Cinemanias


enlil,

O autorismo em cinema é conceito tão operacional e contemporâneo como a tecnologia usada para levar o homem à Lua. E, no entanto, persiste, como as pulgas no pêlo do cão. Agora deu-lhes – hossanas nos céus! – para esgravatar a boçalidade esteroidal de Verhoeven à cata de um “auteur” Força rapazes que ainda haveis de descobrir “diferância” em Harlan e rizomas em Pudovkin.

0 comentários em “Cinemanias”

  1. Não vejo qual é o mal (e eu até tenho uma pequena embirração com Verhoeven). Ao menos Verhoeven, honra lhe seja feita, tem algum interesse. Já o mesmo dificilmente se poderá dizer da maioria dos “auteurs” (assim, no pedantíssimo francês) que por aí andam.

    1. Pois daqui não se vê qual é o bem de “recuperar” um realizador bronco de estilo (estiloso), quando não meramente funcionário, com assomos, como dizer…? Wagnerianos, versão 1939. “Starship Troopers” é deveras repugnante e o outros são tão maus como um sarau da WWE. Excepção feita a “Basic Instinct” mas por causa dela, não dele.

      1. Poderia encontrar vários adjectivos para descrever Starship Troopers (aliás, a minha embirração com o Verhoeven situa-se nesse território), mas dificilmente me ocorreria “repugnante” – é demasiado artificial para isso (aliás, é essa a intenção). Dentro do seu estilo “pulp”, é um filme muito interessante – tal como “Total Recall”.

        O que não falta por aí é “auteurs” a realizar filmes tão cheios de estilo como vazios de qualquer outra coisa que não o próprio umbigo. Ver agora um crítico conhecido pelo seu amor a este tipo de cinema e por estar sempre pronto a malhar no cinema mais “comercial” (o termo não é o melhor, mas vai servindo) a tecer loas a alguém como Verhoeven não deixa de ser divertido pela ironia.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *