0 comentários em “Paulo Mendes Pinto directo de Fátima”

  1. Poderia tecer as mais diversas considerações sobre Fátima, mas vou resumi-las a isto: Está-se a comemorar o centenário da maior mentira do século XX.

  2. O circo mediático, para mim, ficou demonstrado pelas oito ou nove horas desta manhã (ócios de folga regulamentar – que não de tolerância de ponto demagógica) quando, ao serviço da RTP 3, uma senhora sentiu, terá sentido, um irresistível impulso para, em Fátima, entrevistar brevemente um cavalheiro.

    O cavalheiro envergava um impermeável vermelho. Do SLB, como prontamente a senhora enfatizou e o exuberante símbolo nele aplicado atestava. Disse, o cavalheiro, estar ali pelas razões devocionais mais atendíveis. Em discurso fluído e coerente. Tudo muito bem, crente ou não quem a tanto assistisse.

    Mas a senhora entrevistadora sentiu um irresistível impulso, um êxtase espiritual, decerto, atentos o momento e o local, e inquiriu o cavalheiro sobre um tal de “tetra” e se isso pesaria na sua presença ali. Que sim, que já tinha com ele o “red pass” (creio ter percebido) e o cachecol, e dali – Fátima – contava seguir para o estádio da luz (suponho) e, quisesse Deus, o festejaria.

    Tivemos, naquele momento de matinal e republicana tolerância de ponto, Fátima e futebol. Fado, não sei. Mas é bem possível. E, estamos em Portugal, lógico. Mas eu, cristão no mais fundo de mim, e de forma aflitiva antropologicamente céptico, desliguei a televisão. Sobre a interpretação oficial do momento estava tudo dito.

    Venha S. Eusébio. Venha o beato – até ver – Ronaldo. Não lhes faltará a atenta veneração da laica república portuguesa. E cardeal, entre os presidentes “dos três grandes”, arranja-se!

    Costa

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