Sugestão: um livro por dia


Pedro Correia,

image002[1].jpg

 

 Moby-Dick, de Herman Melville

Tradução de Maria João Madeira

Romance

(Edição Guerra & Paz, 2017)

“A presente edição não segue a grafia do novo Acordo Ortográfico”

0 comentários em “Sugestão: um livro por dia”

      1. Invarialvelmente no meu top 3, para além de Gordon Pym e da Nova Antologia Pessoal (de Borges)… Ou talvez O Relatório de Brodie. É um dos livros mais perfeitos de sempre, para mim, especialmente na velha edição da Bertrand. Esgotadíssimo há anos. Uma vez quis comprar outro e uma fulana ao balcão discutiu comigo e disse que a Bertrand nunca tinha publicado aquele livro que eu tenho em casa. Estive quase para ir a casa buscar o raio do livro e espetar-lhe com a sua própria ignorância nas fuças mas como a história até tem uma aura borgesiana deixei estar. Além disso, sou um tipo porreiro 😉

        1. Casos desses são hoje em dia tão frequentes que nem vale a pena a gente irritar-se com isso.
          Mas nunca é de mais contar essas histórias. A ver se alguns livreiros se convencem a contratar pessoas competentes.

  1. Uma das obras a que tenho resistido, talvez por ter visto o filme e saber o fim desta obsessão… sim, já me disseram que o livro é um tratado sobre a baleação, mas também já me disseram que por isso se torna cansativo. Uma das obras que faz parte dos pacotes das que penso ler e sempre recuo.

    1. O que está no livro não é de todo filmável. O que se vê no filme é a acção, que representa talvez 20% do texto, no máximo. É uma obra monumental, de uma riqueza e coerência estilística insuperável. Mistura ensaio, reflexão sobre episódios bíblicos, observação e pensamentos sobre a a natureza, sobre a natureza humana, e há também múltiplas referências também a nós, Portugueses. É uma honra muito grande estarmos representados ali.

  2. Livro essencial. Esta é daqueles histórias em que gostei muito mais do livro do que do filme, com em excelente Gregory Peck/Capitão Ahab.

      1. É verdade Pedro, a minha memória já não é o que era, falàmos aqui no Delito do livro há um ano.

  3. Há um filme recente, com uma estética interessante, que conta a história original que teria inspirado Herman Melville na época. As cenas são filmadas a fazer lembrar a luz das marinhas (pinturas marítimas). Não é nada de extraordinário, mas dá para calçar umas pantufas e passar umas horas entretido:

    http://www.imdb.com/title/tt1390411/

  4. Não disputo a qualidade do livro. Mas cada vez mais me pergunto por que motivo algumas editoras publicam livros que estão disponíveis no mercado. Disponíveis por mais de uma editora. Não entendo, a Guerra e Paz ultimamente tem feito muito isso.
    Tantos livros extraordinários que nunca viram uma edição portuguesa e atiram-se sempre ao mesmos?!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *