Em 2013, num processo que levantou muitas incompreensões entre os seus militantes, Passos Coelho impôs a candidatura de Pedro Pinto à Câmara de Sintra, abrindo caminho à vitória de Basílio Horta.
Na sequência desse processo, em que foi recusado o nome (consensual para as estruturas locais) de Marco Almeida, e apesar deste ter na altura o apoio de oito presidentes de juntas de freguesia do PSD, vários militantes foram expulsos por se terem rebelado contra a decisão da direcção do partido e terem apoiado ou resolvido candidatar-se em listas, e não só em Sintra, contra o seu próprio partido. Outros houve que, entretanto, descontentes com a situação saíram pelo seu próprio pé evitando a expulsão automática prevista nos estatutos.
Volvidos estes anos, que não foram tantos como isso, depois do PSD e Pedro Pinto terem sido cilindrados em Sintra, perdendo Marco Almeida a Câmara para o PS por menos de dois mil votos, eis que surgem notícias dando conta de um mais do que provável apoio desse mesmo PSD, ainda e sempre dirigido por Passos Coelho, a uma recandidatura do referido Marco Almeida nas autárquicas de 2017.
Em 7 de Junho p.p., num texto de Cristina Figueiredo, o Expresso anunciava que o PSD estaria a considerar o “endosso” à candidatura de Marco Almeida (Sintra) e, eventualmente, à de Paulo Vistas, em Oeiras. E citava declarações do coordenador autárquico, Carlos Carreiras, em que este dizia que o partido não iria limitar as suas opções desde que fossem coerentes com “o projecto”.
Depois, em Julho, o Público avançava com a notícia do apoio do PSD, do CDS, do MPT e do movimento “Nós Cidadãos em Sintra” à candidatura de Marco Almeida.
Já este mês, no dia 3, o jornal OJE esclarecia que em Sintra, “apesar de nenhuma voz oficial o confirmar, o processo estará também encerrado do lado dos social-democratas”, adiantando-se que “várias fontes confirmaram mesmo ao OJE que o acordo entre Marco Almeida e a cúpula do PSD já está fechado, faltando apenas acertar detalhes e nomes integrantes da lista a apresentar.”
Na sexta-feira passada (26/08/2016, p. 6) foi a vez do Público informar que Marco Almeida, depois de já se ter reunido com outras forças políticas, entre as quais o PSD, recebeu por unanimidade o apoio da JSD para se candidatar à presidência da Câmara de Sintra.
É, pois, neste momento quase seguro, embora não se saiba muito bem qual “o projecto” autárquico do PSD, que Passos Coelho e a sua direcção se preparam para engolir não um mas várias famílias de sapos, das mais variadas espécies e proveniências, nas autárquicas de 2017, para evitarem uma humilhação política. Humilhação que após a gritaria, aliás inconsequente, para impedir o governo da dita “geringonça” passa agora por fazer um duplo mortal à retaguarda, ainda que para isso seja necessário participar na criação de novas “geringonças” que pragmaticamente garantam o acesso ao poder e o ganha-pão das suas clientelas.
Sabíamos, pelo passado recente, que a coerência não era um forte deste PSD de Passos Coelho. Quanto a esse ponto não há nada de novo. Contudo, seria interessante desde já saber até onde irão o perdão e o acto de contrição e se, por hipótese, Marco Almeida resolver incluir na sua lista alguns dos que foram antes expulsos, convidando de novo, por exemplo, António Capucho, o histórico ex-militante e fundador do PSD, para encabeçar a lista para a Assembleia Municipal de Sintra, se ainda assim o PSD o apoiará. Ou, quem sabe, se o nome desse e de outros ex-militantes, como é agora o de Marco Almeida, que saiu do partido e encabeçou uma lista contra Pedro Pinto, é também negociável em nome do tal “projecto”.


S. A. Correia:
Disse: «Sabíamos, pelo passado recente, que a coerência não era um forte deste PSD de Passos Coelho.»
Acho que, perante as provas que lhe vou deixar, se deve retratar imediatamente.
Senão, arrisca-se a ser muito bem processado pelo Passos Coelho.
E a indemnização por difamação não será pequena.
https://www.youtube.com/watch?v=1OhP5592 WI4
http://www.youtube.com/watch?feature=pla yer_embedded&v=SWKerbNIQcU#!
O que hoje é verdade amanhã é mentira. (Pimenta Machado) também serve para a política: o que interessa é o poder e fazer tudo para não o perder.
A UE já deu o seu aval aos nomes propostos…
Só que, 3 deles terão de tirar um curso – Autárquico” na C M de Paris.
Sintra, apetitosa, e não são só as cajadas.
Antes de tudo o mais desejo expressar o meu mais veemente protesto às C. Municipais que gerem as praias desta nação.
Não tem jeito absolutamente nenhum que no espaço de 1 semana eu entre em desejos por ver uma grávida e isto ocorrer precisamente quando o vendedor de bolas de Berlim está em reabastecimento. Este compasso de espera pode originar afogamentos, pois os pacientes neste estado poderão incorrer, pelo desespero, em risco agravado.
Por favor, construam armazéns de reabastecimento de bolas de Berlim o mais próximo dos veraneantes, de preferência junto à linha de água.
Dito isto, avanço para a nobre tarefa de comentador residente no DO.
Ora bem, estamos perante um picnic sapial que oferece a oportunidade de sugerir a estes geringonceiros a conveniência de aprender a dançar.
Para o efeito deixo aqui os primeiros passos da lição:
https://www.youtube.com/watch?v=_DBoMIi8 bYc
PS: Gostaria de informar a minha mais usada técnica para acalmar os mercados, perdão a minha Laurinda: Geringo, geringo e coloco-a a geringar.
Nota: tcetalismo e a consequente queda do PIB, que percentualmente imputado ao défice nos montantes de 1 para 5 noves fora ao subtraendo e outros noves fora ao diminuendo originará o apocalipse numérico da dívida que aumentará em consequência de todas as outras consequências não especificadas nos livros de matemática.
Não faltará o momento em que o excelso luck-das-comentas, um pouco baralhadito com cálculos sobre percentagens, venha imputar a estes sapos que se picnicam a origem do marxismo-leninismo-socialismo-comunismo-e-e
Tenho dito.
Agora necessito dedicar minha atenção à Dilma que está a ser vitima de um ataque neoliberal à razão, sem razão, de 1 para 50 ou 54.