Um acto de justiça e bom senso


Sérgio de Almeida Correia,

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Este homem há muito que devia estar no Conselho de Estado. Português, sério, decente e de pensamento livre. Aliás, só homens com o prestígio e a craveira intelectual de um Adriano Moreira é que deviam estar no Conselho de Estado, qualquer que fosse a sua procedência ideológica. Fico satisfeito pelo escolhido, sobre quem em 2007,  2013 e 2014 escrevi uns breves apontamentos, mas mais pelos portugueses.

25 comentários em “Um acto de justiça e bom senso”

      1. Não tem frescura mental nem nunca teve. Esteve sempre preso à lógica da Política.
        Um estatista que agora diz banalidades.

        Porque é que no Concelho de Estado não estão por exemplo cientistas, militares, engenheiros?
        Porque estamos no domínio do totalitarismo da política dos políticos.

    1. Concordo com Lavoura. Tarde piaram.
      Sou velho e ainda percebo que não já não tenho metade das qualidades que tinha aos 40 anos. O ver, a análise, o decidir, o dirigir. Sem “fazer sangue” se possível; senão cortando o pescoço aos porcos.

    2. Quando tinha “frescura e dinamismo” era ministro de Salazar e o responsável pela reabertura do Campo de Concentração do Tarrafal.

    1. Ha ha ha , dizer que Adriano Moreira tem algo de similar com o partido unipessoal do irrevogável só me pode fazer rir.
      O CDS já não existe desde Manuel Monteiro, agora existe o PP.

  1. “Português, sério, decente e de pensamento livre. ” E que fez parte de um governo que tinha a PIDE e Censura na imprensa. Tudo o indica para conselheiro de Cavaco.

    1. Pois, mas está – ao que dizem – relacionado com a maçonaria. E a maçonaria em Portugal assegura muito boa imprensa.

  2. Já tenho idade para ter visto muita coisa. Conheço Adriano Moreira desde antes de ser Ministro. Acompanhei a sua carreira desde o início, não só de agora!!!! Cada um come do que gosta. Prefiro não acrescentar mais.

    1. Anónimos das 15 e pico: Vocês ainda estão na era da ética!! Hoje já ninguém liga a isso. Se Adriano Moreira parece um senador, tem uma provecta idade, é inteligente e sabedor para quê levantar problemas de ética??

  3. O CDS indica Adriano Moreira, o PSD Pinto Balsemão, o BE Francisco Louçã e o PC Domingos Abrantes. Não temos senado, mas todos eles teriam estatuto de senadores, figuras congeniais e de referência dos seus partidos e daquilo que representam como convicções e etnologias de base dos seus partidos , isto independentemente das simpatias ou convicções de cada um.

    O PS, por seu lado, indica….o empáfio César !

    Tal faz lembrar antes estórias daqueles europeus cortesãos transplantados para a Capital em busca de prebendas, depois de olvidáveis assinaturas de mandarinato nos seus condados geográficamente remotos – p.ex. na era pós-napoleónica, um que se apresenta perante o ministro Talleyrand-Périgord dizendo “Il faut bien que je vive!!” [“Je n’en vois pas la nécessité”,terá replicado friamente o ministro]
    A diferença, nesta regência de Costa, está que não parece haver alma no PS com lungimirança para colocar os supra-mencionados parentisis a figuras como o sr. Carlos, é assim, tudo pingos ou salpicos de mesma fronda.
    Não sei se foi perfídia dos outros partidos, mas olhando tal lista, não escapa tal malicioso contraste que distingue tão singular ‘penetra’.

  4. Quanto a frescura de pensamento bate muitos jovens. Há poucos meses escutei-o numa Conferência. Falou de pé, de improviso (não seguiu o tema proposto que partilhava comigo, mas deixou o texto) seguindo uma linha de reflexão que nos deixou presos naquela quase uma hora. Um tema que lhe era caro: a recuperação da Europa dos Valores. É um poço de sabedoria, atento à realidade nacional e internacional, concorde-se ou não com as suas opções políticas. No Conselho de Estado está deslocado. Aquilo não tem nível para ele sobretudo por muitos outros que lá estão.

      1. Por mim, nao tenho nada contra gerontes.
        Mas tenho tudo sobre ministros – e ministros políticos de Salazar – que até reabriram o Tarrafal.

    1. Estou a ver que o Luis Lavoura partilha da tese do deputado PAF que diz que existe por aí uma “peste grisalha”.

      1. Não sei quem é esse deputado mas sim, partilho dessa tese.
        Em minha opinião seria bom que as pessoas morressem, no máximo, 5 anos após o fim da sua idade ativa. Caso contrário andam cá a viver à custa dos outros e a entupir as coisas em geral (os centros de saúde, as filas de supermercado, o tráfego rodoviário, ou autocarros, etc).

        1. O mal mais importante é no futebol. A partir de certa idade bem se esforçam mas não metem golos por mais que corram (melhor, tentem correr).

        2. E como é que o Lavoura define “idade activa” ?

          As crianças também não produzem nada e só geram despesas…

  5. Sim, português, sério, decente, pensamento, livre craveira intelectual, mas como não lembrar a sua procedência ideológica (salazarista)? Penso que lhe ficava bem não aceitar a honraria.

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