Quando o governo anterior aconselhou os portugueses a emgrar, insurgi-me. Não é por este governo ser de esquerda ou ter apoio da esquerda que mudo de agulha. Um governo tem como primeira prioridade ajudar os portugueses a viver em Portugal, idealmente criando condições para ter emprego digno no país (que não é o mesmo que “dar” emprego). Quando um governo apela aos cidadãos (mesmo que uma pequena parte deles) que mudem de país está a dar uma imagem de desistência, que não vale a pena tentarem manter-se no país, que nada ali haverá para eles.
Escrevi algo nestas linhas no passado. Repito-o agora. Os apelos devem sempre ser à imigração e nunca â emigração. Gostaria de pensar que Costa queria apenas indicar que este governo apoia o contacto com a população emigrante, mas não sou assim tão ingénuo. Este tipo de declarações é sempre inaceitável num governante, seja lá qual for a sua cor política.
Os meus pais diriam: muda o disco e toca o mesmo. Hoje em dia falamos de remixes.

Um governo tem como primeira prioridade ajudar os portugueses a viver em Portugal
Tendo em conta a utilidade bem real que os emigrantes portugueses (e de muitos outros países) têm para o seu país de origem, eu não diria isso. Muitos emigrantes portugueses mandam mais dinheiro para cá do que a média de um português faz. Por exemplo, conheço emigrantes na Suíça que todos os meses mandam para cá mil ou dois mil euros.
Além disso, cada empregado num país estrangeiro diminui os gastos do Estado em subsídios de desemprego e diminui a pressão dos desempregados sobre o mercado de trabalho, criando condições para que os salários cresçam.
Luís, isso levado ao extremo quereria dizer que apenas deviam viver no país as pessoas que não recebem rendimentos…
Eu compreendo a importância das remessas, mas Portugal, apesar da crise, não é um país subdesenvolvido e deveria concentrar-se em manter as pessoas que, indo lá para fora, depois contribuem com remessas. Se ficassem em Portugal certamente gerariam mais riqueza per capita do que o montante que enviam. Note-se a contribuição das remessas para os PIB dos países mais desenvolvidos: aconselho a que se procure com microscópio (digo eu, que nunca verifiquei, mas imagino que sim).
estudei. trabalhei, passei anos da reforma fora deste
‘torpe dejecto do Romano Império’
fujam enquanto podem
Jorge de Sena
“Os apelos devem sempre ser à imigração”. Só se forem brancos e louros vierem ocupar os lugares dos socialistas e da esquerda caviar nos ministérios e nas escolas públicas.
Se não forem nem brancos nem ouros já não pode ser? Cegueira e facciosismo ideológico ainda aturo, mas peço-lhe que não faça comentários racistas. A brincar ainda poderia ser, mas aí prefiro que seja de forma oral e entre cervejas.
Obviamente era uma provocação à cultura dominante. Tudo o que escrevo aqui é nesse sentido. Pelo lado mais diametralmente oposto ao politicamente correcto que conseguir encontrar. O racismo para mim só se torna questão quando vejo discriminação positiva e favorecimento ou tolerância excessiva só “pour cause”. O resto da igualdade está na Lei.
Foi por isso que estranhei. Podemos discordar (e bastante) em vários aspectos ideológicos e políticos, mas os seus comentários (que me lembre) sempre foram perfeitamente correctos. Mesmo quando mais agressivos (ou mais me enervem) não posso dizer que tenham falta de respeito.
Seja como for, como não podemos ler linguagem corporal, tom de voz ou outros sinais em posts ou comentários, agradeço-lhe o esclarecimento. Às vezes levo as coisas demasiado literalmente. Coisas de engenheiro
A linguagem é manifestamente insuficiente para comunicar online. Suponho que derivam daí os emoticons e outros artifícios que também me esqueço de usar…
… Normalmente por causa do iPad. Não me ajeito com aquele teclado maricas 😉