbvio


Rui Rocha,

É óbvio que o que aconteceu em Pedrógão Grande é uma tragédia de enormes dimensões e que dela têm de ser retiradas responsabilidades políticas. É óbvio que muitas coisas correram mal e é óbvio que, ao contrário do que afirmou extemporaneamente o Senhor Presidente da República, era possível ter feito mais. É óbvio que perante um acontecimento desta gravidade a existência de responsabilidades políticas é a única forma de assegurar que estes temas são geridos no futuro com seriedade. É óbvio que a inexistência de responsabilidade política seria um gravíssimo sinal de laxismo e cumplicidade colectiva com uma situação insustentável. É óbvio que a gestão da floresta e a prevenção e combate a incêndios acumulam décadas de más decisões e de decisões tomadas por motivos errados. É óbvio que nenhum dos sucessivos governos dessas décadas está isento de censura e que os partidos que os integraram (PS, PSD e CDS) são parte da situação a que se chegou. É óbvio quem tem de assumir a responsabilidade política pois de todos esses partidos é óbvio quem está agora no poder e é óbvio que essa responsabilidade política tem de incidir sobre a equipa do Ministério da Administração Interna.

0 comentários em “Do óbvio”

  1. E perseguir todos aqueles que são suspeitos de atear fogos
    que seja por divertimento ou por negócios sujos.
    Até agora as condenações desses anormais e criminosos foram ridículas.
    Não pode haver circunstâncias atenuantes. Vidas humanas e animais estão
    em risco e o trabalho de toda uma vida. Tudo destruido.
    ( odeio eucaliptos). Mão pesada para esses criminosos.

  2. É óbvio e também é óbvio que, por muito que uns saiam e outros entrem, todos parecem ter os mesmos objectivos e a mesma “preocupação”, com o “melhor” para os cidadãos.

    A Humanidade parece sofrer da síndrome de Estocolmo ou da síndrome de Oslo, neste caso, um mecanismo que também pode ser de defesa grupal, onde se fantasia ter o controle da situação quando, há muito tempo que já não controlamos absolutamente nada e, eles todos, sabem disso.
    Rodam no Poder e todos o querem mas, para não faltar o dinheiro (bago, milho, massa, grana, cacau, arame, cobre, gaita, nota, quintuques …), só têm de obedecer aos “controladores externos” e, sabendo que os euro-deputados Não Podem Propor nem Vetar leis, digamos que o “teatro” está a ficar, a cada dia, menos convincente.

    Não que os discursos tenham mudado mas, parecem quase insultuosos porque, muitos, sem o saber, estão a “acordar” da doença. Só precisam sair do conforto da imposta infantilização e virarem adultos responsáveis, passando a controlar as suas próprias vidas e o Meio que os rodeia porque, os “papás”, nem sequer são padrastos, apenas gente que só se preocupa em manter as suas mordomias, com sintomas visíveis de uma psicopatia em que pensam ser como Deus, onipresente, onipotente e onisciente, isto para ser simpática porque há quem pareça ter ADN de senhor de engenho.
    Por mim, podem discursar, prometer, mentir à descarada porque isto de, consecutivamente, cair no jogo do costume, tem limites e, comigo, acreditar em mais fantasias?
    Como dizia o “outro”…”jamé” e até me apetecia imitar ainda “outro”, aquele que no Parlamento fez um gesto “taurino”… porque, “lá de cima”, têm sido incansáveis a dar… tantos e tão “bons” exemplos.

    Depois deste vídeo que já deixei neste blogue:
    https://www.youtube.com/watch?v=0k4pXwmis7A
    The Myth of Authority (Video Contest Winner)

    Deixo mais um:
    https://www.youtube.com/watch?v=Auf1rehiA-4
    How They See You

    Porque, uma coisa é certa, esta doença não é “caseira” mas é a nível global, só que alguns estão a ficar curados, o problema são aqueles que, realmente, sendo os nossos iguais, nos obrigam a continuar a sofrer da mesma doença. Portanto, quando olharem para os números da abstenção, seja em outubro de 2016, os 59,1% nos Açores ou, mais recentemente, os 51% na França (mais os brancos e nulos), em vez de pensarem que eles estão do lado errado, uns preguiçosos que não vão votar… se calhar… deviam chamar-lhes os curados, os restabelecidos ou os sarados

    Ter deixado de ver os perigos ou vê-los e esperar que alguém, venha resolver a situação, há várias hipóteses, já vos amestraram, infantilizaram ou vivem no mundo da fantasia e, neste caso, agarrem no smartphone e criem mais uma app para não cansarem os neurônios mas, deixando de pensar, alguém estará sempre pronto para pensar por nós só que, depois, não se admirem se não gostarem dos resultados. No fundo, querem algo que já a minha avó dizia não ser possível: “Simultaneamente, ter Sol na Eira e Chuva no Nabal” mas, aposto que há quem acredite ser possível… basta um político prometer.

  3. Obviamente de acordo contigo.
    Ainda agora, por muito menos, saíram quatro ministros do recém-empossado Governo francês. Das pastas da Justiça, da Defesa, dos Assuntos Europeus e da Coesão Territorial. Sem ter havido morte alguma.

  4. Mete-se “pelos olhos dentro”.
    Mas, mais óbvio ainda, no “Marrocos de Cima” a culpa morre sempre solteira.
    Basta ver o tipo de gado que os esclarecido e exigentes nativos “votam” para o “governo” , para o “parlamemto” , ou para as (outras)”instituições”.
    A cereja no topo do bolo pode ser vista para os lados de Belém – fácilmente identificável pelo permanente esgar atoleimado.

  5. Também é óbvio que terão de ser investigados os negócios ligados aos incêndios e segurança, SIRESP, Kamovs e outros contratos a ver se se nãohouve dolo e se nenhum terá passado pelo Panamá.

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