0 comentários em “Resistência activa ao aborto ortográfico (123)”

  1. Caro Pedro:
    Ontem, no Público, o Luís Afonso fez o «cartoon» acerca da decisão da Academia das Ciências de retocar o AO.
    Perguntava ele: E começa-se por que ponta? Aquilo tem ponta por onde se começar?
    Boa pergunta!
    Deixo aqui 4 exemplos do despautério que o AO provocou, o que prova que, de facto, às vezes é melhor fazer como se faz nos computadores: «reset» e voltar ao zero.
    O pior foi o esforço de tantos professores a ensinar tantos alunos a escrever e ler direito por linhas tortas.
    Moral da história: Deve pensar-se sempre muito bem nas consequências do que pretendemos fazer, especialmente se afecta ou outros, se afecta muitos outros.
    1.º Exemplo: https://www.dropbox.com/s/g9czfeqf27ofqne/Pir%C3%A2mides%2C%20futeb%C3%B3is%20e%20ortografia.docx?dl=0
    2.º Exemplo: https://aventar.eu/2017/01/25/scarfolk/#more-1267282
    3.º Exemplo: https://aventar.eu/2017/01/28/ortografia-apocalipse-agora/
    4.º Exemplo: https://aventar.eu/2017/01/28/ortografia-dentro-das-expectativas/
    Entretanto decorre uma Petição contra o dito AO (a que eu chamo Aborto Ortográfico), quem quiser que a assine.

  2. Retocar? O melhor era aboli-lo de uma vez por todas e deixar a Língua em paz. Ela cuida de si própria. E andam por aí umas bestas a dizer que não se deve mexer para não defraudar as criancinhas que já o aprenderam.. E a fraude por que passaram os que tiveram que re-aprender? Não me lixem. Isto é o exemplo acabado de sobre-legislação e a mania socialista de meter as patas imundas em todo o lado.

    Socialista ou marxista ou uma porcaria dessas, não sei.

    1. V.
      Socialista, marxista, social-democrata, democrata-cristão, radical de extrema-esquerda, radical de extrema-direita, de tudo encontra nos apoiantes do AO e nos que se lhe opõem.
      Não vale a pena insinuações rasteiras.
      O AO começou com uma proposta em 1986, um Anteprojecto em 1988 e a aprovação em 1990.
      O que o senhor (ou senhora) mostra é a tendência para a atribuição mesquinha de culpas só a este ou só àquele (cada um aos adversários, preservando os correligionários), que destrói a possibilidade de convivência minimamente decente e de discussão sadia entre as pessoas.

      1. Convivência convosco? Para quê? Vocês só brincam se forem os chefes e mudam as regras quando dá jeito. Não quero. Desabitem.

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