Palavras para recordar (14)


Pedro Correia,

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JOSÉ ANTÓNIO SARAIVA

Sol, 30 de Junho de 2007

«Um destes dias, num elevador de Lisboa, fiquei cara-a-cara com uma adolescente que irresistivelmente me fez vir à memória a imagem da jovem negra da colecção de cromos: tinha as orelhas perfuradas em vários sítios por argolas, outras duas argolas no nariz, um furo entre o lábio inferior e o queixo, ‘ornamentado’ com uma pequena esfera prateada, e, quando abria a boca, deixava ver mais uma esfera cravada na língua.»

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  1. Saraiva deve ter ficado com vontade de conferir da justeza de serem os felatios, com bolas na boca, inesquecíveis.

  2. Ó mano, mano – o gajo ficou de gatas…
    gajas boas, mano.
    Gajas boas – com piercings: é nos elevadores de Lisboa.
    Gajas para saraiva ver.
    E descrever

  3. Se o gajo lhe visse as tatuagens descobertas no bem bom – então, então, é que se passava.

    Dava-lhe uma sulipanta.
    Todavia, suspeito que a rigidez da descrição, encubra um rancor lúbrico, libidinoso, “de são verdes não prestam”.

    Ali houve promessa, professa, de castidade.

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