SINGULARIDADES DE UMA RAPARIGA LOIRA (1902)
Autor: Eça de Queirós
Realizador: Manoel de Oliveira (2009)
O conto póstumo de Eça é excelente, mas o filme não lhe presta justa homenagem. Desde logo devido ao desequilíbrio do elenco: Catarina Wallenstein é óptima, Ricardo Trêpa é péssimo.

![9789897110047[1].jpg 9789897110047[1].jpg](http://4.fotos.web.sapo.io/i/Bfe13e03e/19124491_EZZzm.jpeg)

O livro é delicioso, mas o filme não vi. Pelo que li, não perdi muito. 🙂
Eça contista é menos conhecido do que Eça romancista, mas merece ser lido com atenção também na ficção mais curta. O filme vale sobretudo pelo desempenho da actriz principal, mas não chega.
Assim sendo não perdi nada de especial pois apenas li o livro.
🙂 Antonieta
Assim sendo, ficou com o melhor. Pode crer, Antonieta.
O conto é bom.
Um dos quais gostei; “um dia de chuva”, “civilização” (resumo de a cidade e as serras), “josé matias”.
Outro que é muito bom em contos (e cheio de graça) é josé rodrigues miguéis, em Leah e outras histórias (pex: “saudades para dona genciana”, que também pariu filme).
“a escola do paraíso” é um dos meus romances favoritos, que gira em Lisboa, nos idos de 1910 e do 5 de outubro…
Outro que ajudou a cimentar o meu desencanto pela advocacia: “idealista no mundo real”
Rodrigues Miguéis é um dos meus escritores portugueses favoritos. E gosto também muito dele como contista. Já escrevi aliás no DELITO sobre um conto dele: 76530.html
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/24
Afirma-se que migueis emula eças.
Como ele se auto-exilando.
Concorod – e por isso fiz o paralelo supra.
Mas, citando joão boavida: “Relativamente a Eça, Miguéis é menos formal, mais dúctil, mais psicológico, mais angustiado, menos irónico, e sobretudo nada cáustico. Mas tem uma cor, uma agilidade, um amor às pessoas e às coisas, uma aderência narrativa às histórias e às situações que o distanciam de Eça e o tornam muito mais moderno. É pois um autor a recuperar e a divulgar”.
Muitos escritores portugueses tiveram essa experiência do exílio ou da emigração: Camões, Bocage, Garrett, Herculano, Eça, Aquilino, Pessoa, Ferreira de Castro, Casais Monteiro, Miguéis, Torga, Cinatti, Sena, Ruben A, Saramago, Ruy Belo, Alegre. Faz parte da nossa condição lusitana: somos trota-mundos.