O que eram e o que não eram. Até custa a crer como tanta coisa mudou. É certo que não conseguia encontrar uma família europeia, mas valia-lhe ainda ser de esquerda. A social-democracia que o PPD reinvindicava continua a ser de esquerda. Depois veio o PSD: encontrou finalmente família, encostou-se à direita, deixou a esquerda moderada para que o PS se alargasse e passou a ser um leque de tendências indefinidas e até contraditórias. O resultado está à vista: deixaram de saber o que são e o que não são.
Na sua bem conseguida e muito solta exposição em Castelo de Vide, é certo que Marques Mendes ainda arranjou maneira de assinalar que a social-democracia é de esquerda. Pois é. O PSD é que não. O que nem tinha de ser necessariamente um mal. O mal está em não saberem hoje o essencial: o que são e o que não são.
O que eram e o que não eram. Até custa a crer como tanta coisa mudou. É certo que não conseguia encontrar uma família europeia, mas valia-lhe ainda ser de esquerda. A social-democracia que o PPD reinvindicava continua a ser de esquerda. Depois veio o PSD: encontrou finalmente família, encostou-se à direita, deixou a esquerda moderada para que o PS se alargasse e passou a ser um leque de tendências indefinidas e até contraditórias. O resultado está à vista: deixaram de saber o que são e o que não são.
Na sua bem conseguida e muito solta exposição em Castelo de Vide, é certo que Marques Mendes ainda arranjou maneira de assinalar que a social-democracia é de esquerda. Pois é. O PSD é que não. O que nem tinha de ser necessariamente um mal. O mal está em não saberem hoje o essencial: o que são e o que não são.