«Há que tempos…»
«Um quarto de século.»
«O que tens feito, desde a universidade?»
Digo-lhe. Não me alargo em explicações. Tenho sempre relutância em analisar o meu percurso de vida. Na verdade, e ainda que não consiga evitar fazê-lo, recordar o passado perturba-me. Com raríssimas excepções, circunstanciais e temporárias, recordar o próprio passado é analisar uma traição.
«Temos que manter o contacto.»
«Sim, claro.»
Mas sei que é improvável. E sinto alívio quando nos separamos.

Passei por aqui, só para, em jeito de despedida, deixar um vídeo (uma escolha difícil porque, como este, há muitos) mas, se o ouvir até ao fim, talvez entenda, melhor, muitas das coisas que eu comentei neste blogue. Nos próximos meses, o Mundo poderá ficar… deveras interessante e, uns, vão perceber tudo, enquanto outros, “acordarão” ou não mas, não faltarão… confusões, medos, falta de informação e, um excesso de desinformação.
https://www.youtube.com/watch?v=ppBsJWO1 ARk
Get Your Microchip for World War 3
Porquê neste poste? Uma insignificância que só poderia ser deixada num diário semi… de insignificâncias, impossível deixá-lo noutro sítio mas, confesso, ainda pensei… sobre a areia da praia 🙂
Se recordar o passado o perturba, talvez devesse recordá-lo e analisá-lo, até deixar de o perturbar, ou, pelo menos, até o aceitar. Ajuda a conhecermo-nos a nós próprios.
Recordar o passado é analisar uma traição? Como assim?
“ Uma vida tem de ser vivida olhando para a frente, mas só a podemos entender olhando para trás.”
Kierkegaard
Tirei esta citação do facebook, mas a fonte parece-me fiável: foi no mural da jornalista Helena Ferro de Gouveia.
Cristina:
Eu analiso o passado até demais. É uma traição porque implica lembrar expectativas.
Sim, às vezes não é fácil.

E, no entanto, há sempre algo a aprender…