Ontem, a RTP1 abriu o telejornal com os incêndios. Depois passou para os últimos dados do INE sobre a evolução da economia portuguesa. A TVI também abriu o noticiário das 20 horas com os incêndios. E depois também passou para os últimos dados do INE sobre a evolução da economia portuguesa. Por seu turno, a SIC abriu o noticiário com os incêndios. Depois fez intervalo. Depois continuou com os incêndios. Depois passou para a peregrinação a Fátima. Depois para um alcoolizado apanhado em contramão na A22. Depois para os protestos dos lesados do BES. Depois para os Jogos Olímpicos. Depois para a abertura do campeonato nacional de futebol. Depois para a presença de Paulo Bento no Olympiakos. Depois para reportagens turísticas em São Miguel e no Porto. Depois para o Festival Sol da Caparica. Depois para a previsão meteorológica. E depois Rodrigues Guedes de Carvalho desejou-nos boa noite e bom fim-de-semana.
Critérios… er, jornalísticos?
escafandro,

Tenho estado a seguir “O Insurgente”.
Parece que as contas do país também estão a arder…
Há muito que a SIC é a TV do regime (e o pasquim do PS) mas piorou bastante nos últimos tempos. Pior ainda, estão a colonizar a RTP3 onde havia algum bom senso. Mas já lá enfiaram o director dos bracinhos curtos, a Ana Lourenço, Pedro Adão e Silva, o Bernardino “não é”, Marisa Matias, etc. Ou seja, já não há análise mas interpretação e demagogia e está tudo INFECTADO. A RTP3 tinha começado bem mas tornou-se num buraco tão intelectualmente desonesto como o Público, a SIC e 90% dos antros jornalísticos portugueses em que o proselitismo de esquerda domina tudo. Um ganda fuck you para todos eles.
Concordo. Aprecio (RTP3) o “Política Sueca” onde se faz a análise da actualidade política. Gosto dos seus comentadores, são educados, (não se atropelam), parecem – me isentos e bem preparados. Alguns programas do Económico também me agradam, mas outros canais que noutros tempos me prendiam deixaram um vazio na minha preferência. Já nem me lembro da existência da Sic Not.; a sua submissão ao poder político foi tal que me levou a um natural afastamento. Há muito na Cabo que informa, distrai e ensina.
O seu comentário revela que de democrático nada tem, mas mostra uma desonestidade intelectual a toda a prova. Pena ter-se esquecido do Marques Mendes, Braga de Macedo, Angelo Correia… Pluralismo meu caro, é o que deve ser e não apenas comentadores de direita que era o que se via e aí, para si, tudo perfeito. Não há directores de braços curtos, há senhores muito bem formados que nos tentam informar, com toda a isenção que lhes é possível.
Engana-se. Ao contrário do PS e do PSD que tentam equilíbrios esquisitos e eternamente corruptos, eu acredito que um comentador ou um juíz ou um procurador-geral (para relembrar um papel importante foi suficientemente ajavardado pelo PS de Sócrates) devem ter absoluta independência do poder partidário e devem procurar análises isentas. Ter comentadores nas TVês a degladiar-se sobre o que nós já sabemos não passa de uma extensão inútil do pagode imundo que é a Assembleia. E os nomes que mencionou do “psd”, Mendes, Macedo, Correia não passam de porteiros do regime. Só não falou no Freitas porque esse “já virou”.
Lapsu linguae ?. Depois aquela responsável figura pública feliz porque aumentou o valor da colecta de impostos !!!.
Curiosa forma de felicidade.
Pois. Mas convém repetir isto (lá ao fundinho deixei uma nota):
1 – O crescimento do valor nominal do PIB é um indicativo seguro que a economia não só cresce como funciona. Significa isto que equacionar um abrandamento (abrandamento não é paragem ou inversão) num trimestre (Abril, Maio e Junho), onde os serviços ainda não fervem em pleno, é simplesmente pretender acentuar uma corrente de desgraça que Maria Luís e o Pedro do CDS muito desejam. Aliás, o seu discurso do “eu disse” não passa de uma lengalenga semelhante à dos cofres cheios, cheios de dívida não paga e/ou amortizada.
2 – Diz a sabedoria dos números que quando se aumenta a dívida em cerca de 50 mil milhões (2011-2015) e os encargos da dívida anual passam de 4.300 milhões para 8.500 milhões vamos ter um problema no chamado défice estrutural, que quer a troika quer a comissão faziam finca-pé em não contemplar a questão cíclica, e um estrangulamento no vencimento dos mesmos. Ocasionando, ainda por cima, para não se entrar em incumprimento que se role a dívida para pagar noutro ponto. Isto não é gerir é girar a dívida.
3 – Mais importante ainda, no seguimento dos números do parágrafo anterior, é o facto de tão competentíssimo desgoverno nunca ter explicado os gastos dos 78 mil milhões do empréstimo. E é legitimo que questionemos, porque entre 2011-2014 o PIB cai 6%, isto é, aproximadamente 10 mil milhões, e corta-se igual montante em prestações sociais, investimento público, saúde, cultura…, e se para haver crescimento é necessário injectar dinheiro, então demonstre onde se encontra aplicado o dinheiro da troika.
No mesmo período a banca elimina 30 mil milhões de imparidades com recurso a dívida que o Estado garante. E é aqui que se coloca a questão cíclica: Bruxelas não aceitava como medida extraordinária o resgate da banca, assim aconteceu também com Espanha que passa de um excedente orçamental global de um PIB de 2% em 2007 para um défice de 11% em 2009, sendo que mais de metade deste aumento representou fundos para ajuda do resgate dos bancos.
Em suma, não se andou a resgatar a banca nacional. Resgatou-se, nas políticas da dita contenção, a Banca Europeia e outros mais. E com tanta contenção sem expansão lá vem o Deutshe pedir que a banca europeia receba uma significativa ajuda.
Em que ficamos, amigo JAA? Quer que continue ou compreendeu tudo?
4 – Por um outro lado, pela primeira vez no período a dívida pública aumenta menos que o crescimento. Em que ficamos, amigo JAA? Quer que continue ou compreendeu tudo?
5 – Não admira, portanto, que em todo este cenário se pretendesse ver um desempregado e outros subsidiados como uns reles preguiçosos, a quem era necessário perseguir e colocar em regime de arame farpado, e não como vitimas das questões cíclicas que acima abordava.
Em que ficamos, amigo JAA? Quer que continue ou compreendeu tudo?
Portanto, como sou um ser divino, tudo quanto se abordou em nossos diálogos calorosos está a concretizar-se, até mesmo o abrandamento económico mundial que o amigo não quis ver em tempo útil e que Centeno e os seus pares, por demasiado optimismo, também não.
Mas não está tudo perdido. É esta a política que se deve manter. Para haver contenção na despesa pública tem de haver expansão. Se Bruxelas for inteligente coloca o plano Junker em marcha. De outra forma será uma tolice embarcar no valor de 2,5% do défice.
Nota: Deixo agora umas questões intimamente ligadas ao ponto 1 do meu comentário:
Qual foi, em valor, o aumento da dívida NOMINAL entre Maio e Junho?
Qual a percentagem deste montante NOMINAL da dívida?
Qual a percentagem do crescimento NOMINAL da Economia?
PS: Os frustrados ressabiados devem manter-se ao largo para não se afogarem em seus comentários.
Até breve.
E como continua a repetir-se fica mais uma vez a resposta:
“4 – Por um outro lado, pela primeira vez no período a dívida pública aumenta menos que o crescimento. Em que ficamos, amigo JAA? Quer que continue ou compreendeu tudo?”
E o Vento continua a mentir, isto depois de já lhe ter explicado como está errado. Por isso estamos no domínio do 1984 Newspeak-Pravda.
A Dívida Publica era de 223.9 Mil Milhões de Euros em 31 Dezembro 2015
A Dívida Publica era de 232.7 Mil Milhões de Euros em 30 Junho 2016
É um crescimento da Dívida de 8.8 Mil Milhões de Euros
Como o PIB são 180 MME quer dizer que 8.8 MME = 4.888% do PIB.
Agora onde estão os 4.888% crescimento do PIB neste semestre?
O que a repetir-se no segundo trimestre seria um ano com crescimento de mais de 9%?
O Vento vai continuar a dizer que a Economia cresceu mais que o crescimento da Dívida?
Fontes: letim_Mensal/01_BolMensal.pdf letim_Mensal/07_BolMensal.pdf
http://www.igcp.pt/fotos/editor2/2016/Bo
http://www.igcp.pt/fotos/editor2/2016/Bo
Agora sim, venho à fala com o caríssimo sortudo. Sortudo por dialogar com alguém divino como eu que tem a dizer-lhe que o meu caro não percebe nada do que lê e tampouco do que escreve. Daí colar-se a mim como uma pulga, passe a expressão, para procurar demonstrar exactamente isto que refiro.
Sim, continuo a afirmar tudo quanto escrevi. E acrescento o seguinte, só para demonstrar que não percebe nada do que escrevo: a/98150/d%c3%advida-p%c3%bablica-detida-p elas-seguradoras-aumentou-17
1 – A dívida também reflecte os custos do passado. E não só reflecte esses custos como também valorizações. Um exemplo simples para que qualquer criança em idade escolar possa compreender o que agora escrevo é esta notícia de 2013:
“As seguradoras a operar em Portugal detinham 10 mil milhões de euros em títulos soberanos de Portugal em junho, um aumento de 17% face há um ano resultante sobretudo da valorização destes títulos, segundo a associação que representa o sector”.
“Segundo a Associação Portuguesa de Seguradoras (APS), que hoje apresentou os resultados do primeiro semestre, os 10 mil milhões de euros em dívida de Portugal comparam com os seis mil milhões de euros detidos em junho de 2012, num aumento de 16,7%”.
aqui:
https://www.noticiasaominuto.com/economi
2 – Para compreender-se a dinâmica referida é necessário perceber o que é dívida transaccionável, dívida não transaccionável e valores relativos ao programa de assistência.
Porém, ainda existem elementos que importa referir, estes:
http://www.igcp.pt/gca/?id=86
NOTA: os dados encontram-se em formato excel.
Todavia, se verificar com atenção, o quadro que anexa mostra na rúbrica dos empréstimos contraídos através da dita assistência financeira alteração dos valores base, para menos.
3 – Existem outras dívidas, importantíssimas, que não são contabililizadas na dívida directa do Estado, tais como: Garantias concedidas pelo Estado (lá em cima abordei o tema das imparidades limpas com dívida caucionada pelo Estado), PPP´s e outros contratos de longo prazo, mas também as dívidas não contabilizadas a fornecedores do estado e administrações públicas. Significa isto que existem encargos futuros sobre compromissos anteriores que poderão originar mais dívida para que se possam saldar. E o sortudo não percebeu nada e quis que eu continuasse. O amigo JAA, entendeu. Você não. Mas não admira, você é sortudo.
4 – Coloquei umas perguntinhas que o inteligentíssimo sortudo não respondeu. E não respondeu porque não sabe ou tem falha de memória, e reproduz atabalhoadamente o que lê e dá como encerrada a equação.
Mas eu vou ajudá-lo. A dívida no período em causa, Junho, aumenta 2.400 milhões, valor NOMINAL; e a percentagem deste aumento é de …%. Porém, venha lá dizer a todos os leitores o Valor da percentagem do AUMENTO NOMINAL e a percentagem do CRESCIMENTO NOMINAL DA ECONOMIA.
Mas eu antecipo a sua resposta: Você não virá dizer nada, porque não sabe. Se soubesse distinguiria PIB REAL de PIB NOMINAL.
Eu sei que o meu caro só se chateia com a mentira, mas não sabe qual é. E eu continuo a contar a verdade.
Vai ser necessário trabalhar os números da produção nacional para lá chegar. Você não sabe fazer isto. Tenho de ir falar com outro mais sortudo que você para que me ensine.
E temos um texto com muita palha para mascarar.
Nominal vs Real com inflação reduzida ? haha!
Então, a dar relevância a 1 mês. Nem queria acreditar quando o escreveu.
É o mesmo que escolher um mês onde se amortizou mais dívida que se criou nova porque se o tinha feito no mês anterior. Ou escolher o inverso um onde se vendeu muita dívida enquanto os outros amortizou-se.
Mas você até foi escolher um Mês mau…
2MME de Maio a Junho se se repetisse todos os meses seriam 24 MME de nova dívida, quanto é isto em % do PIB?
Mostre lá essas mirabolantes contas onde demonstra que os seus 2.4 MME de nova dívida num mês é coisa boa… 2.4 MME são 1.333% do PIB(a 180MME) num único Mês.
A economia cresceu 1.333% num mês?
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Segundo os dados recentes temos Défice acima de 3% do PIB no primeiro semestre.
Fazendo as contas a 3% com PIB a 180MME = 5.4 MME /2 (pois semestre ) temos que o Governo da nova Dívida de 8.8 MME que fez precisou de usar pelo menos 2.7 MME mais uns pozinhos Os restantes devem – Esperemos! – ser para rolar a Dívida. Se se mantiver o Défice precisará de usar os 5.4MME de nova dívida para o cobrir. Sobrará 3.4 para rolar.
Como o crescimento+inflação (Real!!!) é menos que 3% não há maneira de cobrir o défice – ou seja a nova dívida – assumindo que o aumento de receitas acompanha directamente o crescimento da economia. Ou seja continuamos a caminhar para o dia em que não haverá dinheiro.
É bom lembrar que só a UE/FMI com a sua linha de crédito possibilitou a continuação da asneira.
Pois. Já todos o entendemos.
Já agora, no mês de Maio a dívida cresceu 1,6 mil milhões.
Como não quero que o meu caro coma mais palha, fico por aqui.
Até breve.
Ou seja não consegue negar que segundo os seus números a Dívida aumentou 1.333% do PIB de Maio a Junho.
Logo onde está o crescimento de 1.333% do PIB no mesmo período que como diz e correctamente(excluindo os juros) permitiria pagar esse endividamento?
Explique.
Eu explico uma vez mais, mas tem de ser com um poucochinho do que designa por palha. E aquilo que designa por palha não está contemplado em suas equações.
Para analisar em termos reais tem de usar dados reais. E os dados que diz serem reais em suas equações, por exemplo, não contemplam os movimentos da dívida, que anexei, onde se incluem as amortizações/pagamentos: aproximadamente 12,4 mil milhões.
Por outro lado continua a desviar-se da questão nominal, metodologia usada para verificar o funcionamento e a evolução da economia no período face à dívida no mesmo período. De maneira que a percentagem nominal é de 3 a 3,4%. ublica-diminui-no-primeiro-trimestre_249 815.html mprida-apesar-baixo-crescimento-do-pib-s ublinham-financas/
Ao mandar-me fazer as contas você lembrou-me aquele que mandou fazer as contas que no momento lhe escapavam, não por não saber calcular mas por não saber como calcular.
http://economico.sapo.pt/noticias/divida-p
http://www.oje.pt/meta-do-defice-sera-cu
E para que possa aprender um pouco mais sobre o uso dos valores e das percentagens nominais, deixo-lhe também um estudo onde essa metodologia é aplicada: 6/03/CFP-REL-03-2016_PT.pdf
http://www.cfp.pt/wp-content/uploads/201
Portanto, o meu caro não pode ter margem para fuga daquilo que é essencial. Bastava reconhecer que não sabe e/ou não sabia para que se encerrasse a questão. Você não se equivocou, simplesmente não soube ler o que estava escrito.
Tudo isto evitando ao máximo muita palha.
E…? Queria que a SIC fosse noticiar sobre os últimos dados do INE. Ainda bem que a SIC revelou ser mais inteligente que os outros.
Números há os do Governo e anexos. Há-os das oposições. E os da Assembleia da República. Dos muitos Drs. e nem por isso. Há-os de instituições nacionais e autoridades extra nacionais…. Infindável.
Numa coisa concordam: em discordar.
Tanta sapiência mas conseguir suster a permanente subida dos vários tributos, isso, o que afinal seria concretizar as promessas eleitorais, isso, os no poder, não cumprem. Arte que só os fora do poder dominam. Mistério.