Já havia a fórmula “dois em um”, no mercado dos champôs. Hoje, no reino do futebol, há “um em dois”. Sem ilusão de óptica, em qualquer banca ao pé de si. Escolha a versão que mais lhe convier. Ou faça como eu, que não escolhi nenhuma.
0 comentários em “O dom da ubiquidade”
Esperemos que dê para o Salvador pagar algumas contas.
Assim será: basta-lhe conseguir vender o mesmo jogador aos dois clubes, como alvitram os jornais de hoje. Ninguém mais adequado do que um Salvador para fazer milagres.
Os jornais e demasiados media tornaram-se balcão de fretes – é óbvio que estas “noticias” são resultado de formatação previa pela “fonte” com o “jornalista” a funcionar como mero papagaio de promoção&propaganda ou agit-prop. No “desporto”, as trombetas dos clubes da capital transformaram as primeiras páginas em émulos daqueles panfletos com as ‘últimas’ promoções das cadeias de supermercados. Por exemplo, alguém acredita que Telma com o seu bronze aparecesse em 1a página se tal não encaixasse nos “marketings” de marqueteiros da lampionada?
O pior é quando esta ‘filosofia’ contamina a informação geral, e.g. politica – veja-se a história do JN sobre um suposto Juiz com filha em escola “de associação”. A ontologia de “produção” é a mesma, o que porventura permitirá a que um jornalista politologo use o mesmo “software” que o “desportista” para produzir prosa “publicavel”.
Confesso que, sobre este tema, nunca teria nada a dizer e já nem olho para a capa dos jornais, por recear os efeitos colaterais no meu cérebro 😉 mas, gostei do título “O dom da ubiquidade”, apenas isso, tenho pena mas, não me deu inspiração para fazer um daqueles meus longuíssimos comentários, consumista de, todos ou quase todos, os caracteres disponíveis e que, para alguns, a sua leitura é como “apanhar uma seca” 😉 Desta vez, bem longe do “buraco negro” da ubiquidade informacional, preferi o poste do José António Abreu – “Diário semifictício de insignificâncias (1)” de 08.08.16, ontem já me tinha “aguçado o apetite” e, hoje, não fui capaz de resistir à tentação 😉
Em matéria de imprensa escrita portuguesa, a escolha acertada deve recaír nos criteriosos, imparciais (e de férrea deontologia) produtos da Fábrica de Papel Renova – evidentemente…
É, Helena. Mas não me anda a apetecer escrever sobre política. Ficam estas gémeas siamesas da bola tuga. Uma capa foi concebida pelo editor Dupont, outra pelo editor Dupond.
Creio que o título ideal, para não chatear ninguém, devesse ser uma coisa do género: “Rafa, entre o Benfica e o FC Porto”. Dá um certo ar apaixonado e indeciso. É bom, provoca emoção no leitor.
Ainda bem que o Rafa teve umas férias longas. Pôde enfim descansar do profundo desgaste causado pelos escassos minutos de participação no Europeu de futebol.
Esperemos que dê para o Salvador pagar algumas contas.
Assim será: basta-lhe conseguir vender o mesmo jogador aos dois clubes, como alvitram os jornais de hoje.
Ninguém mais adequado do que um Salvador para fazer milagres.
Os jornais e demasiados media tornaram-se balcão de fretes – é óbvio que estas “noticias” são resultado de formatação previa pela “fonte” com o “jornalista” a funcionar como mero papagaio de promoção&propaganda ou agit-prop.
No “desporto”, as trombetas dos clubes da capital transformaram as primeiras páginas em émulos daqueles panfletos com as ‘últimas’ promoções das cadeias de supermercados. Por exemplo, alguém acredita que Telma com o seu bronze aparecesse em 1a página se tal não encaixasse nos “marketings” de marqueteiros da lampionada?
O pior é quando esta ‘filosofia’ contamina a informação geral, e.g. politica – veja-se a história do JN sobre um suposto Juiz com filha em escola “de associação”. A ontologia de “produção” é a mesma, o que porventura permitirá a que um jornalista politologo use o mesmo “software” que o “desportista” para produzir prosa “publicavel”.
Trombeta seria um bom nome para um jornal com notícias destas. Ou Trompeta.
Confesso que, sobre este tema, nunca teria nada a dizer e já nem olho para a capa dos jornais, por recear os efeitos colaterais no meu cérebro 😉 mas, gostei do título “O dom da ubiquidade”, apenas isso, tenho pena mas, não me deu inspiração para fazer um daqueles meus longuíssimos comentários, consumista de, todos ou quase todos, os caracteres disponíveis e que, para alguns, a sua leitura é como “apanhar uma seca” 😉
Desta vez, bem longe do “buraco negro” da ubiquidade informacional, preferi o poste do José António Abreu – “Diário semifictício de insignificâncias (1)” de 08.08.16, ontem já me tinha “aguçado o apetite” e, hoje, não fui capaz de resistir à tentação 😉
Eu acho que os clubes deviam entender-se. O Rafa jogava no Dragão nos meses pares e na Luz nos meses ímpares. Dava para mais um punhado de manchetes.
Em matéria de imprensa escrita portuguesa, a escolha acertada deve recaír nos criteriosos, imparciais (e de férrea deontologia) produtos da Fábrica de Papel Renova – evidentemente…
Esse “periódico” imprime muito mais exemplares. Cheira-me a concorrência desleal.
Mas não se passa na política a mesma coisa?!
Em matéria de transferências, sejam de que natureza forem, nós somos campeões!
É, Helena. Mas não me anda a apetecer escrever sobre política. Ficam estas gémeas siamesas da bola tuga. Uma capa foi concebida pelo editor Dupont, outra pelo editor Dupond.
Creio que o título ideal, para não chatear ninguém, devesse ser uma coisa do género: “Rafa, entre o Benfica e o FC Porto”. Dá um certo ar apaixonado e indeciso. É bom, provoca emoção no leitor.
Pode haver uma sentença salomónica. Vai o Rá para lá e o Fá fica cá.
Agora assim pensando bem, essa é a solução mais prática e mais inteligente, realmente…
Eheheh. Assim ninguém se zanga. E ainda dá para comer uns almocinhos de leitão na Mealhada.
Dia seguinte: um jornal tinha razão; o outro está à venda.
Uns jornais estão à venda, outros já passaram essa fase.
Nada mais simples: o Rafa esteve de férias no Brasil; agora que voltou, está mais perto de ambos…
Ainda bem que o Rafa teve umas férias longas. Pôde enfim descansar do profundo desgaste causado pelos escassos minutos de participação no Europeu de futebol.